NACIONAL

Entregue nova creche do governo federal em Águas Lindas de Goiás

Mais uma unidade de educação infantil foi entregue à população de Águas Lindas de Goiás (GO). A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, participou, nesta segunda-feira, 4 de agosto, da solenidade de inauguração da nova creche municipal Eliene Martins Braga, localizada no Residencial Jardim Paraíso. Essa é a segunda creche que o governo federal inaugura no município, em 2025, reforçando o compromisso da atual gestão com a ampliação da oferta de vagas na educação infantil em todo o país. O FNDE é a autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) responsável por executar as políticas educacionais.  

A obra da unidade de educação segue o padrão arquitetônico do Projeto Proinfância Tipo 2, desenvolvido pelo FNDE, com capacidade para atender até 188 crianças nos turnos matutino e vespertino, ou 94 em período integral. Com investimento federal de R$ 1,2 milhão, a construção teve início em maio de 2016 e está preparada para receber turmas desde o berçário até a pré-escola, contemplando a faixa etária de 0 a 5 anos e 11 meses. 

Leia Também:  Publicado edital do Fies para o 1º semestre de 2026

O projeto arquitetônico foi concebido com base nas diretrizes pedagógicas do MEC, seguindo princípios de inclusão e considerando aspectos ambientais, geográficos, culturais e sociais da região. A estrutura conta com dois blocos principais (A e B), além de áreas externas com pátio coberto/refeitório, playground, jardins e estacionamento. 

No Bloco A, estão concentrados os ambientes administrativos e de apoio, como a sala de professores, fraldário, lactário, lavanderia, rouparia, copa, cozinha, despensa e salas da Creche I (0 a 11 meses). Já o Bloco B abriga as salas da Creche II (1 ano a 1 ano e 11 meses), Creche III (2 anos a 3 anos e 11 meses), salas da pré-escola (4 anos a 5 anos), sanitários infantis e adaptados, além de sala multiuso.

A unidade está equipada com rampas de acesso, piso tátil e banheiros adaptados para adultos e crianças com deficiência, promovendo inclusão e acessibilidade, em conformidade com a legislação vigente. 

Educação infantil – A entrega da creche no Jardim Paraíso integra o conjunto de ações estruturantes do governo federal para ampliar o acesso à educação infantil. Somente em 2025, já foram entregues mais de 310 obras educacionais, com investimento total de R$ 425,5 milhões, sendo 134 delas destinadas à educação infantil. 

Leia Também:  Algodoal discute mobilidade sustentável e reforça protagonismo do Pará no turismo sustentável amazônico

Além disso, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê a construção de 1.178 novas unidades de educação infantil, já selecionadas na primeira etapa; e outras 505 creches do Tipo 2 estão em fase de validação cadastral no TransfereGov, na segunda etapa.

Entre 2023 e 2024, o MEC e o FNDE entregaram 1.383 obras escolares em todo o Brasil, totalizando cerca de 279 mil novas vagas em dois turnos e 139 mil em tempo integral, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão. Desse total, 492 unidades foram de educação infantil, consolidando o Proinfância como uma das principais políticas públicas voltadas à primeira infância no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

Leia Também:  MME acompanha abertura do Ciclo 2026 de Planejamento dos Sistemas Isolados

As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

Leia Também:  2ª Cúpula da Alimentação Escolar reúne delegações de 80 países

Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA