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Câmara debate educação escolar indígena, quilombola e do campo

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), participou de audiência pública, na Câmara dos Deputados, sobre a educação escolar indígena, a educação do campo e a educação escolar quilombola no âmbito do novo Plano Nacional de Educação (PNE). O debate ocorreu nesta quinta-feira, 29 de maio, e foi promovido pela Comissão Especial que analisa o novo PNE.  

O Projeto de Lei no 2.614/2024, que detalha o novo PNE, estabelece 18 objetivos para desenvolver a educação no país até 2034. Entre eles, o Objetivo 8 trata de garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo.  

Na audiência, a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, afirmou que esse é um momento muito importante para pensar os avanços e desafios do último PNE e para avançar em relação ao próximo. A secretária abordou os problemas enfrentados pelos estudantes indígenas, quilombolas e do campo. Adiantou, ainda, que o MEC lançará uma política nacional voltada para o aprimoramento das condições da oferta da educação escolar indígena, por meio dos Territórios Etnoeducacionais, além da nova política nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas.  

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“Nós lançaremos a Política Nacional de Educação Escolar Indígena. A política parte do diagnóstico que nós temos em relação à educação escolar indígena e, de algum modo, ela precisa conversar com essa política de Estado que vai sair do Plano Nacional de Educação”, comentou.  

De acordo com Figueiredo, atualmente, existem 3.572 escolas indígenas, com 26.295 professores e 289 mil matrículas na educação escolar indígena. “Um comportamento da educação indígena, que tem uma relação direta com a sua demografia, é que, embora a população tenha aumentado de maneira substantiva, ela caiu vertiginosamente dentro dos territórios. Isso vai repercutir, obviamente, na educação escolar.  

A secretária encerrou a sua participação reforçando que as modalidades educacionais precisam ser compreendidas como direito e, portanto, obrigação do Estado. Nesse sentido, ela destacou a importância da relação intergovernamental no âmbito do PNE, com o objetivo de garantir a colaboração entre a União, os estados e os municípios. A ideia é garantir a qualidade da educação para esses públicos específicos. 

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Participantes A audiência contou com a presença da coordenadora-geral do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, Lúcia Oliveira; do chefe do Núcleo de Assessoramento aos Estudos Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Márcio Lima; do representante do Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec), Mônica Molina; da representante da Diretoria de Políticas para Quilombolas e Ciganos do Ministério da Igualdade Racial, Priscila Cruz; do presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Adilson Santos; da diretora da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Maria Sarmento; e da diretora executiva do Instituto Identidades do Brasil, de Luana Génot. A União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro) e o Instituto Peregum foram representados por Adriana Moreira. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MME abre consulta pública para alocação do ERCAP para incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições da sociedade e de agentes públicos e privados para aprimorar as regras de rateio dos custos da reserva de capacidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta está alinhada à modernização do setor elétrico, promovida pela Lei nº 15.269/2025, e tem como objetivo incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema.

Atualmente, a regra de rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) considera o pico máximo de consumo de cada consumidor ao longo do mês. Na prática, isso cria distorções, pois um consumidor paga o mesmo valor de encargo de reserva de capacidade independente se o seu pico de consumo acontece no maior período de geração (como solar no meio do dia) ou quando em domingos e madrugadas, quando a exigência sobre o sistema é baixa.

Com a nova proposta, o rateio do encargo passa a ser calculado com base no consumo verificado especificamente dentro do período de maior demanda máxima líquida do SIN. Esse período corresponde às horas em que o sistema efetivamente necessita de maior suporte de geração — em geral, no fim da tarde e início da noite de dias úteis, quando a produção solar diminui e a carga do país permanece elevada.

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A reserva de capacidade atua como uma garantia de segurança do fornecimento de energia. Por meio de leilões, as usinas são contratadas para atender o sistema, principalmente nos horários de maior demanda. As despesas dessas garantias são custeadas pelos agentes por meio do ERCAP.

A janela crítica compreenderá até quatro horas consecutivas em dias úteis, com horário exato a ser estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A metodologia permitirá atualizações dinâmicas à medida que a matriz elétrica e os hábitos de consumo evoluem.

Cultura de gestão do consumo

A mudança gera um sinal econômico claro para criar uma cultura de eficiência e gestão ativa da demanda. Consumidores com maior flexibilidade operacional — como indústrias, sistemas de refrigeração, bombeamento, infraestruturas de recarga de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia — terão incentivos financeiros para transferir suas atividades para fora da janela crítica.

Ao aliviar o consumo no horário de maior demanda operacional, o consumidor reduz sua parcela no rateio e paga menos encargo. No longo prazo, essa resposta do consumo reduz a necessidade de contratar novos leilões de reserva de capacidade, barateando a conta de energia para toda a sociedade.

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Outros avanços regulatórios

A proposta de decreto também introduz outros aprimoramentos para modernizar a regulação do setor:

  • Participação de Geradores: regulamenta a inclusão de geradores no rateio do ERCAP nos casos previstos em lei, sob regulação da ANEEL;
  • Armazenamento de Energia: adapta as regras de contratação e constituição de lastro para reconhecer novas tecnologias, como baterias e armazenamento hidráulico. Por não gerarem energia nova, mas apenas moverem carga no tempo, essas soluções ganham diretrizes específicas por leilão;
  • Mecanismos de Resposta da Demanda: prevê a cobertura, via ERCAP, dos custos de mecanismos competitivos estruturados pela ANEEL para incentivar a resposta do consumo e a geração nos momentos críticos;
  • Flexibilização do Encargo de Energia de Reserva (EER): Retira a obrigatoriedade de apuração anual do EER, permitindo que a ANEEL estabeleça uma apuração mais dinâmica e ajustada à migração de consumidores para o mercado livre.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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