NACIONAL

Pé-de-Meia: dois anos transformando o ensino médio público

Os desafios enfrentados pelos estudantes brasileiros na etapa final da educação básica são o tema do documentário Desafios do Ensino Médio, produção do Canal Educação, a TV do Ministério da Educação (MEC). A obra, que foi lançada na quarta-feira, 1º de julho, reúne especialistas, gestores, educadores e estudantes para discutir questões como a permanência na escola, as desigualdades educacionais, os impactos da reforma do ensino médio e as políticas públicas voltadas à garantia do direito à educação. 

Entre os destaques está o programa Pé-de-Meia, instituído em janeiro de 2024 pelo governo federal. Lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o programa oferece incentivo financeiro a estudantes matriculados no ensino médio público, funcionando como uma poupança vinculada à permanência e à conclusão dos estudos. A iniciativa busca reduzir a evasão escolar, um dos principais desafios da educação brasileira, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade social. 

Ao longo do documentário, estudantes relatam as dificuldades de conciliar os estudos com as demandas da vida familiar, do trabalho e das pressões relacionadas ao futuro. Questões como ansiedade, autocobrança, influência das redes sociais e o desejo de ingressar no ensino superior aparecem como parte da realidade vivida por milhares de jovens brasileiros. 

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Especialistas em educação e gestores ressaltam que, além dos desafios pedagógicos, fatores socioeconômicos ainda são determinantes para o abandono escolar. São apresentados dados históricos que mostram a ampliação do acesso ao ensino médio nas últimas décadas, o que evidencia que o grande desafio atual é garantir que os estudantes permaneçam na escola e concluam essa etapa da educação básica. 

Os depoimentos revelam ainda como o Pé-de-Meia tem contribuído para transformar essa realidade. Segundo o MEC, desde 2024, o programa beneficiou 7,2 milhões de alunos, ao custo de R$ 21 bilhões.  

Esse investimento é ressaltado nos depoimentos que mostram como o incentivo financeiro ajuda na compra de materiais escolares, no custeio de cursos preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e até mesmo no apoio às despesas familiares, reduzindo a necessidade de abandonar os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho.  

O papel do Enem como principal porta de entrada para a educação superior também é abordado na produção, que destaca ainda programas de acesso e permanência, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que amplia as oportunidades de ingresso no ensino superior para estudantes brasileiros. 

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Os relatos trazem ainda as transformações recentes do ensino médio, com a mudança no currículo, além da necessidade de construir uma escola mais conectada com os projetos de vida da juventude, respeitando as diferentes realidades sociais, econômicas e regionais do país. 

A produção Desafios do Ensino Médio mostra que garantir a permanência dos jovens na escola representa mais do que assegurar o acesso à educação. As políticas implementadas ampliam oportunidades, promovem inclusão social e fortalecem a construção de um futuro com mais cidadania e justiça social para milhões de estudantes brasileiros.  

Reprises:  

Quinta, 12h30 e 20h30 
Sexta, 6h30, 13h, 18h30 e 21h30 
Onde assistir: sintonizando na TV, pelo Canal Educação no YouTube ou pelo canal do MEC no YouTube    

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Ufam oferece atendimento de saúde a distância no Amazonas

O Telessaúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) oferece atendimento especializado de saúde a distância para pacientes do estado. A iniciativa conecta profissionais de saúde das localidades a especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) da Ufam, permitindo avaliação de casos, apoio diagnóstico, assistência e definição de condutas de forma remota. 

Como funciona – O atendimento começa na unidade de saúde do município. Quando o profissional identifica a necessidade de avaliação especializada, o paciente é inserido na plataforma do Telessaúde. A equipe de regulação do HUGV/Ufam agenda a consulta online, que conta com a participação de especialista em Manaus, do profissional de saúde e do paciente no município de origem. 

Atualmente, o projeto oferece 19 especialidades, entre elas: cardiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia, pediatria, pneumologia, psiquiatria e odontologia. Também são oferecidos serviços de teleconsultoria, telediagnóstico, teleducação e segunda opinião formativa. 

A avaliação remota permite discutir diagnóstico e tratamento e, quando possível, possibilita que o próprio profissional de saúde realize o acompanhamento ou procedimento no município. Nos casos que exigem atendimento presencial, a telerregulação organiza o encaminhamento ao HUGV/Ufam, com exames e atendimento previamente programados. Após a consulta ou o procedimento, a contrarreferência e o telemonitoramento contribuem para a continuidade do cuidado no território. 

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Atendimentos – Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 973 atendimentos especializados. Desse total, 857, ou 88,07%, foram resolvidos por meio do Telessaúde, sem necessidade de atendimento presencial em Manaus. No mesmo período, foram realizadas 26 cirurgias em pacientes identificados e acompanhados pelas teleconsultas. 

O projeto possui adesão de 34 municípios e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com atendimento a populações indígenas, ribeirinhas e residentes em áreas remotas do Amazonas. 

Em 2025, o Telessaúde HUGV/Ufam realizou 1.551 teleinterconsultas, 1.305 telediagnósticos e 359 teleconsultorias, entre outros serviços, alcançando 6.271 participantes. Segundo dados da iniciativa, também foi registrada economia estimada de R$ 45 milhões, associada principalmente à redução de custos com deslocamentos e Tratamento Fora de Domicílio (TFD). 

A iniciativa integra o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Saúde Digital da Amazônia (NTSA), da Ufam, voltado ao desenvolvimento de ações de saúde digital na região. 

Para mais informações, consulte a página no Instagram do Telessaúde Ufam

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Ufam  

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Fonte: Ministério da Educação

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