POLÍCIA FEDERAL

PF desarticula associação criminosa responsável pela celebração de contratos fraudulentos junto à Caixa Econômica Federal


Barra do Garças/MT – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 2/2, a Operação Mimetismo, com o intuito de reprimir a atuação de associação criminosa responsável pela celebração de contratos fraudulentos de empréstimos consignados junto à Caixa Econômica Federal. 

Quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barra do Garças/MT foram cumpridos na nas cidades de Pontal do Araguaia/MT e Novo Santo Antônio/MT.
A decisão judicial também determinou a suspensão temporária do exercício de atividades econômicas e financeiras de uma empresa de correspondência bancária utilizada nas práticas criminosas.
A investigação policial foi iniciada a partir de informação recebida pela prefeitura de Novo Santo Antônio/MT a respeito da existência de 14 contratos consignados em nome de pessoas que nunca integraram o quadro de funcionários daquele município.
O montante do prejuízo à Caixa Econômica Federal constatadas até o presente momento ultrapassa a quantia de R$ 600 mil.
As condutas praticadas encontram tipificação nos artigos 288 (associação criminosa), 313-A (inserção de dados falsos em sistemas de informações) e 171, § 3º (estelionato majorado), todos do Código Penal Brasileiro.
Quando somadas, as penas máximas de tais delitos superam 20 anos de reclusão, além da reparação dos prejuízos suportados pela empresa pública federal.

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POLÍCIA FEDERAL

Candidato ao Senado antecipa suposta operação da PF em MT e levanta suspeita de vazamento

Segundo publicação, candidato estaria afirmando nos bastidores que ação poderia ocorrer ainda nesta semana e envolver as áreas de Saúde ou empréstimos consignados; até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual operação

A informação de que uma nova operação da Polícia Federal poderia ser deflagrada a qualquer momento em Mato Grosso começou a circular nos bastidores políticos e ganhou repercussão em meio ao período eleitoral. O que chama atenção, porém, é a alegação de que um candidato ao Senado estaria antecipando até mesmo possíveis áreas que seriam alvo da eventual ação.

Segundo publicação divulgada pelo site FolhaMax, o candidato cujo nome não é revelado estaria afirmando a interlocutores que agentes federais poderiam cumprir mandados ainda nesta semana, supostamente relacionados às áreas de Saúde ou de empréstimos consignados.

A publicação afirma ainda que o político estaria relacionando a eventual operação ao processo eleitoral em Mato Grosso, sugerindo que uma ação policial neste momento poderia provocar reflexos na disputa pelas urnas.

O episódio chama atenção justamente pela antecedência e pelo nível de detalhamento atribuído às declarações. Operações da Polícia Federal, especialmente aquelas que envolvem o cumprimento de mandados judiciais, são normalmente cercadas de sigilo para preservar as investigações e evitar qualquer comprometimento das diligências.

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Caso uma operação com as características mencionadas venha efetivamente a ocorrer nos próximos dias, a coincidência deverá alimentar questionamentos no meio político sobre como informações dessa natureza teriam chegado previamente ao conhecimento de um candidato.

Por outro lado, até o momento, não há nas informações apresentadas qualquer confirmação oficial da Polícia Federal sobre a existência, data, alvos ou objeto de uma eventual operação com essas características.

Também não há elementos que permitam afirmar que tenha ocorrido vazamento de informações sigilosas. A suspeita surge exclusivamente a partir do relato de que um candidato estaria antecipando uma ação ainda não anunciada oficialmente.

Em plena campanha eleitoral, o assunto tende a aumentar a temperatura dos bastidores políticos de Mato Grosso. Se a operação mencionada não ocorrer, as declarações poderão ser interpretadas apenas como especulação política. Se vier a ser deflagrada nos moldes antecipados, entretanto, ficará aberta uma pergunta inevitável: como um candidato ao Senado teria acesso antecipado a informações sobre uma operação sigilosa da Polícia Federal?

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