NACIONAL

MME debate tendências globais e desafios regulatórios para o armazenamento de energia por baterias

O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu, nesta quinta-feira (29/05), a reunião técnica “Avanços Globais sobre Armazenamento de Energia”. O evento reuniu representantes do Governo Federal, especialistas nacionais e internacionais, além de agentes do setor elétrico para debater as principais tendências, desafios regulatórios e experiências de aplicação de sistemas de armazenamento de energia por bateria (BESS, na sigla em inglês) no Brasil e no mundo.

O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, destacou a relevância do tema para o fortalecimento da segurança energética do país. “É fundamental que o Brasil acompanhe os avanços globais e adapte sua regulação para criar um ambiente propício à expansão do armazenamento de energia. Estamos fazendo um grande trabalho coletivo de construção desse ambiente de mercado, regulação, operação e planejamento para garantir que a tecnologia seja implementada de forma eficaz e segura para atender às necessidades do país”, afirmou.

Durante o debate, os participantes destacaram a necessidade do alinhamento técnico entre os órgãos públicos e privados sobre o papel estratégico do armazenamento na transição energética brasileira. A programação incluiu intervenções de especialistas como Lina Ramirez, do Consórcio Global de Transformação dos Sistemas de Energia (GPST), que compartilhou experiências internacionais sobre sistemas de armazenamento em larga escala, Carlos Finat, do Coordenador Elétrico Nacional do Chile (CEN), que apresentou os avanços chilenos na integração de baterias em sistemas com alta participação de fontes renováveis, e Sarah Howarth, do Department for Energy Security & Net Zero (DESNZ – Reino Unido).

Leia Também:  Adesão ao PDDE Escola e Comunidade termina domingo (8/6)

O presidente da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (ABSAE), Markus Vlasits, e representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também participaram do encontro, ressaltando o potencial do armazenamento para a modernização do sistema elétrico e as perspectivas regulatórias para o setor, incluindo para o leilão de reserva de capacidade com sistemas de armazenamento.

O evento aconteceu em formato aberto e propiciou debate entre o público e os palestrantes, que destacaram os desafios para a inserção de novas tecnologias no modelo brasileiro, com destaque para as regras de licenciamento ambiental, requisitos técnicos para grid forming, contribuições para o desempenho dinâmico, entre outros potenciais serviços ancilares e os desafios regulatórios para viabilizá-los.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

NACIONAL

PET Saúde incluirá educação profissional e tecnológica

Os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS) publicaram, nesta segunda-feira, 18 de maio, as Portarias nº 2/2026 e nº 3/2026, que alteram as regras do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde). Os normativos atualizam as Portarias Interministeriais MS/MEC nº 421 e nº 422/2010, respectivamente. A primeira instituiu o programa e a outra estabeleceu orientações е diretrizes técnico-administrativas para a execução do PET Saúde. O PET Saúde visa à qualificação da integração ensino-serviço-comunidade, aprimorando, em serviço, o conhecimento dos profissionais da saúde, bem como dos estudantes dos cursos de graduação na área da saúde.

Entre as principais mudanças no programa está a ampliação do público participante. De acordo com a Portaria nº 2/2026, o PET Saúde passa a incluir estudantes de cursos de educação profissional técnica de nível médio e de cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pelas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, de outras áreas de conhecimento, para o desenvolvimento de atividades na área da saúde.

A medida busca estimular a formação de profissionais e docentes de elevada qualificação técnica, científica, tecnológica e acadêmica, bem como a atuação profissional pautada pelo espírito crítico, pela cidadania e pela função social da educação profissional técnica e da educação superior. Tudo isso orientado pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, preconizado pelo MEC.

Leia Também:  Adesão ao PDDE Escola e Comunidade termina domingo (8/6)

Outra mudança é a atualização das modalidades de bolsas oferecidas pelo programa. O texto prevê quatro categorias: iniciação ao trabalho, destinada a estudantes; tutoria, voltada a docentes; preceptoria, direcionada a profissionais dos serviços de saúde; e orientação de serviço, função ampliada exercida por trabalhadores da saúde e pessoas com experiência relacionada às temáticas do programa.

A proposta também detalha atribuições dos bolsistas e dos orientadores de serviço, incluindo a participação em atividades de ensino, pesquisa e extensão, publicação de trabalhos acadêmicos e atuação como mediadores entre instituições de saúde e comunidades locais.

Além disso, amplia o público-alvo e a definição de orientação de serviço no âmbito do PET Saúde, para incluir trabalhadores com experiência em áreas relacionadas às edições temáticas do programa, bem como estudantes da educação profissional técnica de nível médio da Rede Federal.

Execução do PET Saúde – Já a Portaria nº 3/2026 atualiza a estrutura de gestão e funcionamento do PET Saúde, com a ampliação da participação institucional e fortalecimento da articulação entre educação, serviços de saúde e sociedade civil.

Leia Também:  Governo federal sanciona leis que criam rotas turísticas em Santa Catarina

Entre as mudanças, a norma passa a incluir formalmente as instituições da Rede Federal na estrutura do programa e prevê, ainda, a participação da sociedade civil organizada nos projetos do PET Saúde, por meio de representantes que atuarão como orientadores de serviço, conforme critérios definidos em edital.

O novo texto redefine a composição dos grupos PET Saúde, que passam a reunir tutores, preceptores, estudantes da educação profissional técnica de nível médio, graduação e pós-graduação da área da saúde, além de estudantes de outras áreas do conhecimento. O objetivo é fortalecer grupos de aprendizagem tutorial voltados a áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova portaria também amplia a participação das secretarias finalísticas do MS na execução das edições temáticas do programa, em articulação com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

Outro ponto previsto é a possibilidade de essas secretarias administrarem o pagamento mensal das bolsas do PET Saúde, embora o processamento e a efetivação dos pagamentos continuem sob responsabilidade do MS.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA