NACIONAL
Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs é apresentado em Brasília
Nesta terça-feira (25), o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou o novo Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs durante o Fórum Nacional de PPPs 2025, realizado na Confederação Nacional do Transporte, em Brasília. O material, que foi lançado na COP30, em Belém (PA), orienta contratadas e contratantes de seguros, com especial atenção às relações após eventos climáticos extremos. A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, representou a pasta no evento que teve como tema os “Avanços e transformações em Concessões e Parcerias na melhoria da infraestrutura e dos serviços prestados à sociedade”.
Em sua participação, Helena Venceslau detalhou os objetivos do material, desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), e destacou que o guia reúne orientações práticas para gestores públicos e concessionárias e busca apoiar a escolha de soluções de seguro mais adequadas aos diferentes tipos de projetos. A diretora ressaltou que a iniciativa se torna ainda mais relevante diante do aumento de eventos climáticos extremos e riscos operacionais, que exigem modelos de proteção mais robustos e alinhados às necessidades da infraestrutura nacional.
Venceslau enfatizou que o guia também pretende ampliar a compreensão sobre o papel dos seguros nos contratos, evitando que o instrumento seja lembrado apenas no momento em que precisa ser acionado. “Muitas vezes o seguro é contratado, mas não atende plenamente às necessidades do projeto. E isso só fica evidente quando o problema já aconteceu”, afirmou.
Como exemplo, ela mencionou a paralisação de um aeroporto no Rio Grande do Sul, quando a cobertura disponível não foi suficiente para absorver os prejuízos causados por um evento climático extremo. Para Helena, o episódio reforça a necessidade de revisitar modelos de seguro e fortalecer o diálogo entre poder concedente, concessionárias e seguradoras.
A diretora explicou que o lançamento do guia representa o início de uma agenda contínua de aprimoramento da gestão de riscos no setor. “O MPor seguirá trabalhando para modernizar produtos existentes, como o seguro de operador portuário, e incorporar boas práticas internacionais. É um passo importante para que nossos contratos sejam mais eficientes, seguros e preparados para os desafios futuros”, destacou.
O Fórum Nacional de PPPs segue ao longo da semana com discussões sobre inovação, financiamento e sustentabilidade, reforçando o compromisso do setor público e privado com a modernização da infraestrutura e a melhoria dos serviços oferecidos à população.
O encontro reúne representantes do governo federal, agências reguladoras, academia, setor privado e organizações da sociedade civil. A programação aborda temas como mudanças regulatórias, gestão sustentável de transportes, seguros e garantias, cidades inteligentes, parcerias ambientais, saneamento, energia, governança contratual e novos mecanismos de financiamento, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que moldarão o futuro da infraestrutura brasileira.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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