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Novos diretores da Anac e da Antaq tomam posse em Brasília

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Os setores aéreo e aquaviário do Brasil ganharam novos dirigentes nesta quinta-feira (28). Em cerimônia realizada em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deram posse ao novo diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, e aos diretores Rui Chagas Mesquita e Antonio Mathias Nogueira Moreira. Já na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), foi empossado o novo diretor-geral, Frederico Carvalho Dias. Todos exercerão mandatos de cinco anos.

Ao destacar a relevância do momento, o ministro ressaltou que a aviação e a navegação brasileiras passam por uma fase de expansão e modernização. “Os setores aeroviário e aquaviário vivem um momento de extrema relevância no Brasil. Com os projetos e investimentos em curso, estamos ampliando e modernizando os portos e aeroportos do país, consolidando projetos de concessão, reforçando a aviação regional e investindo nas Instalações Portuárias de Pequeno Porte (IP4). Mas estamos atentos também aos desafios, como a redução do preço do querosene de aviação (QAV) e das tarifas. Nossa atuação já está surtindo efeito: nunca se voou tanto no Brasil e nunca se transportou tantas mercadorias”, afirmou Silvio Costa Filho.

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Perfis técnicos

Tiago Chagas Faierstein – Diretor-presidente da Anac

Engenheiro eletricista de formação, Faierstein tem experiência nos setores público e privado. Foi diretor comercial da Infraero, integrou o conselho administrativo do Aeroporto de Viracopos e atuou como gerente de Novos Negócios na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Brigadeiro Rui Chagas Mesquita – Diretor da Anac

Oficial da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB), onde chegou à patente de major-brigadeiro do ar, Mesquita é formado em Ciências Aeronáuticas e acumula vasta experiência como piloto de aeronaves, helicópteros e planadores. Na FAB, foi chefe da assessoria parlamentar do Comando da Aeronáutica (2011-2015) e diretor de Ensino da Aeronáutica (2017-2020). Após ir para a reserva, em 2020, passou a integrar conselhos ligados a diferentes ministérios.

Antonio Mathias Nogueira Moreira – Diretor da Anac

Aprovado pelo Senado, com 28 votos favoráveis e 23 contrários, Moreira preside atualmente o Conselho de Administração da Infra S.A., estatal criada a partir da fusão entre a Valec Engenharia e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). É formado em Gestão Financeira e exerce também a função de diretor de Governança, Integridade e Riscos da Caixa Cartões, subsidiária da Caixa Econômica Federal.

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Frederico Carvalho Dias – Diretor-geral da Antaq

Com sólida formação acadêmica e trajetória voltada à gestão pública, Dias é engenheiro civil pela UFMG e advogado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Possui pós-graduações em Controle da Regulação de Infraestrutura e em Auditoria e Controle Governamental. Auditor Federal de Controle Externo desde 2008, exerceu diversos cargos no Tribunal de Contas da União (TCU), incluindo o de secretário-geral da Presidência, função que ocupava desde 2022.

Com a posse dos novos dirigentes, o governo federal reforça a estratégia de fortalecer a regulação e a modernização dos setores aéreo e aquaviário. A expectativa é que a experiência técnica dos nomeados contribua para ampliar a segurança, a competitividade e a eficiência da aviação civil e da navegação no Brasil, em sintonia com os investimentos e projetos em andamento no país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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De aluno a reitor: a trajetória de quem voltou à escola para ensinar

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Aos 16 anos, Wally Menezes deixou Baturité, no interior do Ceará, para estudar em Fortaleza, capital do estado. Na época, a antiga Escola Técnica Federal do Ceará era uma referência para jovens que, como ele, precisavam sair do interior para encontrar novas oportunidades de formação. Décadas depois, a trajetória do estudante que atravessou o estado em busca de educação ganhou um novo capítulo: Wally tornou-se professor e, atualmente, é reitor em segundo mandato do Instituto Federal do Ceará (IFCE), instituição que marcou sua formação. 

A história começou antes mesmo de sua chegada à escola. Wally acompanhou os irmãos mais velhos deixarem Baturité, um depois do outro, para estudar na capital. Um cursou eletrotécnica; outro, edificações; outro, telecomunicações. A experiência deles ajudou a despertar no jovem o desejo de seguir o mesmo caminho. “Não havia escola técnica no interior. Então, a gente tinha que sair para dar sequência aos estudos. Foi isso que nos mobilizou”, recorda. 

Filho de um marchante e de uma mãe que produzia alimentos para vender, Wally cresceu em uma família que via na educação uma possibilidade concreta de ampliar horizontes. O pai havia estudado somente até os primeiros anos da educação básica, mas fez esforços para que os filhos tivessem oportunidades diferentes das que ele próprio tivera. “Eu vi meus irmãos estudarem, conseguirem bons empregos, passarem em concurso público. Então pensei: se eles conseguiram, eu também quero”, conta. 

 Assista ao vídeo:

O primeiro contato educação profissional – A primeira visita à escola técnica ficou marcada na memória. Antes mesmo de escolher o curso, Wally se surpreendeu com a estrutura que encontrou: laboratórios, quadras esportivas, campo de futebol, piscina e um grande auditório eram novidades para quem vinha de uma escola do interior. “Quando cheguei à escola técnica, vi piscina, quadra, campo de futebol, laboratórios. Não sabia nem se estava dentro da escola, de tão maravilhosa e grande que era aquela instituição. Meus olhos brilharam ainda mais”, lembra. 

