NACIONAL

MEC e FNDE finalizam distribuição de livros em braille

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), concluiu a postagem de todos os livros didáticos em formato braille-tinta previstos para 2026, destinados aos estudantes com deficiência visual matriculados nos anos iniciais e finais do ensino fundamental da rede pública.  

Até julho, foram postados 16.652 exemplares. Desse total, 16.147 já foram entregues diretamente aos estudantes. Os 505 materiais restantes integram a reserva técnica do programa e poderão atender às demandas decorrentes da matrícula de novos estudantes ao longo do ano letivo.  

A produção das obras em braille-tinta é realizada com base nas escolhas registradas pelas próprias redes de ensino, por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Após a indicação das escolas, os livros selecionados passam pelo processo de transcrição e adaptação técnica para o formato acessível.   

O FNDE lançará um edital plurianual de credenciamento para contratação de serviços técnicos especializados em produção de materiais acessíveis, incluindo livros em braille. A iniciativa otimizará os fluxos de trabalho e reduzirá o tempo de produção e de envio dos exemplares nos próximos ciclos.   

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PNLD O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política pública educacional brasileira mais antiga, criada em 1937, e tem a finalidade de avaliar e de disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, para escolas públicas, contribuindo significativamente para a formação educacional dos brasileiros. Com a edição do Decreto nº 12.021, de maio de 2024, o programa foi expandido também para abastecer bibliotecas públicas e comunitárias de todo o País. O MEC, em cooperação com o FNDE, publica editais referentes aos processos de aquisição de materiais didáticos para atendimento das etapas de educação básica, de forma alternada.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Pnae integra conjunto de ações voltadas à segurança alimentar

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, conforme o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). O indicador considera países em que menos de 2,5% da população enfrenta subnutrição crônica. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), estabelece diretrizes para a alimentação escolar e prevê a oferta de refeições aos estudantes matriculados na educação básica pública durante o período letivo. 

Instituído pela Lei nº 11.947/2009, o Pnae contempla estudantes da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio, da educação de jovens e adultos (EJA), além da educação indígena, quilombola e de povos e comunidades tradicionais.  

Atualmente, cerca de 39 milhões de estudantes matriculados em aproximadamente 145 mil escolas públicas são atendidos pelo programa. Ao longo do ano letivo, a rede pública oferta aproximadamente 50 milhões de refeições por dia, totalizando cerca de 10 bilhões de refeições.  

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Além da oferta regular de refeições, o Pnae estabelece parâmetros nutricionais para os cardápios elaborados por nutricionistas responsáveis técnicos. As refeições devem considerar a faixa etária dos estudantes, os hábitos alimentares regionais, a sazonalidade dos alimentos, a disponibilidade da produção local e as especificidades de estudantes indígenas, quilombolas e de outros povos e comunidades tradicionais.  

As normas do programa também disciplinam a composição dos cardápios. A legislação prevê que, no mínimo, 85% dos recursos destinados à aquisição de alimentos sejam utilizados na compra de produtos in natura ou minimamente processados. Para alimentos processados e ultraprocessados, o limite é de até 10% dos recursos financeiros do programa.  

Agricultura familiar Outro aspecto previsto na legislação é o incentivo à aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar. Desde 2026, pelo menos 45% dos recursos financeiros repassados pelo FNDE para a alimentação escolar devem ser destinados à compra direta desses produtores, incluindo produtos oriundos da pesca artesanal e da aquicultura familiar. 

Nesse contexto, 2026 foi instituído como o Ano do Pescado na Alimentação Escolar, iniciativa que reforça o incentivo à inclusão desse alimento nos cardápios das redes de ensino. Fonte de proteínas de alto valor biológico, ácidos graxos ômega-3, vitaminas e minerais essenciais, o pescado contribui para uma alimentação diversificada e equilibrada durante a infância e a adolescência. 

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Permanência De acordo com organismos internacionais, como a FAO/ONU, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP), os programas de alimentação escolar estão associados à frequência dos estudantes, à permanência na escola e ao acesso regular à alimentação durante o período letivo.  

No Brasil, o Pnae prevê a oferta diária de alimentação escolar nas unidades públicas de ensino. Para parte dos estudantes atendidos pela rede pública, as refeições ofertadas na escola integram a alimentação diária durante o período letivo. O programa também contempla ações de educação alimentar e nutricional desenvolvidas pelas redes de ensino, com atividades voltadas ao conhecimento sobre alimentação adequada e hábitos alimentares.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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