NACIONAL

Aeroportos de João Pessoa (PB) e Aracaju (SE) inauguram salas multissensoriais para pessoas neurodivergentes

Em um compromisso para ampliar o acolhimento de famílias neurodivergentes, os aeroportos de João Pessoa, na Paraíba (PB), e de Aracaju, em Sergipe (SE), inauguraram, na última sexta-feira (14), salas multissensoriais para atender passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com essas unidades, já são 11 salas instaladas no país apenas neste ano. A iniciativa integra o Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, do Ministério de Portos e Aeroportos.

Para o ministro Sílvio Costa Filho, a adesão dos terminais ao programa nacional de inclusão demonstra o interesse do setor em melhorar e adaptar a experiência de passageiros com TEA. “O crescimento do número dessas salas mostra que estamos no caminho certo, promovendo dignidade, respeito e, acima de tudo, acolhimento. Nosso objetivo é chegar a 20 espaços como este até o fim de 2026”, afirmou.

Em João Pessoa, a sala está localizada na área de embarque, próxima ao canal de inspeção, e tem capacidade para receber um passageiro e um acompanhante por vez. Já em Aracaju, a sala fica próxima ao portão 1 e pode receber até oito pessoas. Em ambas, o funcionamento é gratuito e aberto 24 horas por dia.

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As salas multissensoriais oferecem um ambiente de descompressão, com elementos que ajudam a minimizar estímulos capazes de causar desequilíbrio emocional, além de reduzir o estresse do ambiente aeroportuário, proporcionando alívio em relação aos estímulos externos e promovendo bem-estar. Atualmente, já existem salas multissensoriais em aeroportos de São Paulo – Congonhas (SP), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro – Galeão e Santos Dumont (RJ), Natal (RN), Recife (PE), Vitória (ES) e Campo Grande (MS), Maceió (AL).

De acordo com a Aena Brasil, administradora dos aeroportos, as salas contam com investimentos que incluem tecnologia IoT, que possibilita a conexão via internet de aparelhos e sistemas, e inteligência artificial. Os espaços dispõem de técnicas de videomodelagem para conferir previsibilidade aos passageiros, controle por dispositivos móveis, assistente de inteligência artificial multilíngue e mobiliário adaptável para garantir conforto aos usuários.

Como complemento às ações de inclusão, o ministério lançou também a Cartilha Inclusão Dentro e Fora do Avião, escrita por Aline Campos e ilustrada por Luana Chinalia. O material traz, de forma lúdica, a história de duas crianças neurodivergentes e apresenta orientações sobre direitos, recursos e boas práticas para garantir uma viagem mais tranquila.

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A cartilha está disponível para download no site do MPor (https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/transporte-aereo/programa-tea) e também nas salas multissensoriais espalhadas pelos aeroportos brasileiros.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Selo reconhece instituições contra violência de gênero

O Ministério da Educação (MEC) instituiu o Selo Instituições de Ensino Seguras e Livres de Violência contra Meninas e Mulheres, por meio da Portaria MEC nº 690/2026, publicada na quarta-feira, 19 de agosto. A iniciativa reconhece instituições públicas de educação superior e de educação profissional e tecnológica que adotem políticas e práticas efetivas de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência contra meninas e mulheres. 

A avaliação para concessão do selo será baseada em evidências apresentadas pelas instituições e abrangerá quatro dimensões principais: prevenção; acolhimento; denúncia e acompanhamento; e ambiente acadêmico seguro. 

O reconhecimento será concedido nas categorias Ouro, Prata e Bronze, de acordo com a comprovação documental da implementação e da efetividade das ações. A gestão do programa ficará sob a coordenação das Secretarias de Educação Superior (Sesu) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Uma Comissão Técnica de Avaliação, com a participação do Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades (CPEGI), da Capes, será responsável pela elaboração de indicadores e validação dos processos. 

Poderão aderir ao programa as instituições federais de educação superior, as instituições federais de educação profissional, científica e tecnológica, e as demais instituições públicas de ensino superior e tecnológico que atendam aos requisitos de editais específicos do MEC.  

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A participação será voluntária e não envolve repasse de recursos financeiros. O selo terá validade de três anos e poderá ser suspenso ou cancelado em caso de descumprimento das exigências estabelecidas. 

Selo Instituições Seguras – O Selo Instituições de Ensino Seguras e Livres de Violência contra Meninas e Mulheres é voltado ao reconhecimento de políticas públicas e ações de segurança, proteção e equidade de gênero desenvolvidas por instituições públicas e ensino superior e tecnológico. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior  

Fonte: Ministério da Educação

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