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Ministério de Portos e Aeroportos debate inclusão e avanços tecnológicos no setor portuário brasileiro

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Temas estratégicos como a modernização das relações de trabalho, justiça social, inovação tecnológica e infraestrutura logística estão no centro dos debates do X Encontro Nacional das Atividades de Operações Portuárias (ENAPORT). Promovido pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), o evento reúne, ao longo desta semana, autoridades, operadores e especialistas de todo o país com o objetivo de discutir desafios e compartilhar boas práticas para impulsionar o desenvolvimento do setor portuário brasileiro.

Na cerimônia de abertura, a secretária-executiva do Ministério dos Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, destacou os avanços promovidos pela pasta, ressaltando a importância do diálogo contínuo entre governo, setor produtivo e sociedade civil. “O trabalho no serviço público, às vezes, é muito árduo, mas estamos fazendo grandes entregas para o país”, afirmou.

Entre as iniciativas destacadas por Pescatori, está a criação e consolidação dos Fóruns dos Trabalhadores dos setores portuário, aéreo e marítimo, com o objetivo de fortalecer o diálogo e a participação ativa dos trabalhadores nas decisões estratégicas. “Criamos o Fórum dos Trabalhadores Portuários e levamos essa experiência para os setores aéreo e marítimo”, explicou.

Outro avanço mencionado foi a elaboração da nova portaria da Guarda Portuária, prevista para ser publicada em julho, resultado de um processo de construção coletiva. “Nosso grande desafio para o próximo ano será garantir que a capacitação dos trabalhadores avance ainda mais”, completou.

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A secretária também destacou as Caravanas de Inovação, realizadas com apoio do Brasil Export, que vêm aproximando o setor portuário das novas tecnologias e da transformação digital. “As caravanas de inovação têm sido uma iniciativa importante para modernizar um setor que ainda é muito preso a práticas antigas”, afirmou.

No segundo dia de evento, o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Alex Ávila, enfatizou o crescimento expressivo do setor portuário brasileiro e a necessidade de planejamento como política de Estado. Ele citou o avanço na movimentação portuária: “Em 2022, estávamos na casa de 1,2 bilhão de toneladas e fechamos 2024 com 1,321 bilhão. Crescemos o equivalente a 80% de um Porto de Santos ou uma vez e meia o Porto de Paranaguá.”

Ávila também abordou o papel do setor na segurança alimentar nacional. “A segurança alimentar está vinculada à nossa lavoura, à nossa produção e, naturalmente, ao escoamento disso. O Ministério de Portos pode contribuir muito por meio de políticas públicas”, ressaltou.

O secretário mencionou histórico déficit de investimentos na infraestrutura portuária brasileira: “O país tem uma dívida muito grande com a infraestrutura portuária por décadas. Temos uma deficiência muito grande.”

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Como solução, destacou a política de concessão dos canais de navegação, citado como exemplo a iminente concessão do canal do Porto de Paranaguá. “Em agosto ou setembro, devemos estar na B3 realizando a concessão deste canal, que será um momento histórico.”

No último painel realizado nesta quarta (4), intitulado “Mulheres e Portos”, a assessora da Secretaria-Executiva do Ministério dos Portos e Aeroportos, Karênina Martins Dias, destacou a crescente presença feminina no setor. “Atualmente, cerca de 50% dos cargos de liderança já são ocupados por mulheres nesta gestão, mas seguimos em constante diálogo e análise desse cenário, buscando estratégias para que mais mulheres integrem todos os espaços, prezando pela diversidade e pela equidade”, afirmou.

A programação do X ENAPORT segue até quinta-feira (5), com painéis sobre segurança jurídica, reforma tributária, inovação, seguros e qualificação profissional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Parque Nacional de Ubajara: santuário de grutas, biodiversidade e paisagens deslumbrantes no Ceará

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Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.

Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.

Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.

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Caminhos pela região

O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.

Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.

Como chegar

A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.

Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.

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Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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