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Experiências e valores do MP inspiram futuros juristas 

Coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, o procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade lembra que a iniciativa do “Ministério Público sem Mistério” é aproximar a comunidade acadêmica da instituição por meio das palestras de membros do Ministério Público nas mais variadas áreas.“É um projeto de extensão. Um projeto que visa trazer o aluno para que ele conheça o Ministério Público, conheça nossa instituição, conheça os nossos valores, conheça as nossas atribuições, conheça a missão do Ministério Público. Nós compreendemos a necessidade de o Ministério Público ter uma interlocução permanente com a sociedade civil organizada, e nada melhor do que esta sinergia com a academia”, destacou o procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade.Primeiro palestrante da edição, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, se emocionou ao compartilhar com os estudantes um pouco de sua trajetória de vida e como foi a tomada de decisão de ingressar como membro do Ministério Público. Filho de advogado e professor da Faculdade de Direito, seu primeiro encontro com a missão de vida que escolheu como profissão foi ao assistir a um Tribunal do Júri.“E quando eu vi aquele colega, já falecido, com toda sua paixão pelo outro, pelo semelhante. E vi uma pessoa humilde, que não teve dinheiro para contratar a assistente de acusação e confiou no Ministério Público. Eu disse ao meu pai: Pai, eu estou me preparando para fazer concurso para promotor de Justiça”, contou o procurador Paulo Prado.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, também compartilhou sua trajetória, que serviu de inspiração aos estudantes que não tinham o curso de Direito como primeira opção de graduação. Após uma primeira aprovação para o curso de Engenharia Civil, a promotora de Justiça seguiu para o curso de Direito. “Eu entendo que o meu trabalho como promotora é construir pontes entre os direitos declarados e os direitos efetivados.”Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Vida Plena), Gileade Pereira Souza Maia, que atua como auxiliar no gabinete do procurador-geral de Justiça, falou sobre as atribuições do Ministério Público na promoção da Justiça, proteção dos direitos fundamentais e controle de legalidade. “Para ser um bom promotor de Justiça, antes é preciso ser um bom cidadão. Precisamos de bondade, integridade e idealismo.”Último palestrante da edição desta segunda, o coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop), Caio Márcio Loureiro, finalizou o diálogo com os estudantes lembrando que ser membro ou membra do Ministério Público é “um chamado para defender valores essenciais à sociedade. Não basta ser um conjunto de declarações, é preciso colocá-las em prática”.Inspiração e aprendizado – Coordenadora do curso de Direito da União das Faculdades Católicas (Unifacc), a professora Linnet Mendes Dantas destacou a importância do projeto para alunos da graduação. “Na Faculdade Católica de Cuiabá, já tem acadêmico no primeiro semestre que está vivenciando todo esse ambiente jurídico para motivá-los ainda mais a se esforçarem para fazer uma graduação realmente de qualidade.”A iniciativa do MPMT também foi referendada pelo diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professor Carlos Eduardo Silva e Souza, que classificou como sensacional o projeto. “Acolher nossos alunos e alunas e permitir que eles possam conhecer mais essa importante instituição que tanto se dedica à nossa sociedade.”Para a coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica do Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi), professora Angélica Yara Siqueira, esse momento de aproximação entre a prática e a academia é uma oportunidade única para os acadêmicos. “Ter um espaço de diálogo, de conhecer as carreiras de autoridades que, não só aqui dentro, mas fora também, na sua vida pessoal, exercem uma conduta e um comportamento tão ético, tão valoroso, tão próximo da sociedade é realmente algo esplendoroso.”Representando parte dos estudantes, a presidente do Centro Acadêmico do curso de Direito da UFMT, a acadêmica Manuela Zanchetti, agradeceu a forma acolhedora como os alunos foram recebidos. “E eu acredito muito nessa gentileza dos servidores, dos promotores e procuradores, que têm esse tato que é muito diferencial. Eu digo sempre que são profissionais fora da curva, porque eles recebem, eles têm um carinho assim, que você não vê em todos os lugares.”Estudante do primeiro semestre do curso de Direito da Uniasselvi, Yasmin Folha considerou a participação no projeto inspiradora. “Eu gostei bastante, porque teve uma parte mais sentimental que trouxe um outro caráter para o Direito. Eu fiquei muito tocada e trouxe uma outra face do Direito.”Sobre o projeto – O “MPMT sem Mistério” é um projeto do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, que visa ampliar o convívio e aproximar a instituição da comunidade escolar. Ele também contribui para difundir o papel constitucional do Ministério Público na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, bem como para estimular o reconhecimento e a valorização da instituição como essencial à função jurisdicional do Estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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