NACIONAL

Workshop Energias da Amazônia destaca a energia como eixo estratégico para o desenvolvimento local

A energia como eixo estratégico para o desenvolvimento local foi o principal destaque no segundo dia do workshop Energias da Amazônia, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), nesta quarta-feira (11/02), em Manaus (AM). Os debates realizados destacaram as iniciativas voltadas à ampliação da oferta energética em comunidades isoladas e ao fortalecimento de soluções sustentáveis para a região. Representantes do governo, especialistas, instituições parceiras e representantes das comunidades da região discutiram caminhos para integrar políticas públicas, inovação tecnológica e inclusão social, com o objetivo de promover crescimento econômico, geração de renda e melhoria da qualidade de vida na Amazônia.

Para a diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, o workshop foi um momento para abordar tanto os marcos legais que orientam o programa quanto sua dimensão social. “O Energias da Amazônia vai além da ampliação do acesso à eletricidade. Ao incentivar o uso produtivo da energia, o programa promove o desenvolvimento de atividades geradoras de renda e contribui para o fortalecimento da economia local. Ele também se fundamenta em políticas públicas transversais, integrando diferentes áreas do governo para garantir transformações concretas na vida das comunidades atendidas”, explicou.

O evento – que também foi promovido pela Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP), como ação do Protocolo de Intenções assinado na COP30, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) – teve como objetivo promover a troca de conhecimentos, com foco em impulsionar um crescimento inclusivo, garantindo que a transição energética aconteça de forma justa e com oportunidades para todos, em alinhamento às diretrizes da Política Nacional de Transição Energética.

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Usos produtivos de energia

O conceito de usos produtivos de energia propõe planejar a eletricidade para gerar renda, fortalecer cadeias da bioeconomia e melhorar a qualidade de vida, conservando a floresta. Atividades como beneficiamento de produtos florestais, refrigeração e agricultura sustentável ampliam o impacto social dos investimentos em energia, tornando-os mais sustentáveis.

Mateus Silva, de 18 anos, morador da Comunidade Indígena Três Unidos, no Amazonas, destacou, durante o evento, o impacto positivo da chegada da energia à comunidade. “É algo que veio para transformar muita coisa. Antes, não tínhamos energia 24 horas por dia, então é um benefício para todos. Vivemos do turismo, e a energia é fundamental para as pousadas, além de garantir conexão à internet para divulgar nosso trabalho. Isso significa mais qualidade de vida para nós. É a realização de um sonho coletivo”, afirmou.

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Mateus Silva, de 18 anos, morador da Comunidade Indígena Três Unidos, no Amazonas.

Foto:Jennifer Bonates

Luz Para Todos

O evento também contou com a apresentação do Programa Luz Para Todos, voltado à promoção do primeiro acesso à energia elétrica. Representantes do MME explicaram sobre as especificidades das comunidades atendidas, os desafios logísticos envolvidos e o processo de identificação de novos beneficiários. Também foi abordada a forma como é realizado o atendimento aos povos tradicionais e indígenas, considerando suas necessidades energéticas e ressaltando a importância de fomentar novas parcerias.

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Comunidades energéticas

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME, apresentou no workshop o estudo publicado em dezembro de 2025 sobre comunidades energéticas. A análise, feita com base em experiências internacionais, mostra que essas iniciativas são impulsionadas pela expansão das renováveis distribuídas, pelo debate sobre ações coletivas e pela descarbonização, com forte vínculo com a transição energética justa e a participação cidadã. O estudo também discorre sobre a necessidade de um marco regulatório alinhado às políticas públicas, mapeando os principais condicionantes para o desenvolvimento das comunidades energéticas.

Workshop Energias da Amazônia 2026

Realizado em Manaus, o evento contou com dois dias de programação, focada na dimensão social do Programa e no compartilhamento dos resultados e aprendizados das iniciativas recentes do MME. Estiveram presentes representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), da PSR, entre outras instituições parceiras.

As apresentações do evento serão disponibilizadas neste link.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

MEC se reúne com Ministério da Educação Superior de Cuba

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reuniu-se nesta quarta-feira, 22 de abril, em Brasília (DF), com o ministro da Educação Superior de Cuba, Walter Baluja García, para discutir o fortalecimento da cooperação educacional entre os dois países. O encontro abordou iniciativas conjuntas nas áreas de educação superior, mobilidade acadêmica, pesquisa e políticas públicas educacionais, incluindo a alimentação escolar. 

