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Brasil inicia novo ciclo para o setor mineral com governança voltada ao desenvolvimento sustentável

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidiu, nesta quinta-feira (16/10), a 1ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) que marca um importante passo para a formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável e estratégico do setor mineral brasileiro.

“Deste conselho, vão partir as decisões estratégicas para o futuro da mineração no Brasil. O objetivo é contribuir para que o país possa se posicionar internacionalmente como não somente um supridor desses minerais, mas também utilizando esses recursos para gerar riquezas no nosso próprio território. Inauguramos hoje um novo capítulo da história da mineração, introduzindo uma governança pioneira no setor e promovendo a necessária articulação interministerial. É o caminho seguro para que a nação possa lançar mão de todo o potencial dos minerais, incluindo também os críticos e estratégicos”, afirmou Silveira.

O CNPM aprovou as prioridades da Política Mineral Brasileira, que busca impulsionar uma mineração mais sustentável alinhada com a legislação, além de definir as diretrizes para elaboração do Plano Nacional de Mineração (PNM-2050) e para o Plano de Metas e Ações do setor mineral brasileiro, propondo uma abordagem transversal e de longo prazo quanto ao uso responsável dos recursos minerais ligados à transição energética, à segurança alimentar e ao futuro da indústria.

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A política promove o interesse nacional, o uso responsável dos recursos minerais, a modernização da governança e das regras do setor, o reforço da segurança e da sustentabilidade, o incentivo à inovação e ao valor agregado, o avanço do conhecimento geológico e o aprimoramento da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com transparência e eficiência.

O Conselho aprovou, ao todo, seis propostas de resolução que vão estruturar o novo ciclo de atuação do colegiado. Além do PNM 2050, estão a aprovação do Regimento Interno do Conselho e a criação de quatro Grupos de Trabalho (GTs) que buscam modernizar, integrar e fortalecer a governança do setor, são eles:

  • GT para realizar Estudo Diagnóstico sobre a Fiscalização das Atividades de Mineração no Brasil: Realizar estudo diagnóstico sobre a fiscalização das atividades do setor com foco na atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) e na possibilidade de atuação conjunta entre entes da federação para mapear as competências legais e constitucionais de cada ente da federação relativas ao registro.
  • GT sobre Taxas de Fiscalização e Encargos Setoriais e instrumentos de Incentivo ao Aproveitamento de Recursos Minerais: Realizar estudos sobre as taxas de fiscalização e outros encargos, visando um ambiente mais justo, previsível e eficiente, além de desincentivar a retenção de áreas sem produção mineral;
  • GT sobre Minerais Críticos e Estratégicos: Estruturar políticas para desenvolver a cadeia de valor dos minerais críticos e estratégicos, estimulando não apenas a extração, mas também o beneficiamento e a industrialização no Brasil; e
  • GT sobre Desenvolvimento Sustentável na Mineração: Analisar e propor medidas para integrar a mineração às políticas ambientais, sociais, territoriais e de desenvolvimento sustentável, minimizando conflitos e promovendo o crescimento socioeconômico.
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Sobre o CNPM

Composto por 18 ministros de Estado e pelo presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o CNPM tem como objetivo assessorar o Presidente da República na formulação de políticas e diretrizes para o setor mineral, de modo a fortalecer a governança pública e o alinhamento entre as políticas de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Momento raro no Pantanal: onça-pintada é flagrada ensinando filhote a nadar

Imagens feitas por drone registram Aracy e o pequeno Mocoha em momentos de interação na água; comportamento ajuda o jovem felino a desenvolver habilidades essenciais para a vida selvagem

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Uma cena de aprendizado em meio às águas do Pantanal chamou atenção durante um registro feito no município de Miranda, em Mato Grosso do Sul. Imagens aéreas mostram a onça-pintada Aracy acompanhando o filhote Mocoha durante uma série de mergulhos e movimentos dentro da água.

O registro foi realizado pelo guia e fotógrafo Mário Nelson Cleto Rodrigues, integrante do projeto Onçafari. As imagens mostram mãe e filhote interagindo enquanto Mocoha explora o ambiente aquático e começa a desenvolver habilidades importantes para sua sobrevivência.

APRENDIZADO DESDE OS PRIMEIROS MESES

Embora a cena tenha aspecto de brincadeira, o contato com a água faz parte do processo de desenvolvimento do jovem animal. Onças-pintadas possuem grande capacidade de natação e utilizam rios, baías e outros ambientes aquáticos para atravessar territórios, se refrescar e também procurar alimento.

Mocoha é acompanhado desde o nascimento, em 2025, enquanto Aracy integra o monitoramento realizado pelo Onçafari na região. O acompanhamento contínuo permite registrar diferentes fases da vida dos animais e observar seus comportamentos ao longo do tempo. 

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UMA ONÇA ADAPTADA À ÁGUA

A relação da espécie com ambientes aquáticos é uma das características que diferenciam a onça-pintada de muitos outros felinos. No Pantanal, a presença de rios, corixos e áreas alagadas oferece condições para que os animais se desloquem e encontrem diferentes tipos de presas.

A espécie também ocupa posição importante na cadeia alimentar do bioma. Sua alimentação pode incluir peixes, capivaras, jacarés e outros animais, dependendo da disponibilidade de presas na região.

O registro de Aracy e Mocoha, além de revelar um momento de interação entre mãe e filhote, contribui para o acompanhamento científico e para a compreensão do comportamento das onças-pintadas no Pantanal. O Onçafari mantém programas de monitoramento e pesquisa voltados à conservação da espécie. 

Registros: Mário Nelson/Onçafari.

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