NACIONAL
Silveira destaca, em reunião do CMSE, a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional
Na 310ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) realizada nesta quarta-feira (10/09), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o início da energização da Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista, que marca a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Para o ministro, a conquista representa um “dia festivo” para o setor elétrico, ao assegurar mais segurança energética, equilíbrio tarifário e condições para o avanço da transição energética no Brasil.
“Hoje nós tivemos uma grande conquista: pela primeira vez, 100% do nosso país está interligado a um sistema elétrico nacional. Isso reforça a segurança energética, garante mais equilíbrio tarifário e abre caminho para uma transição energética cada vez mais robusta”, disse Silveira.
Com 725 km de extensão em circuito duplo de 500 quilovolts (kV), que interliga o estado de Roraima (RR) ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o empreendimento proporciona mais qualidade, segurança e continuidade do fornecimento de energia elétrica aos consumidores do estado, o único ainda isolado do sistema.
A conclusão da interligação trará uma redução de custos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC)estimada em R$ 540 milhões por ano, ou seja, R$ 45 milhões por mês, em decorrência da menor utilização de termelétricas, beneficiando todos os consumidores do País. Além disso, a redução de consumo de combustíveis fósseis na região também irá contribuir com a diminuição da emissão de gases de efeito estufa (GEE). A ação coordenada pelo Governo Federal traz benefícios para toda a sociedade.
Ainda na reunião, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou que os reservatórios evoluíram dentro da normalidade ao longo do período seco, deixando o SIN em situação melhor que no ano passado. Estudos até fevereiro de 2026 confirmam o pleno atendimento de energia.
Na análise de atendimento à potência do SIN, considerando o cenário menos favorável — com altas demandas, associadas a baixa geração eólica e hidrologia desfavorável — está prevista a necessidade de geração térmica adicional. Também poderão ser adotadas medidas para maximizar a produção das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Itaipu e do São Francisco, entre outros recursos, garantindo a segurança do sistema.
Na ocasião, foi registrada a importância de manter a possibilidade de reduzir as defluências das UHEs de Jupiá e Porto Primavera, sempre que as condições do sistema permitirem, a fim de preservar os reservatórios da bacia do rio Paraná, fundamentais para o atendimento eletroenergético do Brasil.
*Informações técnicas:
Condições hidrometeorológicas: em agosto, a precipitação ficou restrita à região Sul, com destaque para as bacias dos rios Uruguai e Iguaçu que apresentaram totais superiores à média mensal. Nas demais bacias hidrográficas do SIN a precipitação foi inferior à média. Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), no decorrer de agosto, foram verificados valores abaixo da média histórica nos subsistemas do SIN, exceto no Sul. Considerando a ENA agregada do Sistema Interligado Nacional (SIN), foi verificado valor de 77% da Média de Longo Termo (MLT). Para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, foram verificados 71%, 104%, 44% e 69% da MLT, respectivamente.
Já em setembro, no cenário mais positivo, as previsões de ENA são 63%, 91%, 42% e 64% da MLT, para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Para o SIN, os resultados apontam para condições de afluência de 70% da MLT, sendo o 16º menor patamar para um histórico de 95 anos.
Ainda em setembro, de acordo com o cenário menos favorável, a indicação é de uma ENA abaixo da média histórica para todos os subsistemas. A previsão para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte é de 59%, 66%, 42% e 59% da MLT, respectivamente. Para o SIN, o estudo aponta condições de afluência prevista de 60% da MLT, sendo o 5° menor valor para o mês de um histórico de 95 anos.
Energia armazenada: ao final de agosto, foram verificados armazenamentos equivalentes de 58%, 90%, 60% e 88% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 62%.
Para o último dia de setembro, conforme estudos prospectivos apresentados, a expectativa é de 50%, 81%, 53% e 81% da Energia Armazenada máxima (EARmáx), considerando o cenário superior nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No cenário inferior, há a previsão de 49%, 83%, 53% e 81% da EARmáx, considerando a mesma ordem. Para o SIN, a previsão varia entre 54% e 55% da EARmáx.
Expansão da geração e transmissão: a expansão verificada em agosto de 2025 foi de aproximadamente 310 megawatts (MW) de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, de 833 km de linhas de transmissão e de 650 MVA de capacidade de transformação. Assim, no ano de 2025, até agosto, a expansão totalizou 4.521 MW de capacidade instalada de geração centralizada, 2.195 km de linhas de transmissão e 6.237 MVA de capacidade de transformação. Foi destacado que no dia 3 de setembro de 2025 entrou em operação comercial a usina hidrelétrica – UHE Juruena, com 50 MW de capacidade, localizada no município de Campos de Júlio, no estado do Mato Grosso.
O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (10/09), bem como as demais deliberações do Colegiado, serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.
*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
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NACIONAL
Mutirões do INSS e MPS ultrapassam 22 mil atendimentos em todo o país
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social seguem ampliando os atendimentos com mutirões aos fins de semana para acelerar a análise de pedidos e reduzir a fila de espera. Nos dias 25 e 26 de abril, as ações somaram 22.837 atendimentos antecipados. A mobilização focou em perícia médica e avaliação social, etapas fundamentais para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
As atividades ocorreram em diversas unidades e mobilizaram servidores do INSS e peritos médicos em todas as regiões do país.
Nordeste
Com mobilização em todos os estados, a região registrou o maior volume: 9.562 atendimentos. O Ceará liderou com 2.975, seguido por Pernambuco (1.310), Paraíba (1.083) e Maranhão (1.065). Também se destacaram o Piauí (799), Sergipe (750), Bahia (672), Alagoas (491) e Rio Grande do Norte (417).
“Eu estava aguardando a perícia médica para conseguir a minha aposentadoria devido a amputação da minha perna por conta de diabetes. Hoje em dia tenho 63 anos, sempre trabalhei e contribuí para o INSS. Graças a esse mutirão maravilhoso consegui fazer a perícia”, disse Lucicleide Quitino, 63 anos.
Sudeste
A região somou 5.109 atendimentos, com destaque para São Paulo (2.653) e Rio de Janeiro (1.643). Minas Gerais contabilizou 803 atendimentos, enquanto o Espírito Santo registrou 10.
Norte
A região totalizou 3.673 atendimentos. O Pará liderou com 1.197, seguido pelo Amazonas (1.075) e Rondônia (654). Também foram registrados atendimentos no Acre (470), Amapá (270), Roraima (5) e Tocantins (2).
Centro-Oeste
A força-tarefa beneficiou 2.495 pessoas na região. O Distrito Federal concentrou 1.626 atendimentos, seguido por Mato Grosso do Sul (613), Mato Grosso (117) e Goiás (139).
Após passar pelo perito médico e pelo assistente social durante o mutirão em Campo Grande (MS), Maria de Fátima Alfonso agradeceu pelo atendimento: “Eu saio daqui com a perícia e a avaliação feitas e, em breve, tenho certeza de que vou passar a receber meu benefício”, comentou.
Sul
Ao todo, 1.998 atendimentos foram realizados. O Paraná concentrou a maior parte, com 1.843, seguido pelo Rio Grande do Sul (99) e Santa Catarina (56).
Édson Ferreira da Silva, atendido na APS Ponta Grossa, destacou a qualidade do serviço prestado: “Fui muito bem atendido e fiquei bastante satisfeito com a perícia realizada”. O segurado Altemar Coneglian, atendido na APS Maringá, ressaltou a importância da iniciativa: “Gostei muito do atendimento e da oportunidade de participar do mutirão de antecipação de perícia.”
Texto: INSS
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