NACIONAL
MEC lança programa para modernizar laboratórios
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), lançou o programa INOVALab, iniciativa voltada à qualificação da infraestrutura acadêmica laboratorial das universidades federais. A ação prevê investimento total de R$ 150 milhões para a modernização de laboratórios utilizados nos cursos de graduação.
O programa prioriza laboratórios multiusuários, com compartilhamento de equipamentos e estruturas entre diferentes cursos e áreas do conhecimento, buscando ampliar a eficiência do uso dos recursos públicos e fortalecer as condições de oferta educacional nas instituições federais de ensino superior.
“Estamos investindo na modernização das universidades federais para ampliar a qualidade da formação acadêmica e fortalecer os ambientes de ensino, pesquisa e inovação. O INOVALab impulsiona a inclusão, estimula o desenvolvimento tecnológico e contribui para que as instituições públicas estejam cada vez mais preparadas para os desafios do presente e futuro”, afirma o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David.
O INOVALab será executado em quatro frentes. O eixo QUALILab contará com R$ 75 milhões para recuperação e atualização de laboratórios já existentes. Já os eixos LABInclusão, LABTec e TRANSFORMALab terão previsão de até R$ 350 mil por universidade, somando R$ 25 milhões cada.
O LABInclusão financiará equipamentos e tecnologias voltadas à acessibilidade pedagógica e inclusão de pessoas com deficiência, como displays braille, softwares de acessibilidade e mobiliário adaptado. O LABTec apoiará laboratórios de inovação digital, com foco em inteligência artificial, internet das coisas, robótica, realidade virtual e modelagem computacional. Já o eixo TRANSFORMALab será voltado à modernização de cursos e metodologias de ensino, com incentivo à criação de laboratórios maker, espaços de co-criação acadêmica e ambientes alinhados às competências do século XXI.
Critérios de participação – Apenas universidades federais poderão participar da seleção. Cada instituição poderá apresentar apenas uma proposta institucional, consolidando as demandas dos diferentes campi e contemplando os limites de investimento previstos em cada eixo.
As propostas deverão demonstrar o caráter multiusuário dos laboratórios, além da capacidade institucional para manutenção e operação dos equipamentos. O MEC também exige que as universidades garantam, com recursos próprios, eventuais obras, reformas e adequações de infraestrutura física necessárias para instalação dos equipamentos.
Submissão das propostas – As inscrições estarão abertas até 19 de junho de 2026, por meio de formulário eletrônico. As propostas serão avaliadas pela Sesu, responsável pela coordenação do programa.
Entre os documentos exigidos está o projeto básico detalhando a necessidade técnica dos equipamentos, a integração aos laboratórios existentes e o alinhamento com os objetivos de transformação e inovação acadêmica.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC solicita atuação da PF e da AGU em função das ameaças às universidades federais
O Ministério da Educação (MEC) solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue as ameaças que estão sendo direcionadas contra as universidades federais, estudantes e docentes reportadas nos últimos dias. A Advocacia-Geral da União (AGU) também foi acionada para que atue com a adoção das medidas jurídicas cabíveis.
Nos ofícios enviados às duas instituições o MEC pede providências aos órgãos competentes diante da gravidade das ameaças de violência e de destruição patrimonial, além da utilização de símbolos nazistas contra as universidades federais, estudantes e docentes reportadas ao MEC, especialmente, nesta semana.
Os casos de ameaças foram registrados nos campi da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), da Universidade Federal de Jataí (UFJ), da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
Nos documentos enviados, o MEC ressalta que a atuação da PF e da AGU são urgentes “para apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias das ameaças e dos atos de violência direcionados às universidades federais.”
“O contexto sensível do período eleitoral amplia a gravidade desses atos, tornando imperativa a salvaguarda da integridade física da comunidade acadêmica e do patrimônio público. Essas ameaças e violências buscam intimidar o debate democrático, perturbar a ordem pública e comprometer o livre exercício das funções constitucionais das instituições de ensino superior”, diz trecho dos ofícios encaminhados.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva
Fonte: Ministério da Educação
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