Em uma palestra de apresentação dos cursos, ouviu professores falarem sobre as diferentes áreas de formação. Primeiro, escolheu o curso de estradas. Depois de cursar o primeiro semestre, decidiu prestar novamente o processo seletivo e ingressou em telecomunicações. Foi ali que começou uma trajetória acadêmica e profissional que seguiria muito além do curso técnico. 

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“O curso técnico em telecomunicações abriu todas as janelas de oportunidades da minha vida. Para mim, ele é muito mais importante que o meu diploma de doutorado, porque foi quem me deu uma visão de mundo”, compartilha. 

A formação, segundo ele, ia além dos conteúdos técnicos. A experiência incluía atividades esportivas, artísticas e práticas que ajudaram a ampliar sua percepção sobre o mundo do trabalho e sobre as possibilidades profissionais. “A formação não é só técnica. Existe uma formação humana, em artes, em esporte. Você tem uma visão de mundo rara. Não é só apertar parafuso ou fazer um programa; é ter uma visão de liderança, de mercado e de oportunidade”, explica.

formandos
Foto: Divulgação/IFCE

Da formação à sala de aula – Depois de concluir o curso técnico, Wally ingressou no mercado de trabalho e continuou os estudos. Cursou física na Universidade Federal do Ceará (UFC) e seguiu sua formação acadêmica até o mestrado e o doutorado, na área de instrumentação e engenharia.

Anos depois, voltou ao Instituto Federal do Ceará, dessa vez como professor. A mudança de perspectiva foi significativa: o estudante que um dia havia entrado na escola em busca de oportunidades passou a ocupar a posição de quem ajudaria outros jovens a encontrá-las. “Quando me tornei professor e entrei em uma sala de aula, vi aqueles estudantes e me vi neles. Pensei: você pode ser igual a mim, pode ser maior do que eu”, relembra.

A sala de aula também lhe permitiu acompanhar a transformação de seus próprios alunos. Alguns seguiram carreira acadêmica e retornaram à instituição como professores. “Hoje passo pelos corredores e encontro antigos alunos que foram meus estudantes e que se tornaram professores. Eles foram meus alunos e hoje são inspiração para outros jovens, assim como eu também fui”, celebra. 

 A trajetória ganhou outra dimensão quando Wally assumiu a reitoria do IFCE. A função administrativa não o afastou completamente da docência. Ele continua ligado à atividade acadêmica, inclusive na pós-graduação. “Quem está conversando com você é o estudante que amadureceu, que virou reitor, mas que não perdeu a alma de estudante”, revela. 

A interiorização que muda trajetórias – A história pessoal de Wally também se conecta a uma transformação que ele acompanha como professor e gestor: a ampliação das oportunidades de formação para estudantes que vivem fora dos grandes centros. Ele próprio precisou deixar Baturité para estudar. Hoje, acompanha estudantes do interior que conseguem permanecer em suas cidades e avançar na formação acadêmica. 

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Entre seus alunos de pós-graduação, estão estudantes oriundos de diferentes campi do IFCE no interior do estado. “Ter mestrados e doutorados no interior do estado, e não só no grande centro, significa ampliar as possibilidades para quem antes precisava sair de sua cidade para continuar estudando”, comemora. 

Para Wally, as políticas públicas que garantem a permanência e o êxito dos estudantes são fundamentais. “Os auxílios permitem que a gente avance nesse caminho”, enfatiza. 

Uma história que voltou ao ponto de partida – Ao olhar para a própria trajetória, Wally identifica uma espécie de círculo: o menino que saiu do interior para estudar tornou-se professor daqueles que percorrem caminho semelhante e, posteriormente, passou a dirigir a instituição que transformou sua própria vida. 

Em suas palavras, a função de reitor não apaga a experiência do estudante que um dia precisou de uma oportunidade. Pelo contrário. A memória daquele jovem continua presente na maneira como ele enxerga a educação. “Ser professor e reitor de um instituto federal, para mim, é a comprovação de que a rede dá certo”, afirma. 

A lembrança dos pais também acompanha essa trajetória. O esforço da família para garantir sua formação permanece como uma das referências mais importantes de sua vida profissional. “Toda vez que vou tirar uma foto com um aluno, eu o puxo para perto e digo: ‘vem cá, vamos mostrar para mamãe que deu certo’. Eu mostro para minha mãe que deu certo. Deu certo a escolha dela de me apontar a educação. Deu certo o esforço que meu pai fez por causa da educação”, declara. 

Para a semana em que se celebra o Dia dos Professores, a história de Wally reúne diferentes momentos de uma mesma trajetória: o aluno que descobriu novos horizontes, o profissional que continuou estudando, o professor que se reconheceu nos estudantes e o gestor que voltou à instituição onde tudo começou. 

No fim, ele resume a própria história em uma frase curta, dirigida à mãe que sempre insistiu para que os filhos estudassem: “mamãe, deu certo, nós conseguimos!”, concluiu. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)   

Fonte: Ministério da Educação

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