NACIONAL

Ações do MEC garantem direito da primeira infância

Nesta segunda-feira, 25 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Educação Infantil. A etapa de ensino é uma das prioridades do Ministério da Educação (MEC) para garantir o acesso à educação pública e de qualidade na primeira infância, com equidade e inclusão de todas as crianças de 0 a 6 anos de idade. Além disso, a pasta também atua no combate à adultização de crianças, incentivando práticas pedagógicas que promovem o lúdico e permitem o desenvolvimento social, emocional e intelectual dos bebês e das crianças pequenas. 

O MEC coordena ainda a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI), lançada neste mês de agosto, que visa à proteção, ao desenvolvimento integral e ao pleno exercício dos direitos das crianças pequenasA PNIPI é desenvolvida em articulação com os demais entes federativos estados, municípios e Distrito Federal , com vistas a garantir sua proteção, seu desenvolvimento integral e o pleno exercício de seus direitos. 

A política tem como principal objetivo integrar, de forma coordenada e intersetorial, as políticas públicas voltadas à primeira infância, contemplando áreas como saúde, educação, assistência social, cultura, direitos humanos, justiça, habitação e igualdade racial. A política atenderá a primeira infância em sua diversidade e considerará as interseccionalidades socioeconômicas, territoriais e regionais, étnico-raciais, de gênero e de deficiência.  

Destacam-se ainda ações específicas do MEC comprometidas com a educação infantil, como o Programa de Apoio à Manutenção de Novas Matrículas, que financia o custeio de vagas até que estas sejam incluídas no Fundeb (EI Manutenção); a inclusão de creches no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); a conclusão de obras de creches e pré-escolas paralisadas; e a inclusão da educação infantil no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por meio do programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (Leei) e dos Cantinhos da Leitura. 

RetratoDe acordo com dados do Censo Escolar 2024, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, 114.576 instituições de ensino brasileiras ofertam matrículas da educação infantil — 78.070 de creche e 100.135 de pré‐escola. O ministério tem investido na criação de novas turmas e novos estabelecimentos por meio da ação conjunta de vários programas e políticas.    

Dados do MEC mostram ainda que as matrículas de crianças de 0 a 3 anos em creches tiveram a maior alta da série histórica no ano de 2023, quando se registrou um crescimento de 3,1%, em comparação com os anos anteriores (de 2019 a 2022), chegando ao patamar de 41,2% no acesso em 2024.    

Para entender de forma mais aprofundada a realidade desta etapa da educação no país, até 8 de setembro, o MEC está realizando a segunda edição do levantamento Retrato da Educação Infantil. O objetivo é coletar informações complementares e atualizadas das redes de ensino, em relação a outras pesquisas, para traçar diagnóstico sobre os mecanismos de gestão implementados pelos entes federados, para o atendimento das crianças de 0 a 6 anos. Em 2024, todos os 5.571 municípios do país e o Distrito Federal responderam ao questionário. A pesquisa busca reunir informações sobre o acesso à educação infantil para subsidiar um plano de ação que garanta o direito das crianças à creche e à pré-escola. 

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O levantamento deve ser preenchido no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), por gestores da Educação dos municípios e do Distrito Federal. Ele precisa ser respondido pelo secretário de Educação, ou por pessoa formalmente designada para tal. A participação de todos os entes é essencial, inclusive daqueles que não apresentam crianças de 0 a 6 anos fora da escola, tendo em vista que essas informações são igualmente relevantes para compreender a realidade nacional.  

Com a promulgação da Lei nº 14.851/2024, que determina a obrigatoriedade de criar mecanismos para o levantamento e a divulgação da demanda por vagas na educação infantil, essa etapa da educação ganha ainda mais centralidade.    

EI Manutenção O MEC também atua no apoio às redes públicas de ensino para a ampliação da oferta de vagas em creches. Com o Programa de Apoio à Manutenção da Educação Infantil (EI Manutenção), a pasta transfere recursos financeiros voltados a apoiar o custeio de novas matrículas criadas pelos municípios, seja em novos estabelecimentos ou em novas turmas de educação infantil, até que estas sejam computadas para recebimento de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). 

Em 2024, foram destinados R$ 240 milhões para a criação de 35 mil vagas em creches. Entre 2023 e 2024, houve expansão de 20% no número de obras concluídas de creches – de 223 unidades em 2023 para 269 em 2024.   