Por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério de Educação Superior da República de Cuba (MEC-Cuba) assinaram uma carta de compromisso para o lançamento de novos editais, em abril de 2026, do Programa Cátedra Jorge Amado. Os editais promoverão o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e cubanos nas modalidades de cátedra, doutorado sanduíche e pós-doutorado, incentivando a pesquisa em cultura e literatura, além de contribuir para a formação de professores e cientistas. 

Na ocasião, foram apresentadas também as ações de implementação do plano de ação elaborado em seguimento ao 1º Encontro de Alto Nível Brasil-Cuba sobre Políticas Públicas em Proteção Social, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O plano é de autoria conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC, e será executado por meio de cooperação trilateral (Brasil-FAO-Cuba). 

Os objetivos do plano contemplam medidas voltadas à qualificação da alimentação escolar, incluindo a diversificação nutricional dos cardápios com base em alimentos frescos, locais e sazonais; o fortalecimento da infraestrutura das unidades escolares para o preparo adequado das refeições; e a implementação e consolidação de hortas escolares pedagógicas, contribuindo para a formação de hábitos alimentares saudáveis. 

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22/04/2026 - Reunião Bilateral com Walter Baluja García - Ministro da Educação Superior de Cuba.

Além disso, prevê a disponibilização de insumos, materiais e sistemas de apoio à produção, bem como o desenvolvimento de guias metodológicos para docentes, de modo a assegurar a sustentabilidade e a replicabilidade das ações. Nesse modelo, adicionalmente, os países estudam a elaboração de um plano de ação para aquisição e elaboração de livros e materiais didáticos. 

Durante a reunião, também foram destacadas oportunidades para ampliar a troca de experiências entre instituições de ensino e promover a formação de estudantes e pesquisadores, por meio de programas de mobilidade acadêmica, projetos de pesquisa conjuntos e iniciativas de cooperação voltadas ao desenvolvimento científico e educacional. Os ministros trocaram, ainda, perspectivas sobre desafios comuns na educação superior, como a formação de professores, modernização de materiais didáticos e ampliação de oportunidades para estudantes. 

Participaram do encontro o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger; e, compondo a delegação cubana, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo, a diretora de Relações Internacionais, Maria Victoria Villavicencio, e a conselheira da Embaixada de Cuba, Indira Herrera Yera. Também estiveram presentes representantes de secretarias do MEC; da Capes; do FNDE; da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); e da União Nacional dos Estudantes (UNE).  

Relação bilateral – A cooperação educacional entre Brasil e Cuba tem como foco a formação de recursos humanos de alto nível, o intercâmbio acadêmico e o desenvolvimento de pesquisas conjuntas entre instituições de ensino superior dos dois países.  

A relação começou a se estruturar em 2007, com a criação de programas específicos voltados à qualificação de docentes e pesquisadores cubanos em universidades brasileiras. Entre os principais instrumentos dessa parceria estão os programas Capes/MES-Cuba – Docentes e Capes/MES-Cuba – Projetos. 

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O primeiro programa é voltado à formação individual de professores universitários cubanos, oferecendo bolsas para doutorado-sanduíche e pós-doutorado no Brasil, com benefícios como mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação e seguro saúde. Já a modalidade Projetos apoia o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior brasileiras e cubanas, com financiamento para missões de trabalho, bolsas acadêmicas e atividades de cooperação científica nas diversas áreas do conhecimento.  

Em 2024, a Capes e o Ministério da Educação Superior de Cuba firmaram um novo acordo de cooperação e dois planos de trabalho que viabilizaram a retomada dessas iniciativas, ampliando as oportunidades de mobilidade acadêmica e de colaboração científica entre os países. Outro destaque recente da parceria é a criação da Cátedra Jorge Amado, iniciativa desenvolvida em cooperação com a Universidade de Havana.  

Além dessas iniciativas, Cuba também participa do Programa de Estudantes-Convênio, nas modalidades pós-graduação (PEC-PG), que oferece oportunidades de formação em cursos de pós-graduação no Brasil, e graduação (PEC-G), que permite a realização de cursos completos de ensino superior em universidades brasileiras sem cobrança de mensalidades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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