NACIONAL
Lançado Mapa de Experiências Inspiradoras em educação integral
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizou nesta quarta-feira, 12 de novembro, o webinário de lançamento do Mapa de Experiências Inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral, uma parceria do MEC com o grupo Territórios, Educação Integral e Cidadania (Teia), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto faz parte do programa Escola em Tempo Integral.
O Mapa de Experiências Inspiradoras é uma ferramenta interativa e dinâmica, que reúne relatos, vídeos, imagens e informações de experiências sobre a implementação da política de educação em tempo integral de secretarias de educação e escolas públicas. A iniciativa pretende inspirar gestores públicos, escolares e educadores a aprimorarem seus trabalhos com as referências apresentadas. Além disso, o Mapa também apresenta filtros de seleção das experiências por etapas, modalidades, UF ou região e possibilita a filtragem por temas como diversidade e inclusão, currículo e práticas pedagógicas, territórios e contextos, gestão, entre outros.
“O Mapa é uma ferramenta imprescindível de formação das equipes gestoras e das equipes das secretarias de educação, mas também serve para qualificar a oferta da educação em tempo integral”, explicou Raquel Franzim, coordenadora-geral de Educação Integral em Tempo Integral do ministério, na abertura do webinário.
Foram selecionadas 738 experiências de 25 estados, 15 capitais e 714 municípios. A região brasileira com o maior número de redes escolhidas foi o Nordeste, com 319 redes selecionadas (43,2%). Em seguida, aparecem o Sudeste, com 192 (26%); o Sul, com 119 (16,1%); o Norte, com 74 (10%); e o Centro-Oeste, com 35 redes escolhidas (4,7%). As ações foram selecionadas por meio de edital. Uma próxima edição da seleção será lançada em 2026, quando novas redes e escolas poderão ter seus relatos inseridos no Mapa.
“Essas experiências que vocês verão no Mapa nos ensinam que ampliar o tempo da escola não é apenas estender horas de atendimento às crianças, mas habitar o tempo de outras maneiras, criando vínculos, fortalecendo autonomias, conectando a escola à comunidade e ao território. Educar integralmente é articular diferentes dimensões da formação humana”, disse o professor Levindo Diniz Carvalho (UFMG), um dos coordenadores da iniciativa.
O encontro contou com a participação de representantes das redes municipais de educação de Poções (BA) e de São João do Caiuá (PR), além da rede estadual de educação do Amazonas, que apresentaram seus projetos selecionadas no edital.
Tempo Integral – O programa Escola em Tempo Integral é uma estratégia criada para induzir a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica. Ele é coordenado pela SEB/MEC e tem a finalidade de viabilizar o cumprimento da Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, política de Estado construída pela sociedade e aprovada pelo parlamento brasileiro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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