Esse crescimento refletiu a criação de aproximadamente 13,6 mil novas vagas em dois turnos – 6,8 mil vagas em período integral. Até agosto de 2025, já foram concluídas 312 creches, gerando 61.568 novas vagas em dois turnos – 30.784 vagas em período integral –, o que indica tendência de crescimento na oferta.        

PAC Pela primeira vez, a construção de creches foi incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O governo federal já garantiu a construção de 1.178 novas creches na primeira etapa do programa, em áreas de vulnerabilidade social, beneficiando 1.177 municípios e o Distrito Federal. No segundo ciclo, foram anunciadas mais 505 unidades. 

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Outra ação desenvolvida pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante, que visa concluir todas as obras paralisadas e inacabadas da educação básica que estão sob gestão do FNDE. O MEC recebeu 3.784 manifestações de estados e municípios no âmbito do pacto. Desse total, 1.318 obras são da educação infantil, com um investimento previsto de R$ 1,8 bilhão, que criará mais de 478 mil novas vagas nos dois turnos ou quase 240 mil vagas em turno integral para essa etapa nas redes públicas de ensino.   

Parâmetros de qualidade Com foco na melhoria da qualidade do ensino, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, em 2024, as Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade na Educação Infantil. As orientações foram instituídas a partir do documento Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil, encaminhado pelo MEC ao CNE. Os parâmetros são de caráter obrigatório e visam informar os sistemas de ensino com padrões de referência de organização, gestão e funcionamento das instituições em todo o território nacional. Desse modo, contribuem para um processo democrático de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas para as crianças da faixa etária de 0 a 6 anos.  A aprovação das diretrizes ocorreu após ampla consulta à sociedade e teve o apoio de várias instituições. 

Restrição ao uso de celularPasta também vê a restrição ao uso de celulares na escola como mecanismo de proteção e prevenção para estudantes nas redes sociais. Em 2025, o governo federal sancionou a Lei nº 15.100/2025, que regula o uso dos celulares nas escolas com o objetivo de construir um ambiente escolar focado na aprendizagem, preservando a saúde mental e física do estudante. Entretanto, desde 2023, por meio da Estratégia Nacional das Escolas Conectadas (Enec), o MEC já realizava uma série de ações para promoção da educação digital e midiática como forma de garantir a proteção e a cidadania digital dos estudantes. 

As Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e integração curricular de educação digital e midiática, publicadas em março deste ano pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), mencionam a importância do tema desde a educação infantil, com orientações e recomendações específicas para essa etapa da educação, visando garantir a aprendizagem adequada e assegurar o uso mediado e responsável dessas tecnologias. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MEC entrega 20 ônibus para redes de ensino do RN

O Ministério da Educação (MEC) entregou ao estado do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, 2 de julho, 20 novos ônibus escolares do programa Caminho da Escola. Os veículos foram adquiridos com investimento de R$ 9,1 milhões, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e beneficiarão 20 municípios potiguares. A previsão é que a pasta invista, no total, R$ 62,5 milhões no estado para a aquisição de 129 ônibus, que beneficiarão 100 municípios. Em todo o país, serão 2,5 mil novos ônibus escolares, com investimento de R$ 1,2 bilhão do Novo PAC. 

A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do ministro da Educação, Leonardo Barchini; da primeira-dama, Janja Lula da Silva, além de autoridades locais, estudantes e professores.  

Na ocasião, o presidente Lula defendeu a ampliação do acesso à educação e comparou as ações de seu governo às iniciativas implementadas anteriormente no estado. “O sonho de todo mundo que ia para o Sul do país era de um dia poder voltar para sua terra natal. Mas, para voltar, teria que ter algumas coisas que os motivassem. Uma delas era a água, e a água chegou. Outra era a educação. Eu duvido que, na história do Rio Grande do Norte, a elite deste estado tenha feito metade do que eu fiz para a educação daqui. Todos eles são diplomados. Todos eles são doutores. E eu quero saber o que eles fizeram para educação deste povo. Eu quero saber quantas universidades eles fizeram, quantos institutos federais eles fizeram, quantas escolas de tempo integral eles fizeram, quantos Pés-de-Meia eles criaram”, apontou. 

