NACIONAL

Ministério de Portos e Aeroportos leva Caravana da Inovação para a 6ª edição do InovaPortos, no Maranhão

A Caravana da Inovação, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), estará presente, entre os dias 17 e 18 de junho, na 6ª edição do InovaPortos, evento de inovação portuária promovido pelo Porto do Itaqui, em São Luís, Maranhão. O evento reunirá gestores, especialistas e autoridades para debater a transformação digital e a inteligência artificial (IA) no setor.

Durante a programação do fórum, a Caravana da Inovação vai continuar a promover o diálogo entre o setor público, a comunidade técnica e o ecossistema de inovação. A ação contará também com a participação de representantes da Antaq e do Hub Brasil Export. Essa é a terceira edição do evento.

A secretária executiva do Ministério dos Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, destacou a importância do diálogo contínuo entre governo e o setor produtivo para disseminação da inovação e de boas práticas nos portos. “As caravanas de inovação têm sido uma iniciativa importante para modernizar a área. Elas são responsáveis por aproximar o setor portuário das novas tecnologias e da transformação digital”, destacou.

Para o diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do MPor, Tetsu Koike, as caravanas têm grande importância porque conectam pessoas e inspiram gestores a desenvolver a cultura da inovação no setor. “Os portos brasileiros são essenciais para a economia do País. Eles são responsáveis por 95% da movimentação do comércio exterior do país. Nós precisamos estar atentos às mudanças para entender porque é tão importante inovar neste setor.”

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A Caravana da Inovação já passou pelos portos de Pernambuco e da Bahia e vai continuar por diversos estados brasileiros. A iniciativa visa fomentar a inovação nos portos públicos por meio de capacitação e troca de experiências entre gestores, empresas, especialistas e órgãos públicos.

InovaPortos
No fórum promovido pelo Porto de Itaqui, serão debatidos temas como Porto 4.0, Smart Ports e gestão portuária movida a dados. Como parte da programação do InovaPortos 2025, haverá o lançamento do edital para startups e o Prêmio Porto do Itaqui, que vai contemplar pesquisadores, estudantes, profissionais da comunicação e empresas. Cada uma das categorias destaca projetos, estudos, reportagens ou iniciativas que apresentem impacto positivo, criatividade e aplicabilidade no contexto portuário.

“A transformação digital já é uma realidade nos portos brasileiros. Por isso, é fundamental que estejamos abertos ao diálogo sobre esse processo. No Porto do Itaqui, temos implementado soluções digitais em diversas áreas, otimizando operações e fortalecendo nossa eficiência. O InovaPortos é uma vitrine dessas iniciativas e uma oportunidade para conhecer o que está sendo desenvolvido nos principais portos do país”, destacou Isa Mary Mendonça, presidente em exercício do Porto do Itaqui.

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Em 2024, o Porto do Itaqui conquistou o 4º lugar no Prêmio Agilidade Brasil, sendo o porto público brasileiro com o maior número de iniciativas de transformação digital. “De 2022 até agora, já foram entregues 33 soluções inovadoras para as mais diferentes áreas do Itaqui por meio do nosso Programa de Residência em Inovação Portuária, iniciativa pioneira no país. Nosso porto é destaque em agilidade e segue acompanhando o que há de mais novo no mundo tecnológico”, explicou o diretor de operações do Porto do Itaqui, Carlos Roberto Frisoli.

Confira a programação oficial do InovaPortos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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