NACIONAL
Governo Federal autoriza construção de quatro novos IFs
O Governo Federal publicou na terça-feira, 14 de outubro, a Resolução nº 11/2025, que autoriza a implantação de quatro novos campi de institutos federais: Campus Fluvial do Instituto Federal do Amapá (IFAP); Campus Rosário do Sul do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul); Campus Piraí do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ); e Campus Contagem do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).
As novas unidades se somam às mais de 100 novas unidades que estão sendo implantadas pelo Ministério da Educação (MEC) em todo o Brasil por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Interiorização – O Campus Fluvial do IFAP será o primeiro do tipo na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e atenderá comunidades ribeirinhas do Amapá, com foco na oferta de cursos voltados às vocações locais — como recursos pesqueiros, agricultura familiar, energias renováveis e turismo. A embarcação contará com salas de aula, laboratórios e espaços de convivência, além da estrutura de apoio terrestre.
No Rio de Janeiro, o Campus Piraí será implantado em área central do município, fortalecendo o arranjo produtivo local e ampliando oportunidades de qualificação profissional, cursos técnicos e superiores. A unidade oferecerá cursos nas áreas de tecnologia, automação industrial, gastronomia, biotecnologia e gestão ambiental.
A nova unidade do IFSul, no Rio Grande do Sul, atenderá uma demanda histórica da comunidade da Fronteira Oeste, região estratégica de integração com o Mercosul. O projeto prevê a oferta de cursos técnicos e superiores em áreas como agropecuária, energias renováveis, gestão ambiental, turismo e economia criativa, contribuindo para o desenvolvimento local e para a permanência de jovens no território.
Já o Campus Contagem será instalado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) — uma das áreas mais industrializadas do país — e atenderá cerca de 1.400 estudantes. A unidade terá foco em formação técnica e superior nas áreas de indústria, tecnologia, gestão e inovação, fortalecendo o vínculo entre educação profissional e tecnológica e o setor produtivo regional.
Expansão – Com a criação dos mais de 100 novos IFs em todo o Brasil, a previsão é gerar mais de 140 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Os novos campi estão sendo implantados em regiões que ainda não possuem IFs ou que têm baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. A expansão é uma das ações que visam ao cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), o qual prevê triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, com pelo menos 50% da expansão no segmento público.
Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Deste montante, mais de R$ 927 milhões já foram investidos na melhoraria e ampliação da infraestrutura das mais de 600 unidades existentes. A prioridade do investimento é a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e campi em sedes próprias.
Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil
O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula.
“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.
A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias.
Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.
Armazenamento Nacional
O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN.
Quem poderá participar do leilão
Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.
Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.
Contratos
Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028.
A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.
Critérios
Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming.
O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores.
Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.
A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da Portaria.
Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.
Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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