NACIONAL
MEC realiza encontro de ouvidorias e premia boas práticas
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, entre 22 e 23 de setembro de 2025, o Encontro de Ouvidorias e Serviço de Informação ao Cidadão (SICs) da Educação. O evento reuniu mais de 100 gestores e servidores de todas as regiões do país, com o objetivo de capacitar profissionais e fortalecer a articulação entre as entidades vinculadas ao MEC.
Participaram do evento o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David; o secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais, Evânio Antônio de Araújo Júnior; a secretária nacional de Acesso à Informação da Controladoria-Geral da União (CGU), Livia Oliveira Sobota; a ouvidora-geral da União, Valdirene Paes de Medeiros; a ouvidora do MEC, Marina Ramos Caetano; e o chefe substituto da Assessoria Especial de Controle Interno do MEC, Januário Fernandes Costa Neto.
A programação foi marcada pela troca de experiências e pelo compartilhamento de boas práticas em Ouvidoria e na aplicação da Lei de Acesso à Informação. Ouvidorias de diferentes áreas e entidades do MEC enviaram projetos para apresentação no encontro, dos quais 12 foram selecionados para apresentação em quatro painéis temáticos. Ao final de cada painel, os participantes votaram na prática de maior destaque, que recebeu premiação especial. Os vencedores foram:
- Processos, gestão e inovação em ouvidoria: Mapeamento de processos e fluxogramas em ouvidoria universitária, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), apresentado por Débora Gomes Bezerra de Menezes;
- Da transparência ativa à passiva: estratégias para reduzir demandas e melhorar o atendimento: Fortalecimento da transparência ativa, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), apresentado por Diego Henrique de Souza Rezende;
- Cultura de participação e educação para a cidadania: Concurso cultural de vídeo da ouvidoria institucional, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), apresentado por Raffaelle Andressa dos Santos Araujo;
- Ações afirmativas e diversidade: Círculos de paz: autocuidado e fortalecimento de equipe, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), apresentado por Andréa Santana Leone de Souza.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ouvidoria
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa
Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo
O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.
A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.
O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.
Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.
Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.
Foco no conforto e na qualidade de vida
Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.
De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.
Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.
Histórico de internações
A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.
Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.
A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.
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