NACIONAL

MEC faz balanço de ações para gestores em reunião do Consed

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou, nesta sexta-feira, 12 de dezembro, em Maceió, da 4ª Reunião Ordinária de 2025 do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Participaram secretários estaduais de educação de todo o país, técnicos e parceiros, para debater estratégias, avanços e desafios comuns às redes de ensino. O encontro teve como objetivo a articulação federativa e a definição de uma agenda nacional convergente na educação básica, buscando garantir a qualidade, a equidade e a continuidade das políticas públicas em todos os estados. 

Camilo Santana ressaltou a importância do regime de colaboração entre o MEC, os estados e municípios para a execução das políticas educacionais. O ministro falou sobre os resultados positivos já obtidos com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e os programas Pé-de-Meia, Mais Professores para o Brasil, Escola em Tempo Integral e Escolas Conectadas

Como uma das principais políticas de sua gestão, o ministro compartilhou que o Pé-de-Meia foi fruto de uma experiência iniciada em Alagoas, que garantia a permanência dos jovens na escola. Criado para diminuir a evasão escolar dos estudantes no ensino médio, que chegava a 480 mil jovens por ano, o programa já conseguiu reduzir pela metade o abandono escolar. “Esse resultado também é fruto do trabalho dos secretários dos estados. São avanços importantes, frutos de políticas, e frutos dessa integração federativa”, observou. 

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Financiamento – Um dos assuntos destacados na reunião foi a ampliação dos recursos da educação. “Nós destinamos algo em torno de R$ 700 milhões, dentro do Novo PAC, para obras, seja de creches, escolas de tempo integral, transporte escolar, novos institutos federais, obras importantes nas nossas universidades. Mas também temos programas importantes, investimentos no Pé-de-Meia, na alfabetização, na educação integral, em conectividade, no Mais Professores. Enfim, um conjunto de ações importantes”, destacou. 

Ele pontuou que a pasta está ampliando significativamente os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “O Brasil precisa avançar mais rápido e só vai conseguir fazer isso com mais recursos. A ideia é que venha algo em torno de R$ 70 bilhões da complementação da União ao Fundeb, somados aos recursos dos estados e municípios, para o fortalecimento desse regime de colaboração”, afirmou.   

SNE e PNE – Santana celebrou a aprovação pelo Congresso Nacional do Sistema Nacional da Educação (SNE), que há 16 anos tramitava na casa. O SNE fixa normas para a cooperação entre a União, estados, municípios e o Distrito Federal para a elaboração e a implementação de políticas educacionais — e do PNE 2024-2034.  

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“Eu sempre digo que é o SUS da educação, que vai definir a diretriz e o papel dos entes federados na educação brasileira. Nós vamos ter agora um sistema em que vamos ter condições de ter informação sobre os estudantes, desde a criança na creche até o adulto do ensino superior, em tempo real, em toda a rede do Brasil”, contou.  

Em sua exposição, o ministro ainda destacou a aprovação, por unanimidade, do novo Plano Nacional de Educação (PNE), pela Comissão Especial de Educação da Câmara. “O PNE vai estabelecer as metas para os próximos 10 anos do que nós queremos de creche, de tempo integral, educação profissional e ensino superior para o país. O Consed tem um papel importante, porque são os secretários de todos os estados brasileiros que definem a implementação das políticas”, considerou. 

A programação seguiu com debates internos entre os secretários estaduais, contribuindo para a consolidação de diretrizes que impactam diretamente milhões de estudantes e profissionais da educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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