NACIONAL

“Vocês são protagonistas dessa vitória”, diz ministro Wolney Queiroz a mães de crianças com deficiência em decorrência do Zika vírus em Goiânia

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, reuniu-se, nesta sexta-feira (19), em Goiânia, com integrantes da Associação Crianças de Microcefalia por Zika Vírus e outras deficiências de Goiás (Amizika). Durante o encontro, o ministro exaltou a atuação do governo federal em apoio às crianças vítimas do Zika Vírus e disse esperar que os benefícios deem suporte às famílias nos tratamentos e custos com medicações.

“Sem a organização de vocês, não teria sido possível essa conquista. Vocês são protagonistas dessa causa”, disse o ministro. “Esse dinheiro não vai pagar todo o trabalho que as mães tiveram, toda a luta que elas tiveram, mas é um reconhecimento do Estado e um apoio para que as crianças e as mães possam ter uma vida mais digna, uma vida melhor. O desejo e a missão do Ministério da Previdência Social é acolher e ajudar, dar apoio”, completou, durante a visita.

Também participou da visita a deputada estadual Flávia Morais, parceira da associação na pauta. Ela disse ter muito orgulho da luta das famílias e agradeceu a presença do ministro. Segundo a Amizika, há 67 crianças com microcefalia e outras deficiências causadas pelo Zika em acompanhamento no estado de Goiás.

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O presidente da Amizika, Samuel Miranda, é pai de uma criança impactada pelo Zika vírus. Ele conta ter criado a associação por acreditar que “o suporte funciona”. A entidade está entre as que lideraram o movimento nacional que reivindica o pagamento dos benefícios. “Noventa por cento das crianças são acamadas e os custos são muito altos. Esse dinheiro vai trazer qualidade de vida para todas elas, porque o tratamento funciona e traz retorno”, disse Samuel. Ele destacou ainda: “o suporte funciona, deixa as coisas mais leves, permite que a mãe estude e trabalhe. Foi para isso que criei a associação”.

Indenização e pensão vitalícia

No último dia 8 de setembro, o Ministério da Previdência Social e o INSS assinaram portaria regulamentando o pagamento da indenização por dano moral e a pensão especial vitalícia às crianças com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika durante a gestação.

No dia 12 de setembro, o ministro Wolney Queiroz esteve na sede do Grupo Mães de Anjo, no Recife, para celebrar a vitória com as mães, ao lado do prefeito João Campos. Pernambuco concentra um terço dos casos de crianças com sequelas em decorrência do vírus. Participaram do ato a presidente da Unizika Brasil, Luciana Arraes, a presidente da organização União Mães de Anjos, Germana Soares, entre outras representantes. 

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De acordo com a norma, crianças nascidas no Brasil com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika durante a gestação terão direito a:

• Indenização por dano moral: paga em parcela única no valor de R$ 50 mil;
• Pensão especial: benefício mensal e vitalício, no valor equivalente ao maior salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), atualmente em R$ 8.157,41.

O requerimento deverá ser feito junto ao INSS, por seus canais de atendimento, preferencialmente pelo aplicativo Meu INSS.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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