NACIONAL

Poupadores do Futuro levará educação financeira e previdenciária a mais de 30 mil alunos

Esta semana o Ministério da Previdência Social promove educação financeira e previdenciária nas escolas em todo o Brasil por meio do projeto Poupadores do Futuro. A ação ocorre durante a Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF), de 18 a 22 de maio. Nesta terça-feira (19), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, visitou duas escolas no Distrito Federal que receberam ações do projeto. Participaram das oficinas alunos dos 6º e 8º anos do Ensino Fundamental.

Este ano, o Poupadores do Futuro deve alcançar mais de 30 mil alunos em 100 cidades brasileiras. Mais de 200 instituições de ensino vão receber ações do projeto. Os conteúdos são ministrados por meio de entidades parceiras: 35 Regimes Próprios de Previdência Social, 62 Entidades Fechadas de Previdência Complementar e 12 Gerências Executivas do Instituto Nacional do Seguro Social.

Dirigindo-se aos jovens, o ministro falou sobre a importância de receber educação financeira na escola. Wolney Queiroz ressaltou que o Ministério pretende expandir o projeto para abranger mais cidades e alcançar ainda mais alunos. “Vejo alunos muito interessados, equipes muito dedicadas. Queremos espalhar essas ideias de poupança e de previdência. Semear no coração dos jovens a importância desses temas”, afirmou.

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No Centro de Ensino Fundamental 2 de Planaltina, o fundo de pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef) foi responsável pela dinâmica com os alunos e levou um jogo interativo. O gerente de benefícios na Fundação, Edevaldo Fernandes, disse que a educação previdenciária é transformadora: “A nossa jornada hoje é o caminho para o futuro. Discutimos a importância de o jovem tomar decisões. Escolhas que irão performar e apoiar a construção do seu futuro. E queremos que eles saibam que não estão sozinhos. Queremos qualificar essa jornada”.

A vice-diretora da escola, Antônia Adriana, diz que o projeto faz toda a diferença na comunidade. “Este é o segundo ano que recebemos o projeto na escola. Essa é uma oportunidade diferenciada. As crianças têm a oportunidade de vivenciarem a prática por meio de jogos educativos”, disse.  

No Centro de Ensino Fundamental da 102 Norte, a atividade foi um jogo de videogame. Os alunos foram convidados a analisar situações reais e responder às questões. “Para nós é uma satisfação.  É um projeto importante. Vamos incentivar que outras entidades também possam desenvolver atividades similares”, acrescentou o diretor presidente da Funpresp-Jud, Amarildo de Oliveira.

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Tábata dos Santos é aluna do 8º ano em Planaltina. Muito animada com a oficina, disse que o conteúdo vai ajudar no planejamento da família. “Eu quero saber como investir e como guardar meu dinheiro. Saber como usar futuramente e a forma mais segura de usar”, disse. 

Semana ENEF

O evento, promovido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), é referência nacional na difusão de conhecimentos sobre finanças, seguros, previdência e tributos, com foco na formação de cidadãos mais preparados para os desafios econômicos do futuro.

O que é uma Entidade Fechada de Previdência Complementar – De modo geral, são os fundos de pensão. São instituições sem fins lucrativos que administram planos de aposentadoria voltados exclusivamente para empregados de uma empresa ou membros de associação/sindicatos. São utilizadas para guardar recursos que vão complementar a aposentadoria pelo INSS.

O que é um Regime Próprio de Previdência Social – É o regime destinado a cuidar da aposentadoria de servidores públicos efetivos, concursados. É instituído por cada ente federativo.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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