NACIONAL
Alexandre Silveira destaca políticas e projetos durante sessão na Câmara dos Deputados
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou as principais políticas e resultados do setor energético do país nesta quarta-feira (11/3), durante audiência na Comissão de Minas e Energia, na Câmara dos Deputados.
Silveira destacou, por exemplo, a reforma do setor elétrico, o trabalho pela renovação das distribuidoras de energia elétrica e os programas Luz do Povo e Gás do Povo, que já estão beneficiando milhões de famílias brasileiras com a gratuidade na conta de energia e com o fornecimento da recarga do botijão de gás.
“O Ministério de tem a responsabilidade de cuidar de 40% da economia nacional. São 2 milhões e 200 mil empregos novos gerados nestas três áreas, no setor elétrico, no setor de petróleo, gás, biocombustíveis e mineração. Também avançamos em uma reforma do setor elétrico e nos programas sociais. Ainda vivemos em um país com grandes desigualdades, então, além do Luz para Todos, agora nós temos o Gás do Povo, onde 15,5 milhões de famílias vão receber a recarga do gás – um programa que tem o aspecto econômico, social e de saúde pública fundamental – e temos o Luz do Povo, que isentou até 80 KW/h as famílias mais carentes da tarifa de energia”, afirmou o ministro.
Entre outras ações, Silveira ressaltou a aprovação da Lei do Combustível do Futuro, a realização dos maiores leilões de transmissão da história do país, o Programa Gás para Empregar, e as políticas voltadas à transição energética. O ministro também falou do dos avanços na atividade mineral, como a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM) e nas discussões referentes à energia nuclear.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura.
A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes.
“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes.
Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade.
Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades.
As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde.
Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior.
Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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