POLÍCIA FEDERAL
PF deflagra operação contra tráfico de drogas praticado por policiais civis
Rio de Janeiro/RJ. Nesta sexta-feira, 20/10, a Polícia Federal deflagrou a Operação Déja Vu para apurar os crimes de tráfico de drogas, peculato e organização criminosa praticados por policiais civis do Rio de Janeiro, dentre eles um Delegado de Polícia.
Na ação de hoje, cerca de 50 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os mandados são cumpridos na capital fluminense e em Araruama/RJ, em endereços ligados aos criminosos, bem como na 33ª Delegacia de Polícia Civil, em Realengo/RJ.
A investigação é um desdobramento da operação Turfe, deflagrada pela Polícia Federal em 15 de fevereiro de 2022 para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas.
Na ocasião, policiais federais realizavam o monitoramento e o acompanhamento – por meio de ação controlada – de uma carga de cocaína que seria exportada – por meio de contêiner -, tendo conhecimento da exata quantidade de substância contida no caminhão, que seria levado ao Porto do Rio de Janeiro por um integrante da ORCRIM, qual seja, 500kg de cocaína, acondicionados em 17 malas, que seriam apreendidas no porto estrangeiro de destino final.
Durante o monitoramento controlado pela PF, uma equipe da 25ª Delegacia de Polícia Civil abordou, na saída da Comunidade da Maré, o caminhão que transportava a droga e efetuou a prisão em flagrante do motorista do veículo.
No entanto, para surpresa da Polícia Federal, os policiais civis apresentaram somente sete malas contendo aproximadamente 220kg de cocaína, apropriando-se de 10 malas que totalizavam 280kg do entorpecente.
Após a investigação patrimonial, a Polícia Federal conseguiu atestar que, além dos condutores da ocorrência, houve o envolvimento do Delegado Titular da unidade, de um outro policial civil e da irmã de um dos policiais.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou que os policiais sejam afastados dos respectivos cargos, proibição de se ausentar da circunscrição, bem como a implementação de tornozeleira eletrônica.
Por fim, fora determinado ainda o sequestro patrimonial de quantia equivalente a R$ 5 milhões de reais.
O trabalho foi desenvolvido em conjunto com Ministério Público Federal. A investigação contou ainda com a participação da Receita Federal na análise dos dados decorrentes do afastamento do sigilo fiscal dos investigados.
Para o cumprimento dos mandados, na data de hoje, a PF teve o apoio da Corregedoria da PCERJ.
O nome da operação, Déja Vu, é a sensação de já ter visto ou vivido uma situação que está acontecendo no presente. A expressão francesa significa “já visto”.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected] | www.gov.br/pf
(21) 2203-4404
Fonte: Polícia Federal
POLÍCIA FEDERAL
Conselheiro do CNJ afirma que atuação investigada ocorreu antes da nomeação e nega irregularidades em acordo da Oi
Ulisses Rabaneda divulga nota após diligência da Polícia Federal e sustenta que sua participação limitou-se à prestação de serviços advocatícios, antes de assumir cadeira no Conselho Nacional de Justiça.
O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, divulgou nota oficial nesta quinta-feira (6) para esclarecer sua relação com a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.
Na manifestação, Rabaneda afirma que sua atuação ocorreu exclusivamente quando ainda exercia a advocacia, antes de sua nomeação ao CNJ. Segundo ele, a participação restringiu-se à prestação de serviços jurídicos durante as negociações que culminaram no acordo envolvendo um crédito da empresa perante o Estado de Mato Grosso.
O conselheiro também sustenta que sua atuação esteve limitada ao exercício regular da advocacia e que os honorários recebidos decorreram de contrato formal, regularmente firmado entre as partes e declarado às autoridades competentes. Na nota, ele ressalta ainda que não há qualquer relação entre os fatos investigados e o período em que passou a exercer a função no Conselho Nacional de Justiça.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada. Ao todo, foram cumpridos cerca de 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de medidas de bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
De acordo com a investigação, o foco está na análise de um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. para restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Conforme a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos por meio de uma estrutura considerada complexa.
Até o momento, conforme a nota divulgada por Ulisses Rabaneda, ele não figura como investigado por atos praticados no exercício do cargo de conselheiro do CNJ. O documento reforça que todos os fatos mencionados pela diligência dizem respeito exclusivamente à sua atuação profissional como advogado em período anterior à nomeação para o Conselho Nacional de Justiça.
As investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das medidas cautelares relacionadas à operação.
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