MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MP emite notificação e alerta sobre cuidados na divulgação de notícias

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Uma reunião realizada nesta sexta-feira (11), em Mirassol D´Oeste (a 297 Km de Cuiabá), entre representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, polícias Civil e Militar, Conselho Tutelar e imprensa, discutiu aspectos relacionados à divulgação de notícias envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O encontro teve como ponto de partida uma notificação recomendatória sobre o assunto expedida pelas Promotorias de Justiça Cível e Criminal de Mirassol D´Oeste.

Durante a reunião, os promotores de Justiça Elton Oliveira Amaral e Tessaline Luciana Higuchi dos Santos alertaram sobre a necessidade de se evitar que informações indiretas (como nome do bairro, local de trabalho dos responsáveis, iniciais dos nomes, escola frequentada pela vítima etc.) das crianças e adolescentes possam ser divulgadas sem as adequações necessárias, permitindo a identificação e contribuindo para o fenômeno da revitimização.

Os membros do MPMT apresentaram ainda a existência do Protocolo Esperança e da Lei do Depoimento Especial, que imprimem uma série de normas para coibir a propagação do trauma vivenciado pelos indivíduos em formação vitimados. Foi apresentada também a publicação “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Série Jornalista Amigo da Criança”, elaborada pela Andi Comunicação e Direitos. Trata-se de um guia à mídia para o devido tratamento de reportagens sobre o assunto, com a preservação dos direitos infantojuvenis.

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“Mirassol D´Oeste ainda é uma pequena comarca, na qual residem pouco mais de 33 mil habitantes, o que facilita a identificação das pessoas envolvidas em crimes ou atos infracionais, sejam elas vítimas ou autoras. O Ministério Público já tomou conhecimento de que a divulgação dos fatos nos veículos de comunicação locais trouxe grande prejuízo psicológico e emocional às vítimas adolescentes”, diz um trecho da notificação encaminhada à Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Tutelar.

Além de preservar a saúde psíquica e emocional das crianças e de adolescentes vítimas de violência, o MPMT busca com a iniciativa evitar a identificação dos adolescentes aos quais são atribuídos atos infracionais e evitar o prejuízo das investigações policiais, em especial a efetivação de prisões.

Acesse o Guia de referência para a cobertura jornalística sobre fatos envolvendo a exploração sexual de crianças e adolescentes. (Realização: ANDI – Comunicação e Direitos em parceria com o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI/CN) e patrocínio da Petrobras).

Fonte: MP MT

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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