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Vivendo um boom no turismo, João Pessoa recebe Fórum que vai debater protagonismo feminino no setor

Nos dias 3 e 4 de junho, o Centro de Convenções de João Pessoa (PB) será palco de um grandioso evento que vai debater o protagonismo feminino no turismo. O encontro, que vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater o futuro e a força da mulher na atividade turística, coincide com o bom momento que a capital paraíba vive.

O Fórum Internacional de Mulheres no Turismo é promovido pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo.

• Confira a programação aqui.
• As inscrições podem ser feitas neste link

João Pessoa se destaca pela diversidade de experiências turísticas, combinando praias de águas mornas, um centro histórico rico e preservado, além de uma gastronomia regional de excelência. Somado aos atrativos naturais e culturais, a capital passar por uma forte expansão e boom no turismo.

Nos quatro primeiros meses de 2026, a cidade recebeu 662.976 passageiros, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outro dado que comprova esse cenário é a ocupação hoteleira, que viu sua taxa saltar de 76,77% em 2025 para 87,28% neste ano.

No início de 2026, especialmente nos feriados, João Pessoa foi uma das cidades mais procuradas pelos brasileiros em uma importante plataforma internacional que vende passagens aéreas, comercializa diárias de hotéis e oferece pacotes de viagens.

De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, a maior operadora de turismo da América Latina anunciou recentemente que a venda de pacotes para a capital paraibana deve aumentar em torno de 40% nos próximos meses – na comparação com o início do ano.

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Como chegar

O Fórum Internacional de Mulheres no Turismo será realizado no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha, no quilômetro 5 do Polo Turístico Cabo Branco.

O local ficar apenas a 10 km da rede hoteleira e do polo gastronômico de João Pessoa e cerca de 20 km do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto.

Para chegar ao local do evento, por táxi ou aplicativo, indique no app “Teatro Pedra do Reino”. O endereço deve constar como Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco.

Para quem estará hospedado no Polo Turístico Cabo Branco, a dica é usar aplicativos de transporte pela proximidade com o Centro, que fica a cerca de 15 minutos, a pé, pela avenida Panorâmica/Rod. Min. Abelardo Jurema Araujo.

Para quem vai de bicicleta, o trajeto conta com ciclovias e ciclofaixas em quase toda a sua extensão, saindo de Praia da Penha, Praia de Cabo Branco, Praia de Tambaú e Praia de Manaíra (via litoral).

A oferta de ciclovias e ciclofaixas é menor, porém, para quem precisa sair do centro da capital e de bairros mais periféricos.

Na cidade é possível se deslocar com patinetes elétricos por aluguel, mas o trânsito é proibido nas ciclovias na orla.

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Opções para curtir

Vale a pena uma caminhada no Centro Histórico, pela Praça Antenor Navarro, para observar a arquitetura do Centro Cultural São Francisco e conhecer o Parque Solon de Lucena.

Na orla urbana, as praias de Tambaú e Cabo Branco concentram excelentes hotéis e com uma rica diversidade de gastronomia.

De Tambaú saem os catamarãs para as piscinas naturais de Picãozinho e do Seixas. A dica de serviço aqui é o planejamento: o passeio só vale a pena na maré baixa, então, é necessário consultar a tábua de marés da Marinha (o ideal é que o nível esteja entre 0.0 e 0.4) antes de agendar a saída.

Há, ainda, roteiros incríveis para os municípios vizinhos. A cerca de 30 quilômetros ao sul, na Costa do Conde, encontram-se as águas mais calmas da Praia de Coqueirinho – onde há o encontro do rio com o mar na Barra do Gramame.

Já no litoral norte, em Cabedelo, a estrutura atende a quem busca surfar em Intermares ou descansar nos clubes de praia da Ponta de Campina. Para fechar o dia na região, a tradição local é ir à Praia do Jacaré, às margens do Rio Paraíba, e acompanhar o pôr do sol ouvindo o Bolero de Ravel sendo tocado no saxofone.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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