NACIONAL

MME debate oportunidades da mineração brasileira em cenário de transição energética

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quarta-feira (13/5), do seminário “Mineração 360º – O Motor da Economia Nacional” que teve como objetivo debater sobre os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento da mineração no país, com foco na inovação, sustentabilidade e segurança operacional. O evento reuniu representantes do Governo, lideranças do setor mineral, pesquisadores e executivos que destacaram o papel estratégico do Brasil diante da crescente demanda por minerais críticos.

Representando o MME, o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética, Gustavo Masili, ressaltou que o cenário internacional tem ampliado a relevância do Brasil em razão das reservas minerais, da matriz energética renovável e do potencial para integrar cadeias globais ligadas à transição energética. Nesse contexto, os minerais críticos – utilizados em baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, robôs e tecnologias de defesa – passaram a ocupar posição central nas discussões geopolíticas e econômicas internacionais. Masili destacou ainda que o país reúne vantagens comparativas importantes, como segurança jurídica, disponibilidade de recursos minerais e energia limpa, fatores que podem ampliar a competitividade brasileira e atrair novos investimentos.

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Durante o evento, foi defendida a importância do fortalecimento da capacidade nacional de processamento, estratégia considerada essencial para ampliar a geração de emprego, renda, inovação e soberania mineral, reduzindo a dependência da exportação de matérias-primas sem beneficiamento.

O seminário também abordou iniciativas adotadas pelo Governo do Brasil voltadas ao fortalecimento do setor mineral, como as novas contratações realizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e o avanço da construção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). 

Segundo Masili, a consolidação da política deverá abrir caminho para a elaboração de uma Estratégia Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, voltada à definição de prioridades, diretrizes e ações coordenadas para o aproveitamento sustentável dos recursos minerais brasileiros. “O Brasil precisa transformar seu potencial geológico em capacidade produtiva, tecnológica e estratégica. A construção de uma estratégia nacional permitirá alinhar investimentos, agregar valor à produção mineral e fortalecer a posição do país nas cadeias globais ligadas à transição energética de maneira justa, inclusiva e sustentável”, afirmou.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

MEC homologa diretrizes para ensino de arte na educação básica

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, nesta segunda-feira, 17 de agosto, as diretrizes para o ensino e o aprendizado da arte na educação básica. Produzida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), a norma complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orienta os sistemas de ensino e as escolas e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros. O documento trata a arte como campo de conhecimento e destaca que o ensino deve ser organizado em quatro componentes: artes visuais, dança, música e teatro. Evento ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do CNE, Cesar Callegari. 

Ao garantir que as escolas ensinem sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento, as diretrizes buscam combater a noção de que a arte é uma atividade secundária, recreativa ou destinada apenas a complementar festas e datas comemorativas. Além disso, em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias e pela instantaneidade, o Parecer CNE/CEB nº 2, aprovado em 19 de março de 2026, estabelece a arte como campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas. Entre as novas diretrizes estão: 

  • Arte como prática integradora – Deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar. 
  • Processos criativos e reflexivos – O ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução. 
  • Contextualização e análise crítica – Analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes. 
  • Desenvolvimento integral do estudante – O ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes. 
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Caberá às redes de educação definirem uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem. Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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