NACIONAL
Wolney Queiroz sobre ressarcimento a aposentados: “O dinheiro está em caixa. Temos pressa para fazer as devoluções”
“O presidente da República, o Governo do Brasil e o Ministério da Previdência Social querem devolver o dinheiro que foi roubado de vocês. O dinheiro está em caixa. Nós temos pressa para fazer isso”. Com essas palavras o titular da Previdência Social, Wolney Queiroz, reforçou o andamento do trabalho do Governo do Brasil para ressarcir aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos nos benefícios do INSS. Uma das medidas anunciadas nesta semana foi a prorrogação por mais três meses do prazo de contestação dos descontos.
“Nós celebramos um acordo com Supremo Tribunal Federal, Defensoria Pública da União, Ministério Público Federal, OAB, INSS, Ministério da Previdência, AGU, para fazer o arcabouço jurídico que permitiu a devolução do dinheiro. Estabeleceu-se um prazo de seis meses, que venceria no dia 14 de novembro, para que os aposentados pedissem o reembolso. Chegamos agora, às vésperas do prazo, e 3,7 milhões (de pessoas) já receberam o dinheiro de volta. Mas observou-se que havia um contingente que ainda não, ou por desinformação, ou porque não teve tempo, que não pediu o dinheiro de volta”, explicou.
O presidente da República, o Governo do Brasil e o Ministério da Previdência Social querem devolver o dinheiro que foi roubado de vocês. O dinheiro está em caixa. Nós temos pressa para fazer isso”
Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social
“Houve esse consenso de que era melhor ampliar por mais três meses. Então, o prazo vai para 14 de fevereiro, para que qualquer aposentado possa ainda recorrer às agências dos Correios e às agências do INSS, ao aplicativo Meu INSS, ou agência dos Correios para dizer que teve um desconto e quer receber de volta”, completou Wolney Queiroz.
SEM BUROCRACIA E IMEDIATO – Ao solicitar que aposentados e pensionistas não deixem para contestar na última hora, o ministro ressaltou que o processo não é burocrático e que a devolução é quase imediata. “Não tem burocracia, não tem atravessador, não precisa de advogado, não precisa recorrer a escritório de advocacia. Você pode ir diretamente fazer o acordo administrativo com o governo, assinar um termo simples de que está de acordo com o ressarcimento, e receber tudo o que foi descontado em parcela única, corrigido pelo IPCA, na conta em que recebe o benefício”.
QUEM JÁ RECEBEU – Segundo Wolney Queiroz, cerca de seis milhões de aposentados já procuraram os serviços, já acessaram o sistema e pediram o extrato. “Desse total, 3 milhões e 700 mil pessoas já receberam, já estão resolvidos”, frisou. Segundo ele, o foco, agora, é resolver o que falta, em especial os casos em que houve contestação das associações.
“É justamente esse percentual que teve os dados contestados pelas associações e que estavam numa espécie de espera para decidir se realmente tinham razão ou as associações tinham razão. É esse povo que o governo vai pagar agora”.
RECURSOS À DISPOSIÇÃO – Outro ponto destacado por Wolney Queiroz foram os valores dos recursos que já foram devolvidos e o quanto o Governo do Brasil ainda tem em caixa para os pagamentos. “Nós temos R$ 3,3 bilhões que foram liberados num crédito extraordinário pelo Congresso Nacional. Desses R$ 3,3 bilhões, gastamos R$ 2 bilhões e meio. Então, temos R$800 milhões à disposição”, detalhou. “Não vai faltar dinheiro. É por isso que o presidente Lula recomendou que a gente fizesse essa propaganda para que as pessoas procurem o INSS para ter o dinheiro de volta”.
PREVENÇÃO À FRAUDES – O ministro frisou ainda que a prevenção a fraudes no INSS é ostensiva e lembrou que as associações estão impedidas de realizar novos descontos. “Há uma preocupação constante com relação à blindagem da Previdência para que não haja ataques ao dinheiro da Previdência, que é sagrado. Não há hoje nenhum desconto sendo feito. Não há associação com ACT, que são Acordos de Cooperação Técnica. Todos foram encerrados e houve um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que pôs fim a esse tipo de desconto”, explicou.
SEGURANÇA DO SISTEMA – Wolney citou, ainda, toda a articulação interna do órgão para garantir e aprimorar a segurança do sistema. “Ninguém assalta o carro da empresa funerária. As pessoas procuram os carros fortes e o carro forte do Governo Federal é a Previdência. Nós pagamos R$ 83 bilhões por mês, mais de R$ 1 trilhão por ano. Por isso que a gente tem que estar com mecanismos permanentes de defesa. A gente não esquece nunca o controle interno, corregedoria, ouvidoria, a inteligência com a Força-Tarefa Previdenciária. Nós fortalecemos todos esses ambientes para blindar a Previdência de outros fatos, para que nunca mais isso aconteça”, conclui o ministro.
MAIOR DO MUNDO – O Brasil tem atualmente um dos maiores sistemas de proteção social do planeta. São 60 milhões de pessoas que contribuem com a Previdência Social para um dia se aposentar e são 41,5 milhões de benefícios pagos mensalmente.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (12/11) a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), o Diário de Pernambuco, de Recife; a Rádio TMC, de São Paulo (SP); o Portal Extra, do Rio de Janeiro (RJ); a CBN Londrina (PR); a Rádio Norte FM, de Manaus (AM); a Rádio Bandnews, de Salvador (BA); e o Portal O Tempo, de Belo Horizonte (MG).
NACIONAL
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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