NACIONAL
Fórum de reitores discute cooperação em pesquisa e formação
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e a Associação Chinesa de Educação para Intercâmbio Internacional (Ceaie) realizaram nesta terça-feira, 3 de junho, o Fórum de Reitores Brasil–China. O objetivo do encontro era promover o diálogo e a cooperação internacional entre instituições de ensino superior, fortalecendo parcerias acadêmicas, científicas e de inovação. O evento reuniu, em Brasília, 180 representantes das instituições e de governos dos dois países.
Durante o evento, o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David, ressaltou que o Fórum reafirma o compromisso bilateral com o fortalecimento da educação superior como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável e a promoção da inovação. “A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China reforçou a centralidade da educação na agenda bilateral, com a assinatura de memorandos para ampliação da cooperação científica e institucional, afirmou. Segundo o secretário, a internacionalização da educação superior é um instrumento de transformação social, redução de desigualdades e promoção da ciência e da tecnologia com responsabilidade.
Para Yang Jun, vice-presidente e secretário-geral da Ceaie, o intercâmbio entre Brasil e China representa um avanço rumo a um mundo mais justo e sustentável. “É um canal para aumentar o conhecimento e a amizade”, reforçou. Em sua visão, a parceria é um forte instrumento para enfrentamento de crises e para promoção de um desenvolvimento integrado entre educação e empresas.
O presidente substituto e diretor de Avaliação da Capes, Antonio Gomes de Souza, destacou a dimensão da pós-graduação brasileira, com 500 mil estudantes em 7 mil cursos de mestrado e doutorado. “A geografia da produção de conhecimento no mundo mudou: hoje, temos pesquisadores trabalhando em ciência nos países considerados de renda média e baixa, mostrando que têm sido capazes de realizar pesquisa de qualidade.” Ele reforçou o interesse do Brasil em estreitar relações com a China para fortalecer as cooperações Sul-Sul.
Fórum – Na parte da manhã, foram realizados dois painéis de debates: “Acelerando o desenvolvimento do ensino superior na China e no Brasil com a reforma e a inovação como forças motrizes” e “Digitalização e inovação na educação”.
Participaram como debatedores Fernando de Barros Filgueiras, diretor de Informação Estratégica e Inovação do MEC; Marcia Ferreira, diretora de Formação de Professores da Educação Básica; Antônio Carlos Amorim diretor de Educação a Distância; Mariano Francisco Laplane, da Unicamp; Zhao Peng, vice-presidente da Beijing Jiaotong University; Yu Xianghui, vice-presidente Jilin University; Zhou Pengcheng, vice-presidente da Huazhong Normal University; Jin Li, vice-presidente da Southern University of Science and Technology; e Liu Xuanxuan, vice-presidente da Open University of China.
Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Capes
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC disponibiliza painel com dados do Ideb para análise da aprendizagem
Já está disponível para consulta o Painel Estratégico de Priorização, ferramenta do Ministério da Educação (MEC) que reúne informações de municípios e escolas de todo o país. Integrado ao Brasil Aprende+, o painel permite analisar resultados educacionais a partir de diferentes indicadores e identificar situações que demandam maior atenção das redes de ensino.
A ferramenta amplia o olhar sobre os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além do resultado mais recente, o gestor pode consultar o perfil de sua rede de ensino e de suas instituições educacionais observando as trajetórias do indicador, detalhes do seu cálculo, os níveis de proficiência dos estudantes em língua portuguesa e matemática e a distância de cada nota em relação à meta estabelecida em 2021. O painel apresenta, enfim, o nível de prioridade de cada município e escola no território ao qual pertence.
A indicação de prioridade é calculada pelo MEC a partir de diferentes informações. Ela não é um ranking: serve para indicar situações que podem demandar maior atenção das redes de ensino.
A proposta é oferecer às redes uma visão organizada dos dados para subsidiar a tomada de decisões. A partir dessas informações, estados e municípios podem reconhecer os principais desafios de seus territórios, definir onde concentrar esforços e planejar, em regime de colaboração, ações voltadas à melhoria da aprendizagem.
Multimídia
Fonte: Ministério da Educação
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