NACIONAL
Universidades federais vencem seleção de documentários
O jornalismo universitário ganhou destaque em julho. Cinco universidades federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC) venceram o 17º Prêmio Fernando Pacheco Jordão para Jovens Jornalistas. Ao todo, 108 equipes concorreram ao prêmio pela produção de um documentário sob o tema “Retratos da Violência no Brasil”. A cerimônia aconteceu neste mês de julho, em São Paulo, e contou com a exibição das produções vencedoras, uma de cada região do país.
Os estudantes de jornalismo foram desafiados a investigarem as múltiplas formas e dimensões da violência na sociedade brasileira, a partir dos dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 e do Atlas da Violência 2024. Os estudantes mergulharam nas estatísticas sem perder de vista as histórias humanas que estão por trás dos números. Além de estimularem a percepção crítica do público sobre a realidade brasileira, os participantes do projeto puderam aprimorar a dimensão ética da sua formação jornalística.
Ao longo de toda a produção, os grupos de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberam a orientação de um professor de cada universidade e de um mentor do instituto Vladimir Herzog, instituição que promove o projeto.
“Foi uma experiência incrível e gratificante, porque é um reconhecimento nacional que compartilhamos com profissionais de outros estados e regiões do país. Ter viajado para receber esse prêmio me fez sentir muita felicidade e uma sensação de que todo o nosso trabalho foi recompensado”, compartilha Vinícius Gonçalves, estudante da UFPA. Os estudantes paraenses trouxeram a pauta da exploração sexual de menores na ilha do Marajó (PA). A equipe abordou os aspectos estruturais que perpetuam esse tipo de violência na região, além dos dados.
Confira todas as pautas vencedoras
Norte: Rios de Violência: A Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes na Ilha do Marajó (PA) – Uma Tragédia Oculta
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Estudantes: Vitoria Gabrielle Rodrigues e Rodrigues, Vinicius Gonçalves da Silva Conceição e Denily Fonseca Carvalho
Orientadora: Rosane Albino Steinbrenner
Mentor: Victor Ferreira
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Nordeste: A Cicatriz Tem Nome de Mãe
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Estudantes: Letícia Maria Barbosa, Guilherme Silva dos Santos e Laysa Vitória Alves de Andrade
Orientadora: Adriana Maria Andrade de Santana
Mentora: Bianca Vasconcellos
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Centro-Oeste: O dia que não acabou
Universidade de Brasília (UnB)
Estudantes: Luíza Grecco Altoé e Julia Lopes Faria
Orientadora: Rafiza Luziani Varão Ribeiro Carvalho
Mentor: Leonencio Nossa
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Sudeste: Quando o medo faz chamada: o efeito das operações policiais na educação dos estudantes do Complexo da Maré
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
Estudantes: Sabrina Victorya Jacob Madeira e Guibsom Douglas Romão da Silva
Orientadora: Fernanda da Escóssia
Mentora: Angelina Nunes
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Sul: Tristes tardes de domingo: mais de 600 jovens periféricos são mortos por ano em Curitiba e região
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Estudantes: Rodrigo Matana Sobrinho e Giovani Pereira Sella
Orientador: José Carlos Fernandes
Mentor: Paulo Oliveira
Sobre o prêmio – Desde a sua criação em 2009, o prêmio do Instituto Vladimir Herzog já mobilizou mais de 2.500 estudantes. É considerado um dos mais prestigiados no cenário jornalístico brasileiro para jovens talentos. Todos os anos, o instituto premia um documentário por região e auxilia os grupos participantes com uma bolsa de R$ 5 mil. A iniciativa homenageia o jornalista Fernando Pacheco Jordão, que contribuiu para o desenvolvimento profissional de jovens jornalistas, e Vladimir Herzog, profissional assassinado pela ditadura militar, que se tornou símbolo brasileiro da liberdade de imprensa e do respeito aos direitos humanos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu), da UFPA, UnB e Instituto Vladimir Herzog.
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Ufam oferece atendimento de saúde a distância no Amazonas
O Telessaúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) oferece atendimento especializado de saúde a distância para pacientes do estado. A iniciativa conecta profissionais de saúde das localidades a especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) da Ufam, permitindo avaliação de casos, apoio diagnóstico, assistência e definição de condutas de forma remota.
Como funciona – O atendimento começa na unidade de saúde do município. Quando o profissional identifica a necessidade de avaliação especializada, o paciente é inserido na plataforma do Telessaúde. A equipe de regulação do HUGV/Ufam agenda a consulta online, que conta com a participação de especialista em Manaus, do profissional de saúde e do paciente no município de origem.
Atualmente, o projeto oferece 19 especialidades, entre elas: cardiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia, pediatria, pneumologia, psiquiatria e odontologia. Também são oferecidos serviços de teleconsultoria, telediagnóstico, teleducação e segunda opinião formativa.
A avaliação remota permite discutir diagnóstico e tratamento e, quando possível, possibilita que o próprio profissional de saúde realize o acompanhamento ou procedimento no município. Nos casos que exigem atendimento presencial, a telerregulação organiza o encaminhamento ao HUGV/Ufam, com exames e atendimento previamente programados. Após a consulta ou o procedimento, a contrarreferência e o telemonitoramento contribuem para a continuidade do cuidado no território.
Atendimentos – Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 973 atendimentos especializados. Desse total, 857, ou 88,07%, foram resolvidos por meio do Telessaúde, sem necessidade de atendimento presencial em Manaus. No mesmo período, foram realizadas 26 cirurgias em pacientes identificados e acompanhados pelas teleconsultas.
O projeto possui adesão de 34 municípios e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com atendimento a populações indígenas, ribeirinhas e residentes em áreas remotas do Amazonas.
Em 2025, o Telessaúde HUGV/Ufam realizou 1.551 teleinterconsultas, 1.305 telediagnósticos e 359 teleconsultorias, entre outros serviços, alcançando 6.271 participantes. Segundo dados da iniciativa, também foi registrada economia estimada de R$ 45 milhões, associada principalmente à redução de custos com deslocamentos e Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
A iniciativa integra o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Saúde Digital da Amazônia (NTSA), da Ufam, voltado ao desenvolvimento de ações de saúde digital na região.
Para mais informações, consulte a página no Instagram do Telessaúde Ufam.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Ufam
Fonte: Ministério da Educação
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