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Réu é condenado a 20 anos por tentar matar jovem em Rondonópolis

O Tribunal do Júri condenou a 20 anos de prisão integrante do comando vermelho que tentou matar jovem que enviou mensagem a esposa de membro da facção, em Rondonópolis. O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro do ano passado, na residência da vítima e na presença de sua mãe. Além da tentativa de homicídio qualificada, Luccas Ortega Nery também foi condenado por porte ilegal de arma de fogo e por integrar organização criminosa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, após ter sido atingida por vários disparos de arma de fogo em sua própria residência, a vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. Foi constatado durante a investigação policial que o réu mapeou o trajeto que a vítima fazia, horários e locais por onde passava todos os dias para depois cumprir a ordem oriunda da facção criminosa.

Consta na denúncia, que antes da tentativa de homicídio, a vítima foi obrigada a participar de uma reunião com outros integrantes da organização. Durante o encontro, o jovem foi informado que a sua morte havia sido decretada pela facção e que para reverter o quadro ele teria que matar uma pessoa no município de Gaúcha do Norte, o que foi recusado pelo jovem.

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Conforme a promotora de Justiça que atuou no plenário do júri, a condenação de Luccas Ortega Nery ocorreu nos termos da denúncia oferecida pelo Ministério Público. Os jurados acolheram a tese de que a tentativa de homicídio foi cometida por motivo torpe. O réu encontra-se preso e não poderá recorrer da decisão em liberdade.

O Júri foi realizado no dia 24 de setembro.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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