NACIONAL

Planos de previdência complementar fecham 2025 com saldo positivo de R$ 17,7 bilhões e superam déficit anterior

Os planos de benefícios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (conhecidos como fundos de pensão) registraram uma forte recuperação financeira e fecharam o ano de 2025 com um superávit acumulado de cerca de R$ 17,7 bilhões. O resultado representa uma grande virada em relação a dezembro de 2024, quando o setor apresentava um déficit de R$ 9,88 bilhões. Os dados constam do Relatório Gerencial da Previdência Complementar (RGPC) do quarto trimestre de 2025, divulgado pelo Ministério da Previdência Social.

A melhora para o período foi puxada pelo bom desempenho do mercado financeiro e pela redução de planos que operavam no vermelho — que caíram de 283 para 232 ao longo do ano. Ao todo, 496 planos fecharam o período com superávit – o que comprova a saúde financeira e a segurança do setor para o pagamento das futuras aposentadorias.

De acordo com a análise técnica, o cenário econômico de dezembro de 2025 colaborou para essa reação. A manutenção da taxa Selic em 15% beneficiou os investimentos de curto prazo em renda fixa. Além disso, a valorização dos títulos públicos — que concentram 85% do dinheiro do setor — e a alta de 34% da bolsa de valores brasileira no último trimestre impulsionaram os ganhos.

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Principais destaques do relatório:

Dinheiro injetado na economia: O total de recursos administrados pelas entidades de previdência complementar chegou a R$ 3,26 trilhões em dezembro de 2025, o que equivale a 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Desse total, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) possuem R$ 1,33 trilhão de ativos investidos, sendo R$ 920 bilhões aplicados em Títulos Públicos Federais e o restante em outros ativos.

Pagamento de benefícios: Nos últimos 12 meses, a previdência complementar pagou R$ 100,3 bilhões em aposentadorias e pensões para cerca de 950 mil beneficiários. A maior fatia desse bolo, R$ 95,5 bilhões (95%), foi paga pelos fundos de pensão patrocinados (entidades fechadas). Os planos abertos (comercializados por bancos e seguradoras) responderam por R$ 4,8 bilhões (5%).

Rentabilidade de longo prazo: Quem investiu nos fundos fechados teve um retorno histórico melhor. Entre 2016 e setembro de 2025, a rentabilidade acumulada do setor fechado foi de 179,1%, contra 138,5% dos planos abertos. A diferença é explicada por dois fatores: as taxas de administração mais baixas cobradas pelos fundos fechados e investimentos mais diversificados com foco no longo prazo.

Servidores Públicos: O relatório aponta que 27 entidades administram hoje 49 planos de previdência voltados para servidores públicos da União, estados e municípios, cobrindo cerca de 300 mil trabalhadores. O patrimônio é de aproximadamente R$ 28,8 bilhões. Atualmente, 2.032 entes subnacionais (95% dos que possuem Regime Próprio de Previdência Social – RPPS) já aprovaram lei de instituição da previdência complementar, dos quais 913 tiveram o convênio de adesão aprovado pela Previc e, portanto, possuem o Regime de Previdência Complementar vigente.

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Versão em inglês

Pela primeira vez, o Ministério da Previdência Social passa a oferecer o relatório também na língua inglesa. O objetivo é facilitar o intercâmbio de dados com órgãos internacionais, permitindo que especialistas estrangeiros façam estudos comparativos sobre o mercado brasileiro usando nomenclaturas e conceitos técnicos alinhados aos padrões mundiais.

Suplemento Especial sobre Ética

Esta edição traz ainda um caderno focado na criação de Programas de Integridade para os fundos de pensão. O documento reúne as principais recomendações de órgãos de controle e boas práticas federais para ajudar as entidades a implementarem regras mais rígidas de transparência e ética, protegendo o dinheiro dos participantes.

Acesse esses e outros destaques na edição do Relatório Gerencial de Previdência Complementar do 4º trimestre de 2025.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Sétimo PREVBarco do INSS é inaugurado em Belém do Pará

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Comunidades ribeirinhas do Pará e Amapá serão beneficiadas com o atendimento da sétima unidade flutuante do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inaugurada na manhã desta sexta-feira (26), no Terminal Hidroviário de Belém (PA). “Esta entrega se reveste de uma importância muito grande. Ela representa a implantação de uma política de inclusão, de redução das desigualdades e de atendimento a esse Brasil profundo, tão necessitado. O PREVBarco está pronto para começar a trabalhar e atender a essas pessoas”, destacou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, que esteve na capital paraense para receber o PREVBarco Belém II, junto a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira.

A Agência da Previdência Social Móvel Flutuante fará rota de atendimento pelos municípios de Breves, Anajás, Afuá, Chaves e Gurupá, no Pará. Além dessas localidades do arquipélago marajoara, o PREVBarco navegará até Cutias, Jarilândia e ao distrito de Bailique, na capital Macapá (AP). A primeira viagem de atendimento está prevista para meados de julho.

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­Foto: Edson Leal/MPS
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“Hoje é um dia emocionante para nós que trabalhamos no INSS e para as pessoas que serão atendidas. O barco representa a presença da Previdência Social em nossos rios da Amazônia, levando cidadania, dignidade e direitos a populações que historicamente enfrentaram barreiras de acesso”, pontuou Ana Cristina Silveira.

O PREVBarco, nomeado como Belém II, funcionará com os mesmos serviços de uma agência física do INSS, inclusive com uma sala para atendimento do Serviço Social e duas salas para a Perícia Médica Federal. Em média, a capacidade é de 230 atendimentos por dia, realizados por uma equipe que totaliza 10 servidores e nove tripulantes.

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Foto: Roneymar Alves/INSS­­

Somente em 2025, os PREVBarcos atenderam cerca de 115 mil pessoas em mais de 100 municípios do norte do Brasil. Foram analisados quase 46 mil requerimentos de benefícios, além de 73 milhões de reais injetados na economia da região. As populações rurais, indígenas, quilombolas, extrativistas e de pescadores desta região passam a receber em suas próprias comunidades a presença do INSS.

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Também participaram do evento de inauguração o superintendente regional Norte/Centro-Oeste, Iracemo Coelho, e o gerente do PREVBarco, Rodolfo Lima.

Texto: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Fonte: Ministério da Previdência Social

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