NACIONAL

Ministro da Previdência Social visita agência em Belo Horizonte e se reúne com servidores e gestores da região

A expectativa era alta para receber a nova prótese da perna, com previsão de mais conforto e mobilidade. Edivaldo Venâncio da Silva, 54, assinou o recebimento do novo produto pela perícia médica federal da Agência da Previdência Social BH-Oeste, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (23), como parte do Programa de Reabilitação Profissional. O momento emocionante foi presenciado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Durante a visita à agência, além de acompanhar atendimentos, o ministro ouviu as demandas dos servidores que atuam no local – o quadro da agência é hoje de 26 profissionais, que trabalham de maneira presencial e remota.

Acompanhado do Superintendente Regional da Sudeste II, Gabriel Gomes, Wolney Queiroz coordenou em seguida uma série de reuniões na sede da Superintendência, iniciando com uma conversa informal com o Grupo de Trabalho de servidores das 15 gerências-executivas da região, em capacitação para atuar na análise de recursos. O ministro destacou a importância que vê no Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). 

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“O segurado já percorreu um caminho e precisa de atenção. Quando isso demora para ser analisado, ele está tendo seu direito negado. É um trabalho fundamental este que vocês estão fazendo”, afirmou ao grupo.

As reuniões contaram ainda com as equipes da Perícia Médica, da Inteligência Previdenciária e da Junta local do Conselho de Recursos da Previdência Social. O ministro também se reuniu com o Superintendente e os gerentes executivos da Superintendência, responsável pelos serviços previdenciários nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

“A Sudeste II foi a sexta e última Regional do INSS a ser visitada pela equipe do MPS. Minha prioridade sempre foi a de ouvir a ponta para embasar a tomada de decisões de forma a aliar melhorias para a população e para os servidores”, concluiu Wolney Queiroz.

Perícia Médica e Gerência-Executiva – Diversos temas relacionados ao trabalho da Perícia Médica Federal foram discutidos com os peritos e com os 15 gerentes-executivos do INSS em Minas e Espírito Santo. O estado de Minas Gerais conta com 435 peritos, já contabilizando os 29 novos profissionais aprovados no último concurso. 

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A meta apresentada nos encontros é de que toda agência tenha uma sala de teleperícia, para que o serviço chegue a todo cidadão que precisa de uma avaliação médico-pericial. Hoje, no país, são 330 unidades que fazem a teleperícia, com 250 profissionais envolvidos. 

Nesse cenário, foi discutida a sugestão dos gerentes-executivos de implementar salas estruturadas para a chamada Perícia Conectada também em espaços de Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com prefeituras, contemplando, assim, os moradores de cidades onde não há agências do INSS.

Os gestores do INSS trouxeram, ainda, desafios decorrentes do volume de demandas judiciais, e a exigência de biometria para os benefícios previdenciários, principalmente nos casos de segurados acamados.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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