NACIONAL
Ações interministeriais ampliam modernização das hidrovias e reforçam atendimento a comunidades ribeirinhas
O governo federal está ampliando ações de modernização das hidrovias e de atendimento a comunidades ribeirinhas por meio da atuação conjunta entre os ministérios de Portos e Aeroportos (MPor), do Desenvolvimento Social (MDS), do Turismo (MTur) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A iniciativa reúne obras de dragagem, monitoramento climático, sinalização náutica e uso da navegação para garantir abastecimento, assistência social e novas oportunidades econômicas na região Norte.
Nas regiões ribeirinhas do Norte, onde a mobilidade depende historicamente dos ciclos das águas, os rios cumprem papel essencial na integração do território. Nesses espaços, as hidrovias têm sido uma rede de infraestrutura estratégica e uma política de Estado voltada a transformar rios em vias que garantem direitos, oportunidades e desenvolvimento às populações.
Com foco na eficiência operacional e na segurança da navegação, MPor e Dnit conduzem ações de modernização das principais rotas hidroviárias do país. As iniciativas incluem monitoramento climático, dragagens planejadas, recuperação de trechos críticos e aprimoramento da sinalização náutica. Ao mesmo tempo, avançam as concessões, que ampliam investimentos, elevam padrões de segurança e reduzem custos logísticos, um diferencial para um modal com menor impacto ambiental e que é até 40% mais econômico em relação a outros meios de transporte.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, investir em hidrovias é ampliar a presença do Estado. “Quando o governo direciona recursos para monitoramento, dragagem, sinalização e concessões, promove mais que melhorias operacionais e assegura cidadania”, afirma.
A manutenção permanente das hidrovias, especialmente em regiões sujeitas a variações climáticas extremas, tem caráter prioritário. Para o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, essa estratégia é essencial para manter a navegação. “Entre o monitoramento e as dragagens planejadas, todo o conjunto de ações tem um objetivo central: manter a navegação sem parar. Hidrovias estruturadas permitem a circulação regular de alimentos, remédios e políticas públicas para as populações que dependem do rio”, concluiu.

- Infográfico – Como as hidrovias levam cidadania à população ribeirinha
Proteção social que navega
Em áreas onde não há acesso terrestre, o Ministério do Desenvolvimento Social tem usado as hidrovias para levar políticas públicas a populações isoladas. Pelos rios chegam alimentos, tecnologias de acesso à água, atendimento social, ações emergenciais e iniciativas voltadas à segurança alimentar.
A navegação também permite a busca ativa do Cadastro Único (CadÚnico), o atendimento móvel do Sistema Único de Assistência Social (MobSUAS) e o acompanhamento de povos e comunidades tradicionais por equipes que percorrem longas distâncias em embarcações da assistência social.
Nesse território, dois instrumentos se complementam: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra a produção da agricultura familiar e fortalece cooperativas e associações ribeirinhas; e a Ação de Distribuição de Alimentos (ADA), responsável pela entrega de cestas em situações de emergência, especialmente em períodos de estiagem ou cheia. Ambos usam a logística fluvial para garantir que o apoio chegue a quem mais precisa.
“Além de ampliar a cobertura do programa, nós facilitamos o acesso das populações indígena, quilombola e de outras comunidades tradicionais, como extrativistas, mulheres e jovens rurais. Criamos um modelo de ingresso mais adequado à realidade desses grupos, com o objetivo de garantir que o Programa de Aquisição de Alimentos chegue a quem realmente precisa. Da mesma forma, pelo Programa Cisternas, seguimos trabalhando em parceria com organizações da sociedade civil para levar segurança hídrica à populações extrativistas e ribeirinhas”, afirmou a secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal.
Nos últimos três anos, o MDS destinou R$ 452 milhões ao PAA, garantindo a compra de produção local e a distribuição de 73 mil toneladas de alimentos. Na região Norte, a ADA levou mais de 800 mil cestas por meio dos rios. No mesmo período, foram instaladas 8.663 tecnologias de acesso à água, com meta de 16.800 até 2026.
Turismo fluvial regional
O turismo fluvial tem avançado como atividade econômica importante em regiões onde os rios são a principal via de deslocamento. Um estudo do Ministério do Turismo, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostra que o segmento aumenta a renda local e qualifica atividades produtivas nas comunidades que dependem da navegação.
Na Amazônia, cruzeiros que passam por Manaus, Santarém, Parintins e Barcelos demonstram o potencial do setor para integrar natureza, cultura e economia.
O avanço do turismo fluvial ocorre com a integração regional, em que há o fortalecimento de rotas oficiais, melhoria de atracadouros, qualificação de trabalhadores, segurança náutica e interiorização do turismo; e também com a inclusão ribeirinha, com geração de renda, profissionalização de barqueiros e guias, valorização do artesanato e incentivo a roteiros culturais.
Além do impacto na economia, a navegação tem papel central para levar políticas públicas a áreas de difícil acesso. O esforço interministerial reforça o uso das hidrovias para garantir serviços essenciais, renda e presença do Estado em regiões onde barcos são o único meio de chegada.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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