POLÍCIA FEDERAL

PF reprime crimes financeiros na fronteira do Brasil com o Uruguai

Santa Vitória do Palmar/RS. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10/11), a Operação Operador Fenício, de repressão aos crimes financeiros na região da fronteira do Brasil com o Uruguai.

Na ação de hoje, 30 policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão no município do Chuí. Também são executadas medidas de constrição de bens e valores, com o bloqueio de contas bancárias de duas empresas da região, totalizando a determinação de indisponibilidade de até R$ 7 milhões.

A investigação da Polícia Federal no Rio Grande do Sul ocorre paralelamente à Operação Mercador Fenício, da Polícia Federal na Paraíba, deflagrada simultaneamente na manhã de hoje, que teve provas compartilhadas com a investigação da delegacia da PF no Chuí, mediante autorização judicial.

O grupo estabelecido na cidade gaúcha seria responsável pela lavagem de dinheiro e remessa de valores ao Uruguai, oriundos de diversos estados do país, com a transposição física de dinheiro em espécie, em conexão com casas de câmbio do país vizinho.

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Conforme a investigação, há indícios de lavagem de dinheiro de crimes como o contrabando e descaminho, entre outros, a partir do recebimento de valores por comércios locais do Chuí, como postos de combustíveis e supermercados.

Os recursos eram enviados de diversos estados do Brasil por pessoas físicas e jurídicas, muitas sem identificação de origem, sem atividade relacionada aos estabelecimentos comerciais suspeitos que justificasse a remessa dos valores.

Os crimes investigados na Operação Operador Fenício são evasão de divisas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Vitória do Palmar

Fone: (53) 3264-9000

WhatsApp: (53) 99148-0838

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Fone: (51) 3235.9005

WhatsApp: (51) 99717.3040

www.pf.gov.br

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

Conselheiro do CNJ afirma que atuação investigada ocorreu antes da nomeação e nega irregularidades em acordo da Oi

Ulisses Rabaneda divulga nota após diligência da Polícia Federal e sustenta que sua participação limitou-se à prestação de serviços advocatícios, antes de assumir cadeira no Conselho Nacional de Justiça.

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, divulgou nota oficial nesta quinta-feira (6) para esclarecer sua relação com a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.

Na manifestação, Rabaneda afirma que sua atuação ocorreu exclusivamente quando ainda exercia a advocacia, antes de sua nomeação ao CNJ. Segundo ele, a participação restringiu-se à prestação de serviços jurídicos durante as negociações que culminaram no acordo envolvendo um crédito da empresa perante o Estado de Mato Grosso.

O conselheiro também sustenta que sua atuação esteve limitada ao exercício regular da advocacia e que os honorários recebidos decorreram de contrato formal, regularmente firmado entre as partes e declarado às autoridades competentes. Na nota, ele ressalta ainda que não há qualquer relação entre os fatos investigados e o período em que passou a exercer a função no Conselho Nacional de Justiça.

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A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada. Ao todo, foram cumpridos cerca de 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de medidas de bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

De acordo com a investigação, o foco está na análise de um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. para restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Conforme a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos por meio de uma estrutura considerada complexa.

Até o momento, conforme a nota divulgada por Ulisses Rabaneda, ele não figura como investigado por atos praticados no exercício do cargo de conselheiro do CNJ. O documento reforça que todos os fatos mencionados pela diligência dizem respeito exclusivamente à sua atuação profissional como advogado em período anterior à nomeação para o Conselho Nacional de Justiça.

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As investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das medidas cautelares relacionadas à operação.

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