MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Teatro leva debate sobre violência doméstica a estudantes de Matupá
O Ginásio Municipal de Matupá recebeu na sexta-feira (05) duas apresentações da peça teatral “RE-Cortes”, que aborda o tema da violência doméstica e familiar contra a mulher e a criança. As sessões, realizadas pela Cia Vostraz de Teatro, fazem parte do projeto “Prevenção Começa na Escola”, uma iniciativa da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público de Mato Grosso.A montagem conta a história de Marina, mãe da menina Mel e esposa de Rodrigo, que vive aprisionada em um ciclo de violência de gênero até conseguir encontrar apoio para romper com essa realidade. A narrativa expõe de forma didática e sensível as diversas faces da violência doméstica como ciúme excessivo, isolamento social, desvalorização profissional, violência psicológica e patrimonial, cárcere privado, xingamentos e agressões físicas.O promotor de Justiça Cristiano de Miguel Felipini, que acompanhou as apresentações em Matupá, destacou a relevância do espetáculo para a formação das crianças e adolescentes. “A importância da peça é que traz a conscientização para as crianças, que vão passar a compreender o que é a violência doméstica, tanto a física, a moral, a psicológica, a patrimonial, e assim vão passar a denunciar e também para que elas não pratiquem isso quando se tornarem pessoas adultas”, afirmou.ARTE E PREVENÇÃO: A apresentação em Matupá faz parte de uma estratégia maior de prevenção à violência. A Cia Vostraz já possui uma parceria de aproximadamente oito anos com o MPMT, durante a qual percorreu dezenas de municípios mato-grossenses com o espetáculo “Inocentes Pétalas Roubadas”, encenado mais de 300 vezes para cerca de 60 mil estudantes.Foi justamente nos relatos recebidos ao término dessas apresentações que surgiu a necessidade de criar “RE-Cortes”. Além das denúncias de abuso sexual, muitas crianças revelavam viver em ambientes marcados pela violência doméstica, testemunhando suas mães sendo espancadas, humilhadas e desmoralizadas.A montagem aborda temas como o início do relacionamento abusivo na chamada “fase da lua de mel”, a escalada da violência e os caminhos para buscar ajuda, incluindo informações sobre medidas protetivas, delegacias e canais de denúncia como o 190 (Polícia Militar) e o 127 (Ouvidoria do MPMT).
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT participa de lançamento de Rede Nacional de Observatórios
O Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), participou do Lançamento da Rede Nacional de Observatórios das Mulheres e do II Encontro Nacional de Observatórios das Mulheres, realizados nos dias 1º e 2 de julho, na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília (DF). O evento reuniu representantes de observatórios, universidades, centros de pesquisa, instituições públicas, fundações, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para discutir estratégias de fortalecimento da produção e do uso de dados na formulação de políticas públicas para as mulheres.Representando o MPMT, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Observatório Caliandra, integrou a mesa temática “Estratégias para Expansão da Rede de Observatórios”, na qual apresentou a experiência de Mato Grosso na implantação e consolidação do Observatório. Durante o painel, destacou as principais boas práticas desenvolvidas pela instituição, especialmente a articulação interinstitucional para qualificar a produção de dados e a disponibilização de informações por meio de painéis públicos que ampliam a transparência das estatísticas sobre feminicídios e outras formas de violência contra as mulheres, além de um Quiz que sinaliza comportamentos abusivos, canais de denúncias e serviços. A promotora destacou que a criação do Observatório Caliandra surgiu de uma necessidade interna de reunir informações dispersas e transformá-las em conhecimento capaz de subsidiar políticas públicas e ampliar o controle social sobre a violência de gênero.“O Observatório surgiu da necessidade de concentrar os dados sobre feminicídios e dar transparência a essa violência para toda a sociedade. Esse também é um desafio da Rede Nacional. No início, enfrentamos dificuldades que foram superadas por meio de parcerias institucionais. Formalizamos termos de cooperação com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e com a Polícia Civil para garantir acesso às bases de dados e estamos em tratativas com a Federação das Indústrias de Mato Grosso para incorporar informações sobre qualificação profissional e vagas de emprego. Essa integração é essencial para a sustentabilidade dos observatórios e para o fortalecimento das políticas públicas”, afirmou Claire Vogel Dutra.A mesa foi mediada pela coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Tereza Firmino Prado Mouro, e contou com representantes do Observatório da Mulher de Teresina, do OBSERVA Minas, do Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina (UNILA) e do Observatório da Mulher Piauiense.Na abertura dos debates, Maria Tereza destacou que a constituição da Rede Nacional representa um passo importante para fortalecer a atuação dos observatórios em todo o país.“Este é um momento para conhecermos de perto os observatórios, promover o alinhamento dos trabalhos e fortalecer essas iniciativas para que sejam sustentáveis e cumpram seu papel de produzir conhecimento e subsidiar políticas públicas para as mulheres”, ressaltou.A Rede Nacional de Observatórios das Mulheres tem como objetivo fortalecer a cooperação entre instituições que produzem e analisam dados sobre a realidade das mulheres brasileiras, promovendo o intercâmbio de metodologias, experiências e informações. A iniciativa busca qualificar a produção de conhecimento, ampliar a transparência das informações e subsidiar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das violências de gênero e à promoção da igualdade.Atualmente integram a rede 75 observatórios distribuídos em 17 unidades da federação. A participação do Observatório Caliandra no encontro nacional reafirma o protagonismo do Ministério Público de Mato Grosso na produção de dados qualificados sobre violência contra as mulheres e no desenvolvimento de ferramentas que fortalecem a transparência, ofertas de serviços, canais de denúncias, controle social e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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