NACIONAL
Brasil tem 13 aeroportos entre os mais eficientes do mundo
Em 2025, o Brasil ganhou destaque na aviação mundial com 13 aeroportos entre os mais pontuais do planeta, segundo o relatório On-Time Performance Review, da Cirium, que avalia a eficiência operacional de aeroportos em todo o mundo. De acordo com o levantamento, são oito aeroportos brasileiros na categoria pequeno porte, quatro na categoria médio porte e um em grande porte.
Na classificação global de aeroportos de grande porte, o Aeroporto de Congonhas (SP) foi o terminal brasileiro mais bem posicionado em 2025. O aeroporto alcançou a 13ª colocação no ranking, com 82,4% de pontualidade nas partidas, desempenho relevante considerando o elevado volume de operações e a complexidade do terminal.
Entre os aeroportos de médio porte, o Aeroporto Internacional de Brasília (DF) foi o destaque, ao atingir 88,36% de pontualidade nas partidas e garantir a 2ª colocação global. Na mesma categoria, o Aeroporto Internacional do Galeão (RJ) ficou em 6º lugar, com 85,13%, seguido pelo Aeroporto Internacional de Viracopos (SP), em 8º, com 84,55%, e pelo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (MG), que alcançou a 10ª posição, com 83,57% de pontualidade.
Na categoria de aeroportos de pequeno porte, o Brasil apresentou desempenho de destaque, com oito terminais entre os mais pontuais. O Aeroporto Santos Dumont (RJ) foi o terminal brasileiro mais bem posicionado no ranking, alcançando 89,67% de pontualidade nas partidas e a 3ª colocação mundial. Cerca de 58 mil voos foram avaliados, demonstrando o nível de regularidade em um aeroporto com intensa movimentação doméstica.
Na mesma categoria, também se destacaram o Aeroporto de Salvador (BA), em 8º lugar, com 87,32% de pontualidade, além dos aeroportos de Recife (11º), Fortaleza (12º), Florianópolis (14º), Curitiba (15º), Porto Alegre (17º) e Belém (20º).
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvo Costa Filho os resultados refletem a evolução do setor aéreo brasileiro. “Ter aeroportos brasileiros entre os mais pontuais do mundo mostra que os investimentos em infraestrutura, na modernização da gestão e no fortalecimento do modelo das concessões estão gerando resultados concretos para os passageiros e para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Já o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, pontuou que a diversidade de aeroportos no ranking demonstra a maturidade do sistema aeroportuário nacional. “Os dados da Cirium mostram que a eficiência não está restrita a um único tipo de aeroporto. Grandes, médios e pequenos terminais brasileiros vêm apresentando desempenho consistente, o que melhora a experiência do passageiro e fortalece a conectividade aérea em todas as regiões”, concluiu.
O levantamento da Cirium, considera como voo pontual aquele que parte dentro de até 15 minutos do horário programado, além de critérios rigorosos de cobertura de dados e volume de operações. O Ranking é dividido em três categorias de aeroportos: Grande porte: 25 a 40 milhões de passageiros; Médio porte: 15 a 25 milhões de passageiros; e Pequeno porte: 5 a 15 milhões de passageiros.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Resolução do CNE garante continuidade do processo educativo em crises e emergências
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, na segunda-feira, 13 de julho, a Resolução CNE/CEB n° 3/2026 que institui diretrizes nacionais para assegurar a continuidade do processo educativo diante de crises, emergências e outras ocorrências que comprometam o funcionamento regular das escolas. Durante a construção da norma, o conselho reconheceu que diversos fatores vêm provocando interrupções no calendário escolar em todo o país nos últimos anos, de modo que afeta a frequência, a aprendizagem e o cumprimento dos 200 dias letivos estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
A principal orientação é o planejamento prévio. Em vez de decidir no momento da emergência, os sistemas de ensino deverão elaborar protocolos antecipados, definir os responsáveis pelas decisões e articular ações com áreas como saúde, segurança pública, defesa civil e infraestrutura, sempre que a causa da interrupção ultrapassar o campo da educação. A norma reforça que a resposta cabe ao sistema de ensino, e não à escola isoladamente, que deve receber apoio técnico e orientação.
Cada decisão de suspender, adaptar ou retomar as atividades deverá ser formalizada em ato próprio, com indicação do motivo, da abrangência, da duração prevista e da data de reavaliação, além de ser comunicada às famílias e à comunidade escolar por canais oficiais. Os sistemas também deverão monitorar as ocorrências e seus impactos sobre estudantes, profissionais e territórios.
Quanto ao calendário, as redes deverão reorganizar as datas e repor os dias necessários. Em situações excepcionais, o ano letivo poderá ultrapassar o ano civil, desde que ouvida a comunidade escolar e aprovada a alteração pelo órgão normativo competente.
A resolução não proíbe a suspensão de aulas em situações de risco, nem flexibiliza os 200 dias letivos e a carga horária anual, mas estabelece protocolos para garantir a continuidade educativa em momentos de crise e emergência. Interrupções ainda poderão ocorrer, inclusive de forma imediata, mas deverá ser comunicada ao sistema de ensino, formalizada, reavaliada e acompanhada de medidas com vistas ao retorno seguro.
As decisões continuam sob responsabilidade dos sistemas estaduais, distrital e municipais de ensino. O CNE estabelece um núcleo mínimo nacional, preservando a autonomia dos entes para regulamentar a execução conforme suas realidades. As diretrizes também deverão ser observadas pelas redes privadas, no que couber.
Contexto – A Resolução surgiu a partir de uma demanda encaminhada pelo Ministério Público sobre os impactos das operações policiais no direito à educação no Complexo da Maré. Além disso, o parecer do CNE destacou que, em 2023, 34% das escolas brasileiras suspenderam dias letivos em razão de eventos climáticos extremos, enquanto até setembro de 2024 o índice era de 20%, chegando a 66% das unidades da Região Sul.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Conselho Nacional de Educação (CNE)
Fonte: Ministério da Educação
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