MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Projeto FloreSer retoma atividades com estudantes de Colégio em Cuiabá

Cerca de 400 estudantes do ensino médio do Colégio Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá, participaram, na manhã desta quinta-feira (05/03), da abertura das atividades do projeto FloreSer, do Ministério Público de Mato Grosso. A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica – Espaço Caliandra e tem como objetivo discutir a violência de gênero nas relações afetivas entre jovens.Alunos do 1º e 2º anos participaram de uma manhã de aprendizado sobre a violência contra a mulher, com dinâmicas sobre abuso e amor. De forma leve e descontraída, as atividades abordaram temas comuns nessa fase da vida, como o início das relações afetivas e dos namoros.Na abertura, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias, apresentou o Espaço e Observatório Caliandra e alguns dos serviços oferecidos às mulheres em situação de violência. Ela também destacou comportamentos comuns na violência de gênero, como ciúme, controle e sentimento de posse.“É comum escutar que quem gosta tem ciúme. Normalmente, quando uma relação começa com ciúme, isso pode evoluir para controle excessivo e violência psicológica. Muitas vezes, essa é a porta de entrada para outras violências e até para o feminicídio”, alertou.A promotora também agradeceu ao Colégio Notre Dame de Lourdes pela oportunidade de dialogar com os estudantes. “Quero agradecer à escola pela oportunidade de estarmos aqui conversando com esses jovens. Espero que possamos deixar uma sementinha para um futuro sem violência. Um feliz Dia da Mulher para todas as meninas aqui.”A atividade integra a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher nas escolas públicas e privadas da educação básica. O coordenador de Pastoral e Ações Sociais do Colégio Notre Dame de Lourdes, Matheus Henrique da Silva Rodrigues, afirmou que, ao longo da semana, professores e alunos participarão de reflexões transversais sobre a conscientização e o enfrentamento da violência contra a mulher.“Acreditamos que nossa missão é formar cidadãos cada vez mais humanos para a sociedade em que vivemos. Formá-los com um olhar voltado para o outro, para o acolhimento das causas e das situações que muitas vezes acontecem ao nosso redor, é uma prioridade para nós. Trazer vocês aqui hoje é proporcionar a eles um olhar diferente sobre uma realidade que nos cerca e que nos angustia muito”, disse o coordenador.A programação da semana teve início na segunda-feira (02/03), com a participação da procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que falou aos estudantes e professores sobre as implicações legais das leis de proteção às mulheres.Elisamara destacou que março, mês dedicado às mulheres, é um momento importante para promover o debate nas escolas. Segundo ela, a educação tem poder transformador e o envolvimento de crianças e jovens é essencial para prevenir a violência. “Apenas a repressão não é suficiente para combater esse tipo de violência. A Lei Maria da Penha foi atualizada e as escolas de todo o país devem promover, anualmente, campanhas e ações de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher”, disse.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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