NACIONAL
Biometano emite até 2,5 vezes menos CO₂ do que eletricidade para veículos, aponta relatório
O biometano vem se consolidando como uma alternativa limpa e promissora para descarbonizar o transporte rodoviário no Brasil. É o que aponta a nota técnica “Descarbonização do setor de transporte rodoviário – Intensidade de carbono das fontes de energia”, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), que detalha os valores de intensidade de carbono das principais fontes energéticas utilizadas no setor, com base na metodologia de avaliação do ciclo de vida.
Produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos agropecuários e urbanos, o biometano é um combustível renovável com potencial para abastecer veículos leves e pesados, aproveitando a infraestrutura existente do gás natural. O estudo da EPE mostra que o biometano pode ser produzido perto do local de consumo, o que facilita o uso por frotas de empresas e ajuda a levar energia para mais regiões do país.
A nota técnica foi elaborada para subsidiar as decisões do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na definição das metas do Programa Mover. A integração do programa a outras políticas públicas foi introduzida pela Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que amplia o uso de combustíveis sustentáveis e tecnologias de baixa emissão, promovendo a mobilidade de baixo carbono e a valorização da matriz energética nacional.
De acordo com o levantamento, o biometano apresentou uma intensidade de carbono de 8,35 gramas de dióxido de carbono equivalente por megajoule (gCO₂eq/MJ) em 2024, com expectativa de manutenção desse valor ao longo da próxima década. A estimativa foi baseada em certificações vigentes do Programa RenovaBio e reflete o desempenho ambiental de unidades que já operam com volume 100% elegível para geração de Créditos de Descarbonização (CBIOs).

Ainda em fase de expansão, o mercado nacional de biometano já conta com 12 unidades produtoras autorizadas pela ANP até abril de 2025. Se confirmados os investimentos em andamento, mais 35 usinas poderão entrar em operação até 2027, elevando a capacidade instalada para mais de 2,1 milhões de metros cúbicos por dia.
A publicação também apresenta as trajetórias estimadas de intensidade de carbono para outros combustíveis até 2034, como gasolina, diesel, etanol, biodiesel e eletricidade, considerando a evolução tecnológica e a adoção de boas práticas agrícolas e industriais. A análise foca no conceito poço-à-roda, que avalia as emissões de gases de efeito estufa desde a produção até o uso final dos combustíveis.
Confira a nota técnica completa aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
MEC solicita atuação da PF e da AGU em função das ameaças às universidades federais
O Ministério da Educação (MEC) solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue as ameaças que estão sendo direcionadas contra as universidades federais, estudantes e docentes reportadas nos últimos dias. A Advocacia-Geral da União (AGU) também foi acionada para que atue com a adoção das medidas jurídicas cabíveis.
Nos ofícios enviados às duas instituições o MEC pede providências aos órgãos competentes diante da gravidade das ameaças de violência e de destruição patrimonial, além da utilização de símbolos nazistas contra as universidades federais, estudantes e docentes reportadas ao MEC, especialmente, nesta semana.
Os casos de ameaças foram registrados nos campi da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), da Universidade Federal de Jataí (UFJ), da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
Nos documentos enviados, o MEC ressalta que a atuação da PF e da AGU são urgentes “para apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias das ameaças e dos atos de violência direcionados às universidades federais.”
“O contexto sensível do período eleitoral amplia a gravidade desses atos, tornando imperativa a salvaguarda da integridade física da comunidade acadêmica e do patrimônio público. Essas ameaças e violências buscam intimidar o debate democrático, perturbar a ordem pública e comprometer o livre exercício das funções constitucionais das instituições de ensino superior”, diz trecho dos ofícios encaminhados.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva
Fonte: Ministério da Educação
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