POLÍCIA FEDERAL

PF combate tráfico internacional de armas em Londrina/PR

Londrina/PR. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (4/7), a Operação Fallere para combater o tráfico internacional de armas de fogo. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Maringá/PR, nas cidades de Londrina/PR, Maringá/PR, Loanda/PR e Fortaleza/CE.

A investigação teve início em 2021, após a apreensão de acessórios de armas de fogo em encomendas postais no Aeroporto do Galeão (RJ). Os pacotes, enviados dos EUA, tinham como destino um morador de Londrina. As apurações subsequentes revelaram um esquema contínuo de tráfico de armas e acessórios, com a possível participação de empresas no crime.

Os investigados poderão responder pelo crime de tráfico internacional de armas de fogo. A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Londrina/PR
WhatsApp (43)3294-7205
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

STF aponta tramitação de 25 minutos em acordo de R$ 308 milhões

Decisão do ministro Flávio Dino descreve rapidez na formalização do acordo entre o Estado de Mato Grosso e a Oi e aponta indícios investigados pela Polícia Federal sobre o destino dos recursos.

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Heritage, detalha o que a Polícia Federal classifica como uma tramitação atípica do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., no valor de R$ 308 milhões. Segundo a investigação, o parecer jurídico favorável e a assinatura do então governador Mauro Mendes ocorreram em um intervalo de aproximadamente 25 minutos.

De acordo com a decisão, a investigação aponta indícios de que recursos públicos, após a formalização do acordo, teriam sido direcionados para estruturas financeiras ligadas a familiares do ex-governador Mauro Mendes e do deputado federal Fábio Garcia. Para o ministro, há elementos que justificaram o aprofundamento das apurações por meio da operação policial.

O caso tem origem em uma disputa judicial envolvendo créditos tributários da Oi. Conforme a investigação, os direitos creditórios foram posteriormente adquiridos pelo escritório Ricardo Almeida Advogados Associados por R$ 80 milhões, que negociou com o Estado um acordo no valor de R$ 308 milhões.

A decisão também destaca que o parecer favorável ao acordo foi elaborado pelo então procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, às 16h57, e encaminhado ao então governador Mauro Mendes, que assinou o documento às 17h22. A Polícia Federal sustenta que Mauro Mendes teria assinado o acordo apenas três minutos após receber o parecer.

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Segundo os investigadores, os recursos não permaneceram com o escritório responsável pelos créditos. A decisão relata que os direitos foram revendidos a fundos de investimento administrados pela Master Corretora, identificados como Royal Capital FIDC e Lotte Word FIDC. Posteriormente, esses fundos teriam repassado valores para outras estruturas financeiras que, segundo a PF, possuem ligação com familiares dos investigados.

A decisão do STF cita ainda que o fundo GS Heritage FIP tinha entre seus cotistas filhos de Mauro Mendes, enquanto o Lotte Word FIDC possuía como cotista originário Fernando Robério de Borges Garcia, pai do deputado federal Fábio Garcia. Conforme o ministro Flávio Dino, a investigação identificou uma suposta utilização de múltiplas camadas de fundos de investimento, sem justificativa econômica comprovada até o momento.

Entre as empresas mencionadas na investigação estão a Sollo Energia, que teve Mauro Mendes como ex-administrador, a Universal Comercializadora de Energia, ligada a Fábio Garcia, e a Mega Comercializadora de Energia e Gás, relacionada ao pai do parlamentar.

A Operação Heritage teve como alvos o ex-governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, o desembargador Ricardo Almeida, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, além de empresários, advogados e agentes públicos. Ricardo Almeida, segundo a investigação, atuava no escritório que negociou os créditos da Oi e posteriormente foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo Quinto Constitucional destinado à advocacia. O escritório foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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A Polícia Federal apura, em tese, possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. As investigações seguem em andamento, e os citados poderão apresentar suas defesas ao longo do processo, conforme prevê a legislação.

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