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Secretária-executiva do Ministério do Turismo participa da 6ª Reunião do Conselhão e destaca importância do diálogo com a sociedade civil

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A secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, participou nesta quinta-feira (04.12) da 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) – o Conselhão – realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). O colegiado, formado por representantes da sociedade civil, assessora o presidente da República na formulação de políticas públicas e diretrizes estratégicas para o país.

O encontro teve a presença do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de diversos ministros, incluindo Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Fernando Haddad (Fazenda), entre outros. A programação envolveu um balanço das ações realizadas na COP30, em Belém (PA), e trouxe importantes anúncios governamentais, como a Política Nacional de Conectividade em Rodovias e a Lei Geral de Direito Internacional.

Durante a reunião, Ana Carla Lopes reforçou o papel do Conselhão como espaço de construção coletiva. “Participar dessa plenária é reafirmar que políticas públicas sólidas só se constroem com escuta ativa e participação social. O turismo tem contribuído de forma transversal para o desenvolvimento do Brasil, e estar aqui significa fortalecer a integração com outros setores e ampliar nossa capacidade de entregar resultados para a população”, destacou a secretária.

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CONSELHO – Vinculado à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), o Conselhão foi criado no ano de 2003 para reunir representantes de diferentes segmentos da sociedade e promover debates sobre temas estruturantes do país. Extinto no governo anterior, o colegiado foi retomado como um espaço permanente de diálogo plural e participativo.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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