NACIONAL

Leilão do terminal MCP01, no Porto de Santana (AP), garante R$ 150 milhões em investimentos

Arrematado no leilão do 1º bloco de arrendamentos portuários de 2025, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na quinta-feira (26), o terminal MCP01, no Porto de Santana (AP), é o que receberá os maiores investimentos. Ao todo, serão cerca de R$ 150 milhões ao longo de 25 anos de contrato com a empresa CS Infra S.A.

Com área de 30.546 m² e capacidade dinâmica anual estimada em 1,2 milhão de toneladas, o MCP01 passará por obras de pavimentação, drenagem, sistema de combate a incêndios, edificações e revitalização da sinalização aquaviária. Além disso, também será feita a aquisição de novos equipamentos, reforço do píer e instalação de shiploader (carregador de navios) com capacidade de 1.500 toneladas por hora, permitindo receber embarcações maiores. Essas intervenções irão ampliar a movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho, reforçando a logística do Arco Norte.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado consolida o avanço da agenda de concessões no setor. “O Porto de Santana tem papel estratégico para o Norte do país e para o escoamento da produção agrícola brasileira. Com esse novo arrendamento, ampliamos a capacidade logística, atraímos investimento privado e fortalecemos a competitividade do Brasil no comércio exterior”, afirmou.

“Com esse novo arrendamento, ampliamos a capacidade logística, atraímos investimento privado e fortalecemos a competitividade do Brasil no comércio exterior” Silvio Costa Filho

Para o presidente da CS Infra, Fernando Quintas, “o foco é atuar com metas claras, transparência, disciplina e execução para que o Porto de Santana avance com mais eficiência, logística, mais competitividade e contribua para o desenvolvimento regional e progresso da sociedade”.

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Porto estratégico do Arco Norte

Localizado às margens do Rio Amazonas e com acesso facilitado ao Oceano Atlântico, o Porto de Santana é considerado um dos principais corredores logísticos do Amapá e da região do Arco Norte. A proximidade com os mercados da América do Norte, Europa e África reduz prazos e custos logísticos, tornando o terminal estratégico para as exportações brasileiras.

Em 2025, o porto movimentou 3,6 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 17,3% frente ao ano anterior, segundo dados da Antaq. Toda esta movimentação esteve concentrada em granéis sólidos, como soja, milho, cavaco de madeira e manganês.

As exportações, por meio do porto, registaram um aumento de 7,28% em 2025, e a navegação de longo curso somou 2,4 milhões de toneladas (alta de 5,14%), consolidando definitivamente o perfil internacional do complexo amapaense.

Sinergia com o terminal MCP03

O leilão do MCP01 vem reforçar uma série de investimentos que o governo federal tem direcionado para o Amapá. Este novo projeto soma-se ao terminal MCP03, cujo contrato de arrendamento foi assinado oficialmente em fevereiro de 2025, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

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Com a incorporação conjunta das operações do MCP01 e do MCP03, o Porto de Santana amplia significativamente sua capacidade operacional e consolida sua posição como o eixo logístico central do agronegócio na região Norte do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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