NACIONAL

Projeto contribui com criação de cooperativa no MS

Assentados, indígenas e moradores de comunidades tradicionais do município de Miranda, no Mato Grosso do Sul, estão recebendo assistência técnica para a criação de cooperativa com o auxílio de professores do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS). A autarquia, que é vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está ofertando curso de cooperativismo por meio do projeto IFMS na Comunidade, capacitando agricultores para aquisição de autonomia financeira e fortalecimento das suas comunidades. 

Os alunos são do Assentamento Bandeirantes e, por meio do projeto que começou há dois anos, também já implementaram a criação de pescado em tanques e o cultivo de hortaliças em estufas hidropônicas. Ao final do curso, o grupo criará uma cooperativa para facilitar a venda da produção, que dependia de atravessadores para a comercialização. 

“É muito importante esse curso para as comunidades indígenas e assentamentos, para que a gente possa montar a cooperativa e consiga comercializar o que produz. Isso tornará mais fácil e viável o escoamento dos nossos produtos”, disse o estudante Joeldo de Oliveira. 

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A qualificação profissional é oferecida de forma presencial uma vez por mês e tem quatro módulos teórico-práticos, que abordam desde os fundamentos da economia solidária até a criação e o registro formal de uma cooperativa. O curso segue até junho e abrange elaboração de estatuto, coleta de documentos e registro junto aos órgãos competentes. A previsão é que, ao término do curso, os participantes tenham a própria cooperativa formalizada, pronta para operar no mercado. 

Arranjos produtivos Em todas as regiões do país, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica tem trabalhado com a comunidade a fim de estimular o desenvolvimento regional. Ofertando diversos cursos da educação profissional e tecnológica (EPT) para agricultores, assentados, indígenas e outros grupos minoritários em regiões mais vulneráveis, os Institutos Federais (IFs) desempenham um papel fundamental no fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), movimentando a economia e capacitando pessoas com uma educação técnica gratuita e de qualidade. 

Este conteúdo é uma produção do IFMS, com apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC)  

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Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MEC amplia prazo de participação no Diagnóstico de Equidade Racial

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o prazo de participação no Diagnóstico Equidade 2026. Agora, redes estaduais e municipais de ensino terão até o dia 15 de julho para preenchimento e envio das informações. O Diagnóstico faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e está disponível no módulo Pneerq do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Até o momento, 89% dos questionários foram enviados (totalizando 4.967 municípios e 23 estados); 2% de preenchimento em andamento e 8% de questionários não foram iniciados.  

O Diagnóstico tem o objetivo de mapear os avanços e desafios das redes na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas. 

O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também tem a proposta de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil.   

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Os eixos do diagnóstico estão organizados em dez dimensões temáticas: fortalecimento do marco legal; formação de gestores e profissionais da educação; gestão educacional; materiais didáticos e paradidáticos; currículo; financiamento; indicadores, avaliação e monitoramento; gestão democrática e mecanismos de participação social; educação escolar quilombola; e educação escolar indígena. 

Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.   

São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de identificação e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas). 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi  

Fonte: Ministério da Educação

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