Entre os ônibus entregues nesta quinta-feira no Rio Grande do Norte, dez são do modelo ORE 2, que possui capacidade para até 44 estudantes sentados; e dez são do modelo ORE 3, que transporta aproximadamente 59 estudantes. Juntos, os veículos têm potencial para beneficiar aproximadamente 1.030 estudantes por viagem, fortalecendo o acesso à educação, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso. 

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No estado, serão contemplados os municípios de Antônio Martins, Baía Formosa, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Itaú, Jardim de Piranhas, Olho d’Água do Borges, Cerro Corá, Parazinho, Florânia, Goianinha, Ielmo Marinho, Riacho de Santana, João Câmara, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Salgada, Maxaranguape e Santo Antônio. 

Etapas – Na modalidade de ônibus escolares (Caminho da Escola), o Novo PAC busca renovar e ampliar a frota de transporte escolar dos estados e municípios, garantindo mais segurança, conforto e permanência dos estudantes na escola. 

O programa estruturou a aquisição dos ônibus escolares em duas etapas. A primeira, lançada em 2023, contemplou aproximadamente 1.500 veículos, com investimento nacional de R$ 700 milhões. Já a segunda etapa, iniciada em 2025, prevê cerca de 1.000 ônibus, com investimento de R$ 499 milhões. A iniciativa já entregou 1.690 ônibus escolares em todo o Brasil. Foram 1.423 veículos distribuídos na primeira etapa e outros 267 na segunda, ampliando a oferta de transporte escolar seguro e adequado para estudantes da educação básica. 

Na primeira etapa do Novo PAC, o Rio Grande do Norte foi contemplado com 68 ônibus escolares, em um investimento de R$ 32,3 milhões. Desse total, 65 veículos já foram entregues aos municípios beneficiados. Os três restantes aguardam a publicação de uma nova ata para a continuidade dos procedimentos de aquisição e entrega. O município de Água Nova foi desclassificado por perda de prazo na etapa de contratação e não prosseguiu no processo de formalização. 

Na segunda etapa, o estado recebeu a destinação de 61 novos ônibus escolares, com orçamento de R$ 30,2 milhões. Antes da entrega desta quinta-feira (2), 13 veículos já haviam sido distribuídos a municípios potiguares. Outros 11 municípios aguardam a contratação para a aquisição dos ônibus, enquanto quatro veículos passam por inspeção técnica ou já estão em rota de entrega para os municípios contemplados. 

Agenda – A comitiva do presidente Lula também participou de agendas para entregas de ônibus na Bahia. Em Alagoinhas (BA), na quarta-feira (1º), o governo federal entregou 29 ônibus escolares, sendo 15 veículos do modelo ORE 2 e 14 do modelo ORE 3. Desde 2023, o estado já recebeu 342 novos ônibus escolares, por meio de investimentos do Novo PAC que somam R$ 162,7 milhões. 

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Nesta quinta (2), após a agenda no Rio Grande do Norte, a equipe segue ainda para Juazeiro do Norte, no Ceará, onde entrega 40 veículos de transporte escolar a municípios cearenses, sendo 25 ônibus do modelo ORE 2 e 15 do modelo ORE 3. Desde 2023, o Ceará já recebeu 143 ônibus escolares, com investimento total de R$ 101,3 milhões, também do Novo PAC. 

Caminho da Escola – Criado em 2007, o programa Caminho da Escola objetiva garantir, prioritariamente, o acesso diário e a permanência de estudantes residentes em áreas rurais e ribeirinhas nas escolas públicas de educação básica. A iniciativa oferece ônibus, embarcações e bicicletas fabricados especialmente para o tráfego em regiões com dificuldades para os habitantes chegarem às unidades de ensino. Diante disso, visa à segurança, ao transporte escolar de qualidade e à participação dos estudantes em atividades pedagógicas, esportivas, culturais ou de lazer, previstas no plano pedagógico da escola e realizadas fora do ambiente escolar.  

O controle da qualidade dos ônibus escolares é feito em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e os veículos são equipados com Dispositivos de Poltrona Móvel (DPM) para garantir acessibilidade aos estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida.  

Resumo | Mais educação para o Rio Grande do Norte 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 

Fonte: Ministério da Educação

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