MINISTÉRIO PÚBLICO MT
PGJ defende uso da tecnologia como ferramenta de transformação social
Pensar a tecnologia como ferramenta para o desenvolvimento socioeconômico da população. Esse foi o desafio lançado pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, aos participantes do evento “Inovação e Transformação Digital” que está sendo realizado nesta sexta-feira (02) no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, com transmissão ao vivo no canal do Ministério Público do Estado de Mato Grosso no Youtube. Representantes de instituições públicas e privadas participam da discussão.
“A tecnologia tem que ser um caminho e não um fim em si mesma. Não podemos fechar os olhos para uma realidade em que, apesar dos avanços tecnológicos, ainda existem pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, passando fome em nosso estado. A tecnologia deve ser vista como uma mera ferramenta para buscar melhorias para a nossa população”, enfatizou o procurador-geral de Justiça.
Durante o evento, o MPMT realizou o lançamento oficial do Laboratório de Inovação da instituição. O coordenador da iniciativa, promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, destacou que o objetivo principal do laboratório é captar ideias que possam, por exemplo, superar os entraves burocráticos comuns à administração pública para alcançar resultados que sejam úteis ao cidadão. “O Laboratório é um espaço para que toda voz inovadora seja ouvida. Além disso, nossa missão é agregar maior valor ao MPMT através de ideias disruptivas e transformadoras que impactem não somente na instituição do MPMT, mas toda a sociedade”.
A promotora de Justiça auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça e presidente do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (CETI), Claire Vogel Dutra, ressaltou que a criação do laboratório veio coroar um trabalho de valorização da tecnologia da informação. “Desde 2019, temos desenvolvido um trabalho voltado à melhoria da gestão, buscando mais eficiência e menos burocracia para reduzir a morosidade na prestação dos serviços públicos”, afirmou.
Ela enfatizou que o MPMT tem inovado em diversas áreas e não apenas na tecnologia da informação. Citou como exemplos melhorias implementadas nos processos de trabalho, gestão de pessoas, planejamento estratégico, gestão orçamentária e na transparência das aquisições públicas. Enfatizou ainda a disponibilização de ferramentas tecnológicas para auxiliar a área finalística.
Programação – A primeira palestra do evento ficou a cargo do chefe de Departamento de Tecnologia da Informação do MPMT, Fernando Vasconcelos, e da gerente de Suporte Técnico, Maryel Juliane de Souza e Silva Almeida. Ambos fizeram uma explanação sobre os avanços tecnológicos obtidos pela instituição nos últimos dois anos, principalmente em razão do trabalho remoto por conta da pandemia.
A programação inclui ainda abordagens sobre experiências desenvolvidas pela Universidade Federal de Mato Grosso, MTI (Governo do Estado) e as empresas Sonda, Gartner, Central IT, Logicalis e Cloudera.
Fonte: MP MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já
Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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