MINISTÉRIO PÚBLICO MT
No meio do medo está a coragem
Por algum tempo esqueço do medo quando estou com Maria e Miguel. Os olhos novos têm muito a ensinar a estes olhos velhos. A imaginação é a casa da verdade.
Mas logo tenho com o medo, nas visitas, nas conversas, em acontecimentos vividos; nos olhos, nas mãos e bocas das pessoas que nos visitam. Como é desencorajadora a cara do medo – parece gritar pedindo socorro, mas não grita. Contudo não há outro caminho senão enfrentá-lo, mesmo que fora de mim.
Somos viajantes, amigo leitor! Algumas viagens nos assustam. Muitos estão visivelmente temerosos. Os olhos velhos percebem rápido. As pessoas próximas também. Só eles dizem que não estão.
Dizem que não se sentem bem. Que a viagem não é necessária. Que há outro jeito de ir. Que vai chover. Que já é tarde. Que estão cansados. Que já fizeram muito.
Mas se alguém, mesmo com delicadeza, ousar sugerir que eles não querem ir porque têm medo. Ouviremos gritos de protesto, ofensas e justificativas inflamadas. Talvez seja preciso até recuar, para preservar a amizade, talvez, até elogiar sua coragem de não querer ir.
É o medo. Essa é sua motivação real. Ele se disfarça de razão, de prudência, de lógica. Procura corajosas racionalizações. Mas o medo é um tremor dentro da gente. Ele inibe as pessoas nas ações e nas vivências. Perturba os sentidos.
Não há gente acima do medo, ninguém pode se gabar de a ele escapar. O medo nasceu com a gente. Está em nós, vai com a gente por toda a nossa existência. Não ter medo! Isso nada tem a ver com a coragem. Esta é sim grudada no medo, uma coisa está dentro da outra. A coragem é uma espécie de salvação, disse Platão.
O medo alerta sobre os perigos do viver e a coragem faz viver. A vida é para esse sarro de medo se destruir, a vida quer da gente coragem! (G.R)
Foto: Imagem gerada por IA.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água
A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora. Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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