POLÍCIA FEDERAL
PF desarticula associação criminosa responsável pela celebração de contratos fraudulentos junto à Caixa Econômica Federal
Barra do Garças/MT – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 2/2, a Operação Mimetismo, com o intuito de reprimir a atuação de associação criminosa responsável pela celebração de contratos fraudulentos de empréstimos consignados junto à Caixa Econômica Federal.
Quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barra do Garças/MT foram cumpridos na nas cidades de Pontal do Araguaia/MT e Novo Santo Antônio/MT.
A decisão judicial também determinou a suspensão temporária do exercício de atividades econômicas e financeiras de uma empresa de correspondência bancária utilizada nas práticas criminosas.
A investigação policial foi iniciada a partir de informação recebida pela prefeitura de Novo Santo Antônio/MT a respeito da existência de 14 contratos consignados em nome de pessoas que nunca integraram o quadro de funcionários daquele município.
O montante do prejuízo à Caixa Econômica Federal constatadas até o presente momento ultrapassa a quantia de R$ 600 mil.
As condutas praticadas encontram tipificação nos artigos 288 (associação criminosa), 313-A (inserção de dados falsos em sistemas de informações) e 171, § 3º (estelionato majorado), todos do Código Penal Brasileiro.
Quando somadas, as penas máximas de tais delitos superam 20 anos de reclusão, além da reparação dos prejuízos suportados pela empresa pública federal.
Comunicação Social da Polícia Federal no Mato Grosso
Fone: (67) 3368-1105
E-mail: [email protected]
POLÍCIA FEDERAL
Candidato ao Senado antecipa suposta operação da PF em MT e levanta suspeita de vazamento
Segundo publicação, candidato estaria afirmando nos bastidores que ação poderia ocorrer ainda nesta semana e envolver as áreas de Saúde ou empréstimos consignados; até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual operação
A informação de que uma nova operação da Polícia Federal poderia ser deflagrada a qualquer momento em Mato Grosso começou a circular nos bastidores políticos e ganhou repercussão em meio ao período eleitoral. O que chama atenção, porém, é a alegação de que um candidato ao Senado estaria antecipando até mesmo possíveis áreas que seriam alvo da eventual ação.
Segundo publicação divulgada pelo site FolhaMax, o candidato cujo nome não é revelado estaria afirmando a interlocutores que agentes federais poderiam cumprir mandados ainda nesta semana, supostamente relacionados às áreas de Saúde ou de empréstimos consignados.
A publicação afirma ainda que o político estaria relacionando a eventual operação ao processo eleitoral em Mato Grosso, sugerindo que uma ação policial neste momento poderia provocar reflexos na disputa pelas urnas.
O episódio chama atenção justamente pela antecedência e pelo nível de detalhamento atribuído às declarações. Operações da Polícia Federal, especialmente aquelas que envolvem o cumprimento de mandados judiciais, são normalmente cercadas de sigilo para preservar as investigações e evitar qualquer comprometimento das diligências.
Caso uma operação com as características mencionadas venha efetivamente a ocorrer nos próximos dias, a coincidência deverá alimentar questionamentos no meio político sobre como informações dessa natureza teriam chegado previamente ao conhecimento de um candidato.
Por outro lado, até o momento, não há nas informações apresentadas qualquer confirmação oficial da Polícia Federal sobre a existência, data, alvos ou objeto de uma eventual operação com essas características.
Também não há elementos que permitam afirmar que tenha ocorrido vazamento de informações sigilosas. A suspeita surge exclusivamente a partir do relato de que um candidato estaria antecipando uma ação ainda não anunciada oficialmente.
Em plena campanha eleitoral, o assunto tende a aumentar a temperatura dos bastidores políticos de Mato Grosso. Se a operação mencionada não ocorrer, as declarações poderão ser interpretadas apenas como especulação política. Se vier a ser deflagrada nos moldes antecipados, entretanto, ficará aberta uma pergunta inevitável: como um candidato ao Senado teria acesso antecipado a informações sobre uma operação sigilosa da Polícia Federal?
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