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Série do Canal Educação abordará segurança nas escolas

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A exibição da primeira temporada da série “Escola que Protege” começa nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, no Canal Educação, a TV do Ministério da Educação (MEC). A produção, com cinco episódios que irão ao ar às quintas-feiras, às 19h30 (horário de Brasília), abordará o tema “Resolução pacífica de conflitos e fortalecimento de vínculos: construindo uma cultura de paz nas escolas”. A iniciativa é desenvolvida dentro do Programa Escola que Protege (ProEP), como parte das ações de operacionalização do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), do MEC.  

O primeiro episódio apresentará a experiência do Centro de Ensino Fundamental 1 de Planaltina (DF). Com mais de mil alunos do 6º ao 9º ano, sendo 150 alunos com deficiência, a instituição de ensino foi a primeira do Distrito Federal a aderir ao programa de Justiça Restaurativa nas Escolas. 

A primeira temporada reunirá experiências registradas nos estados do Ceará, São Paulo, Amapá, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do Brasil, com foco no enfrentamento das violências nas escolas, no fortalecimento da convivência escolar e na disseminação de estratégias pedagógicas comprometidas com uma cultura de paz. A proposta consiste em compartilhar aprendizados, valorizar experiências territoriais e inspirar novas iniciativas nas redes públicas de educação básica em todo o território nacional, em consonância com as diretrizes do ProEP. 

A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), Thaís Dias Luz Borges Santos, destaca que a série trará diferentes exemplos de práticas que contribuem com o cuidado, a convivência e a proteção escolar. Para a gestora, a ação é importante, porque apresenta experiências reais que mostram como o enfrentamento das violências nas escolas pode acontecer a partir da escuta, do diálogo e do fortalecimento dos vínculos. 

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“Ao longo dos episódios, o público vai conhecer práticas desenvolvidas em diferentes territórios do país: de escolas que reinventam seus currículos a partir das juventudes e do território a pactos intersetoriais de prevenção da violência; experiências consolidadas de práticas restaurativas desde a infância; e processos de reconstrução de vínculos em contextos marcados por vulnerabilidades. Ao colocar essas vivências em diálogo com especialistas, a série inspira redes públicas de educação básica a construir caminhos possíveis de cuidado, convivência e proteção nas escolas”, afirma a integrante do MEC. 

Participação – As gravações no estúdio, em Brasília, tiveram contribuições de especialistas convidados que comentaram, contextualizaram e refletiram criticamente sobre as experiências apresentadas, ampliando o diálogo entre prática, política pública e formação continuada de profissionais da educação. 

Entre os participantes dos episódios estão a secretária da Secadi, Zara Figueiredo; a coordenadora-geral Thaís Santos; a diretora e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Noleto; o integrante do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), juiz de Direito, professor e escritor, Marcelo Malizia Cabral; o desembargador aposentado do TJRS e pioneiro na introdução e na difusão da Justiça Restaurativa e dos Círculos de Paz no Brasil, Leoberto Brancher; e o promotor de Justiça, especialista em Direito Penal e Processual Penal, com atuação na defesa do direito à educação e dos direitos da criança e do adolescente, e membro do Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE), Jucelino Soares. 

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ProEP – O Programa Escola que Protege tem como objetivo fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas. O ProEP visa promover a formação continuada de profissionais da educação e fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema. O programa foi criado em conformidade com a Lei nº 14.643/2023, regulamentada pelo Decreto nº 12.006/2024, e é a principal iniciativa do MEC na operacionalização do Snave. 

Serviço 

Episódios inéditos: Todas as quintas-feiras, às 19h30 (horário de Brasília)  
Reprises do 1º episódio: Quinta (26/2), às 23h;  
Sexta (27/2): às 2h, 6h, 12h30 e 20h;  
Sábado (28/2): às 00h, 11h; 23h; e  
Domingo (1º/3): às 19h30.  
Onde assistir: sintonizando na TV, pelo Canal Educação no YouTube ou pelo canal do MEC no YouTube  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Pesquisa da UFC usa tecnologia para prevenir quedas de idosos

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) apresenta resultados práticos para a promoção da saúde pública e a proteção da população idosa. O estudo desenvolveu um jogo de realidade virtual voltado ao fortalecimento do equilíbrio e à prevenção de acidentes domésticos, alcançando um índice de concordância de 91,42% para usabilidade e de 100% para a experiência do usuário entre os participantes. 

Um dos pilares do trabalho foi o desenvolvimento participativo: a construção da ferramenta tecnológica ocorreu em colaboração direta com as próprias pessoas idosas. A inserção do público-alvo na etapa de concepção permitiu adequar a dinâmica do jogo e as interfaces às necessidades motoras e cognitivas da terceira idade, favorecendo a aceitação e a adesão aos treinos. 

Aplicação na prática comunitária – Atualmente, o recurso de realidade virtual é utilizado em atividades de educação em saúde vinculadas a projetos e ações de extensão da UFC. Professores e pesquisadores aplicam a ferramenta junto a grupos comunitários de idosos, permitindo que os conhecimentos gerados na pós-graduação continuem integrados à prática de promoção da saúde. 

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Em relação à propriedade intelectual, embora o jogo apresente proposta inovadora para a prevenção de quedas, o registro de patente não foi concedido por se enquadrar em modalidade de jogo com tecnologias correlatas já existentes. O enquadramento regulatório, no entanto, mantém a ferramenta disponível para uso educacional, científico e assistencial de forma aberta pela comunidade acadêmica. 

Contexto da saúde pública – A utilidade de estratégias preventivas responde a uma demanda direta do sistema assistencial. Dados do Ministério da Saúde indicam que, ao longo de 2025, o Brasil registrou 85.169 atendimentos ambulatoriais, 48.576 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) e 9.050 óbitos de idosos decorrentes de quedas, o que representa uma média de cerca de 24 mortes por dia. 

A maioria das ocorrências são registadas no ambiente residencial, sobretudo no quarto e no banheiro. Os fatores de risco mais frequentes incluem pisos escorregadios, ausência de barras de apoio, iluminação inadequada, tapetes soltos e o uso de múltiplos medicamentos que causam tontura. A prevenção engloba a adaptação dos espaços físicos residenciais, a orientação quanto ao uso correto de dispositivos de auxílio à marcha — como bengalas e andadores —, o acompanhamento médico periódico e o estímulo a exercícios de equilíbrio. 

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Reconhecimento científico – Pela relevância social e pelo rigor metodológico, a tese, publicada no âmbito do programa de pós-graduação em enfermagem, intitulada “Gerontecnologia do tipo jogo sério de realidade virtual para prevenção de quedas em pessoas idosas”, de autoria da pesquisadora Jamylle Lucas Diniz, conquistou o Prêmio Capes de Tese de 2026

Outorgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o Prêmio Capes de Tese reconhece anualmente os melhores trabalhos de doutorado defendidos nos programas de pós-graduação do Brasil. A seleção abrange 50 áreas do conhecimento e avalia critérios como originalidade, inovação, impacto social e contribuição para o avanço da ciência nacional. 
 
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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