NACIONAL
Pesca esportiva: conheça os 10 estados brasileiros favoritos para a prática
Com uma das maiores biodiversidades aquáticas do planeta e uma imensa variedade de rios, lagos e uma extensa costa litorânea, o Brasil se consolida como um verdadeiro paraíso para os amantes da pesca esportiva. A atividade, que une lazer, aventura e conservação ambiental, é um dos segmentos mais promissores do turismo nacional, movimentando economias locais e promovendo o desenvolvimento sustentável de destinos de todas as cinco regiões do país.
Um levantamento recente, baseado em dados do Ministério do Turismo e da Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE), identificou os 10 estados brasileiros mais procurados para a prática, considerando a diversidade de espécies, a organização do setor e a realização de eventos.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, aponta que o ranking reforça o potencial do país na área. “A pesca esportiva é um dos nossos maiores ativos no ecoturismo. Este levantamento mostra o que já sabemos: o Brasil tem um potencial incomparável. O Ministério do Turismo tem trabalhado ativamente para estruturar e promover este segmento. Nosso objetivo é consolidar o Brasil como o melhor destino de pesca esportiva do mundo, sempre aliando a prática ao desenvolvimento sustentável e à valorização das comunidades locais”, ressalta.
Confira abaixo os 10 estados de destaque no cenário da pesca esportiva no Brasil:
- Amazonas: considerado o berço do tucunaré-açu, uma das espécies de peixe mais procuradas do mundo, o estado tem como principal atrativo a cidade de Barcelos, no Polo do Rio Negro.
- Mato Grosso do Sul: o Pantanal, mundialmente famoso por sua riqueza natural, é o grande destaque. Espécies como dourado, pintado e pacu atraem pescadores a cidades como Corumbá, porta de entrada para a região.
- Mato Grosso: unindo a grandiosidade do Pantanal com a Bacia Amazônica, o estado é rico em espécies como tucunaré e dourado e sedia o maior festival de pesca do mundo, o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPE), em Cáceres.
- Goiás: o destino, cada vez mais popular, é conhecido pelo imponente Rio Araguaia e por grandes lagos, como o da Serra da Mesa, os dois repletos de piraíbas, pirararas e tucunarés.
- Tocantins: com os rios Tocantins e Araguaia, o estado se tornou um local em ascensão para a pesca de gigantes, como o tucunaré azul e o pirarucu, com eventos importantes sediados na sua capital, a cidade de Palmas.
- Bahia: reconhecida internacionalmente, a Costa Atlântica do estado está entre os melhores pontos de pesca oceânica do mundo, especialmente na região de Canavieiras, famosa pela pesca de peixes de bico, como o marlim.
- São Paulo: com uma forte e organizada comunidade de pesca, o estado oferece uma enorme variedade de cenários nos rios Tietê e Paraná, além de represas cheias de tucunarés, dourados e corvinas.
- Pará: o estado apresenta vastas áreas para pesca na Bacia Amazônica, com destaque para o icônico Lago de Tucuruí, um dos lugares mais emblemáticos para a pesca de grandes tucunarés.
- Minas Gerais: o estado se destaca pela forte cena de torneios e competições em seus lagos e represas, atraindo pescadores de todo o Brasil para eventos em cidades como Três Marias e Iturama.
- Santa Catarina: com um litoral rico e rios serranos, o estado é uma referência na pesca de espécies como o robalo, atraindo pescadores para eventos especializados como o Robalo Master Brasil, em Araranguá.
BOLETIM – Em 2025, o Ministério do Turismo divulgou a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo de Pesca, elaborado pelo Departamento de Ordenamento, Inteligência e Desenvolvimento do Turismo do órgão, por meio da Coordenação-Geral de Produtos e Experiências Turísticas. O documento apresenta um panorama inédito da oferta turística voltada à pesca esportiva, revelando destinos, práticas e oportunidades que fazem do Brasil um dos destaques mundiais no segmento.
No boletim, o leitor encontrará os principais destinos de pesca esportiva no país e as espécies mais procuradas, além de eventos, campeonatos e boas práticas para uma pesca responsável.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Como escolas e famílias formam novos leitores
A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho.
Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância.
A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura.
Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo.
“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”.
As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças.
“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”.
A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo.
“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”.
Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida.
Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância.
A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública.
As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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