NACIONAL

João Pessoa (PB) terá R$ 1,5 milhão do Ministério do Turismo para incrementar período carnavalesco

O período carnavalesco de João Pessoa ganhará um reforço estratégico do Governo do Brasil. O Ministério do Turismo destinará R$ 1,5 milhão para potencializar o “Folia de Rua” e o “Carnaval Multicultural 2026”, eventos que ancoram o calendário festivo da cidade e atraem milhares de visitantes.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o recurso, que contou com apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reflete o compromisso com o desenvolvimento regional e com a democratização da atividade no país: “Trago, junto a esse anúncio, não só o recurso, mas o investimento em turismo. O presidente Lula sempre diz que o governo tem que fazer sentido para o povo, e a minha missão como Ministro do Turismo é fazer o turismo para o povo, pelo povo e com o foco no povo. Então, quando trouxemos esse recurso para o Folia de Rua, não estamos só ajudando a levar a alegria para a rua, que é esse lugar tão democrático, mas enxergamos o festejo mais além, porque vamos ajudar mais de 60 cadeias da nossa economia, gerando empregos, renda e, principalmente, mais dignidade para aquele pai de família que vende seu produto ou ajudando a costureira no trabalho das fantasias a trazer sustento para sua casa”, afirmou o ministro.

O investimento federal será encaminhado para a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), sendo R$ 1 milhão direto para os Blocos do Folia de Rua e R$ 500 mil para os do Carnaval Multicultural 2026.

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, a união entre os poderes é crucial para geração de emprego e renda na região: “Aqui está uma prova clara de que, independentemente das questões políticas, tivemos um alinhamento para fazer crescer o carnaval de João Pessoa. Esse movimento é importante para a geração de emprego, renda e turismo. Com esse reforço, de um ministro paraibano, tenho certeza de que João Pessoa vai se desenvolver ainda mais”, afirma.

O aporte financeiro reconhece a relevância da Paraíba no cenário turístico nacional e possibilita o investimento na profissionalização e infraestrutura da festa. O objetivo é ampliar a promoção do destino, melhorando a qualidade da recepção do crescente fluxo de turistas da capital paraibana, além de valorizar as manifestações culturais, unindo a tradição dos blocos de rua à grandiosidade das atrações dos festejos carnavalescos.

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“O presidente Lula tem sido parceiro em vários projetos, não só de turismo, e isso se reflete no desenvolvimento de João Pessoa. Nós temos muito o que celebrar e reconhecer esse gesto do ministro Gustavo Feliciano, que complementa e nos ajuda a fazer deste o melhor Folia de Rua de todos os tempos. Com essa força unida, João Pessoa vai se desenvolver ainda mais”, afirma o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.

A Força do Folia de Rua – O recurso é vital para o fortalecimento da Associação Folia de Rua, entidade que coordena as prévias carnavalescas da cidade. É neste período que João Pessoa, reconhecida como Cidade Criativa pela UNESCO, mostra toda a sua potência cultural com o desfile de blocos icônicos, como o “Muriçocas do Miramar” — um dos maiores blocos de arrasto do mundo — e as irreverentes “Virgens de Tambaú”.

A capital paraibana se transforma em um epicentro de alegria, onde o frevo, o maracatu e a participação popular tomam as ruas dias antes do calendário oficial, consolidando a cidade como um dos destinos mais autênticos do Nordeste.

O apoio foi recebido com entusiasmo pelos organizadores do evento: “É uma festa que começou com um aniversário e, hoje, a cidade abraçou e atrai multidões. Quero agradecer a sensibilidade do Ministro Feliciano, que não mediu esforços para fazer chegar apoio ao nosso querido Folia de Rua”, afirma o Presidente da Associação Folia de Rua, Sérgio Nóbrega.

Impacto Econômico – A decisão de investir no período carnavalesco em João Pessoa alicerça-se em resultados sólidos. Em 2025, a festa demonstrou sua força ao incrementar cerca de R$ 600 milhões na economia local, segundo dados da Fecomércio-PB. Bares, restaurantes, hotelaria e transporte foram os setores mais beneficiados, impulsionando a criação de vagas temporárias e alinhando a capital à tendência nacional de aquecimento do setor de serviços.

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A rede hoteleira também celebrou números expressivos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PB), a ocupação média na capital atingiu 90% no último ano, superando a média estadual de 87,8%. O perfil do público mostrou-se diversificado, com aumento notável de turistas estrangeiros e forte fluxo doméstico — especialmente de mineiros e goianos —, consolidando João Pessoa como um dos destinos mais desejados do verão brasileiro.

Para a Secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Rosália Lucas, o reforço vai apoiar a cultura e o desenvolvimento da região: “Quero agradecer o apoio do Ministério do Turismo que vai fortalecer, não somente o carnaval de João Pessoa, mas que nos ajuda a proporcionar estruturação e tranquilidade para os turistas aproveitarem nossas praias e também nossa cultura”.

Tradição e Diversidade – O pré-carnaval arrasta um público superior a 1,5 milhão de pessoas nos dias da festa. A estrutura da folia é dividida em polos, com destaque para a “Via Folia”, na Avenida Epitácio Pessoa, que se transforma em um corredor de alegria com expectativa de público superior a 1,5 milhão de pessoas durante os dias de festa. Nos momentos de pico, os trios elétricos chegam a arrastar uma “pipoca” estimada em 300 mil foliões por noite, democratizando o acesso à diversão.

Além da agitação dos trios, o apoio do Ministério do Turismo contempla a preservação da identidade cultural por meio do Carnaval Tradição. Realizado na Avenida Duarte da Silveira, o polo é palco dos desfiles das Escolas de Samba, das Tribos Indígenas e das icônicas Ala Ursas. É neste espaço que a ancestralidade e a cultura popular da Paraíba ganham vida, oferecendo aos turistas uma experiência autêntica que vai muito além do entretenimento convencional.

Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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