NACIONAL

Recursos do Fundeb poderão ser utilizados em obras

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicou nesta quarta-feira, 4 de junho, a Portaria nº 505/2025, que autoriza a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) como contrapartida não financeira em termos de compromisso firmados com o FNDE. 

A medida representa um avanço na gestão dos recursos da educação ao permitir que estados, municípios e o Distrito Federal apliquem parte dos recursos do Fundeb em obras e serviços de engenharia voltados à educação básica pública, respeitando as exigências legais e constitucionais. 

Com a nova norma, os entes federativos ganham mais flexibilidade para investir em projetos educacionais. Ao permitir o uso do Fundeb como contrapartida não financeira, a medida facilita o acesso a programas e investimentos do FNDE, o que pode resultar em mais escolas, reformas, ampliações e melhorias estruturais em todo o país. 

A utilização dos recursos será permitida na forma de contrapartida não financeira, desde que: 

  • os recursos estejam vinculados estritamente ao objeto pactuado; 

  • sejam respeitados os percentuais mínimos de aplicação previstos na Constituição (art. 212-A), tais como a parcela mínima de 70% destinada ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício; 

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  • os pagamentos aos fornecedores sejam feitos diretamente da conta única e específica do Fundeb, após a comprovação da entrega e da execução dos objetos contratados; e 

  • a execução de despesas observe a legislação vigente (Lei nº 14.113/2020, Decreto nº 10.656/2021 e Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB). 

Ao contrário da contrapartida financeira, que exige o repasse de recursos próprios do ente federado para complementar investimentos da União, a contrapartida não financeira permite que o próprio ente use parte dos recursos já disponíveis em sua conta do Fundeb para arcar com sua parte no custeio de obras ou serviços pactuados com o FNDE, desde que assegurados os critérios apresentados acima. Ou seja, não há transferência de dinheiro para o FNDE o pagamento é feito diretamente da conta do Fundeb do estado ou município para os fornecedores, após a entrega e comprovação da execução dos objetos contratados. 

 A Portaria nº 505/2025 também reforça os princípios de transparência, controle e prestação de contas. Será obrigatória a apresentação de documentação comprobatória que permita o acompanhamento e a fiscalização pelos órgãos competentes; e prestação de contas que discrimine, de forma detalhada, os objetos contratados, executados e pagos com recursos do Fundeb, indicando a sua vinculação direta ao objeto pactuado. 

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A iniciativa contribui para facilitar a execução dos termos de compromisso e reforça o compromisso do governo federal com a aplicação eficiente e responsável dos recursos públicos, focando na melhoria da infraestrutura escolar e na promoção da educação de qualidade. 

Reajuste Ainda neste ano, a Portaria Interministerial MEC/MF nº 4/2025 atualizou a estimativa de arrecadação do Fundeb. A previsão passou de R$ 325,5 bilhões para R$ 339 bilhões, um aumento de 4,15% (R$ 13,5 bilhões). O valor total da complementação da União ao fundo teve um acréscimo de R$ 2,3 bilhões, passando de R$ 56,5 bilhões para R$ 58,8 bilhões. 

A revisão faz parte das ações previstas pela lei de regulamentação do novo Fundeb, que determina a atualização das estimativas de receita a cada quatro meses, contribuindo para o equilíbrio da execução orçamentária e a redução de distorções no ajuste de contas anuais. 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Governo do Brasil na Rua em Porto Alegre (RS) tem 497 atendimentos da Previdência Social

O Ministério da Previdência Social (MPS) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizaram 497 atendimentos à população nesta sexta-feira (19) durante edição do Governo do Brasil na Rua em Porto Alegre (RS). A ação aconteceu na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital gaúcha.

O evento permitiu com que o público gaúcho tivesse acesso a todos os serviços previdenciários, incluindo perícias médicas e avalições sociais, necessárias para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

Foram realizados 272 atendimentos administrativos, 120 perícias médicas, 70 atendimentos voltados para recursos de benefícios e 35 avaliações sociais. No total, 342 pessoas passaram no estande da Previdência Social.

Alguns cidadãos tiveram suas expectativas superadas, como o caso de dona Gladis Maria Machado, que ficou sabendo do evento pela imprensa. “Vim e saio com minha pensão concedida. Estou feliz da vida”, celebrou. 

Para a população com dificuldades de locomoção, a ação no centro cidade facilitou muito o acesso rápido a diversos serviços oferecidos pelo Governo Federal.  Jorani Teresina Reichert soube por uma vizinha da realização do evento na cidade. Moradora do bairro Lomba do Pinheiro, ela passou pela avaliação social e pela perícia médica. “Saio satisfeita. Estou indo para casa muito feliz, fiz minha avaliação e minha perícia e o doutor disse que no final do dia já vou ter o resultado”, relatou.

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O impacto da ação foi celebrado pela gestão do INSS. “O Governo do Brasil na Rua encerrou sua passagem pelo Sul em Porto Alegre. A ação foi marcada pelo impacto positivo na vida de milhares de famílias e acesso rápido a diversos serviços públicos”, destacou o superintendente regional do INSS no Sul, Alberto Alegre.  

Além dos serviços do INSS, a ação Governo do Brasil na Rua contou com a oferta de atendimentos nas áreas da saúde, jurídica, odontológica, bancária e financeira. 

Texto: Comunicação INSS/RS

Fonte: Ministério da Previdência Social

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